Caso Joca: Justiça arquiva inquérito sobre morte de cachorro em voo da Gol
Juiz não vê elementos que provem que o animal foi vítima de maus-tratos pelos funcionários da companhia aérea
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Paulo Sabbadin
19/10/2024, 00:02 • Atualizado em 20/10/2024, 02:00
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A Justiça de São Paulo arquivou o inquérito sobre a morte do cão Joca, que morreu durante um voo da Gol, em abril deste ano.
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Em sua decisão, o juiz Gilberto Azevedo de Moraes Costa afirma que não há elementos que provem que o animal foi vítima de maus-tratos pelos funcionários da companhia aérea.
"Os elementos de convicção produzidos nos autos não evidenciam que os funcionários agiram visando maltratar o animal e, como consequência, levá-lo à morte, e tão pouco que, prevendo esta possibilidade, assumiram o risco desse resultado", afirma o magistrado.
"O que se vê nos autos é uma sucessão de condutas culposas, advindas de negligência e imprudência, praticadas por funcionários da companhia. Ainda, não há elementos aptos a demonstrar a ocorrência de maus-tratos e sofrimento do cão Joca em razão desta circunstância", diz outro trecho da decisão.
Joca era um golden retriever saudável de quatro anos. O tutor, João Fantazzini, estava se mudando para o Mato Grosso e embarcou para Sinop com o intuito de chegar à cidade no mesmo horário que o cachorro. Ao desembarcar, no entanto, João foi informado pela companhia aérea de que o animal havia sido levado por engano para Fortaleza.
A viagem, que deveria levar até duas horas e meia, demorou quase oito horas, contando o tempo em que Joca foi enviado de volta para São Paulo. Durante a espera, o cão ficou cerca de 1h30 na pista de embarque e desembarque, com temperatura de 36°C. A família conta que o cachorro, que estava em uma caixa de transporte, ficou sem comida.
Após o ocorrido, a Anac e a Polícia Civil de Guarulhos iniciaram uma investigação acerca do transporte. Um laudo foi solicitado pela USP (Universidade de São Paulo), que indicou a morte do cão por "choque cardiogênico", distúrbio circulatório associado à redução do rendimento cardíaco, resultante da falência do coração em bombear adequadamente o sangue.
A Polícia Civil também concluiu que Joca provavelmente morreu dentro da aeronave, durante o voo de volta a São Paulo.
Em nota, a Gol lamentou o ocorrido, expressando solidariedade com o sofrimento da família.
Caso Joca: Justiça arquiva inquérito sobre morte de cachorro em voo da GolJuiz não vê elementos que provem que o animal foi vítima de maus-tratos pelos funcionários da companhia aéreaJustiça2024-10-19T00:02:51.599ZA Justiça de São Paulo arquivou o inquérito sobre a morte do cão Joca, que , em abril deste ano. Em sua decisão, o juiz Gilberto Azevedo de Moraes Costa afirma que não há elementos que provem que o animal foi vítima de maus-tratos pelos funcionários da companhia aérea. "Os elementos de convicção produzidos nos autos não evidenciam que os funcionários agiram visando maltratar o animal e, como consequência, levá-lo à morte, e tão pouco que, prevendo esta possibilidade, assumiram o risco desse resultado", afirma o magistrado. "O que se vê nos autos é uma sucessão de condutas culposas, advindas de negligência e imprudência, praticadas por funcionários da companhia. Ainda, não há elementos aptos a demonstrar a ocorrência de maus-tratos e sofrimento do cão Joca em razão desta circunstância", diz outro trecho da decisão. Relembre o caso Joca Joca era um golden retriever saudável de quatro anos. O tutor, João Fantazzini, estava se mudando para o Mato Grosso e embarcou para Sinop com o intuito de chegar à cidade no mesmo horário que o cachorro. Ao desembarcar, no entanto, João foi informado pela companhia aérea de que o animal havia sido levado por engano para Fortaleza. A viagem, que deveria levar até duas horas e meia, demorou quase oito horas, contando o tempo em que Joca foi enviado de volta para São Paulo. Durante a espera, o cão ficou cerca de 1h30 na pista de embarque e desembarque, com temperatura de 36°C. A família conta que o cachorro, que estava em uma caixa de transporte, ficou sem comida. Após o ocorrido, a Anac e a Polícia Civil de Guarulhos iniciaram uma investigação acerca do transporte. Um laudo foi solicitado pela USP (Universidade de São Paulo), que indicou a morte do cão por "choque cardiogênico", distúrbio circulatório associado à redução do rendimento cardíaco, resultante da falência do coração em bombear adequadamente o sangue. A Polícia Civil também concluiu que Joca provavelmente morreu dentro da aeronave, durante o voo de volta a São Paulo. Em nota, a Gol lamentou o ocorrido, expressando solidariedade com o sofrimento da família. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/caso-joca-justica-arquiva-inquerito-sobre-morte-de-cachorro-em-voo-da-gol
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