Assistente que acusava réu é flagrado confraternizando com advogados de defesa
Homem acusado de homicídio no PR foi condenado por lesão corporal; defensores comemoravam resultado e servidor foi exonerado
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Marrara Laurindo
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Um assistente de um promotor de Justiça de Ponta Grossa (PR) foi exonerado do cargo após ser flagrado confraternizando com advogados de um réu após um júri popular.
O julgamento visava um homem acusado de homicídio. O júri terminou com a condenação do réu por lesão corporal, um crime com uma pena menor. Após o processo, o assistente foi visto junto com os advogados de defesa do homem, que celebravam o resultado. Diante da situação, o advogado - e agora ex-assistente - Yuri Kozan foi exonerado do cargo do Ministério Público.
Vídeos mostram a defesa do réu, identificado como Norberto Daniel, em um restaurante, brindando e comendo. Ao lado deles estava o assistente do promotor, causando revolta na família da vítima.
Yuri confirmou que estava no local, mas que não comemorava o resultado. “Já me aconteceu, inclusive, após os trabalhos, jantar, comer um espetinho, tomar um chope com o próprio promotor de Justiça. Porque os operadores do Direito não têm rixas pessoais no trabalho, né. Terminou o trabalho, a sessão, o resultado foi definido e depois disso é normal que as pessoas acabem se encontrando em algum lugar para descansar”, alegou Yuri.
Ministério Público pede anulação de julgamento
A exoneração levantou mais suspeitas sobre a conduta do assistente, que afirmou que o desligamento não tem relação com os vídeos. “Essa exoneração foi uma decisão conjunta minha com o promotor de Justiça, o dr. João Eduardo. Após essa situação dos vídeos, eu mesmo decidi por bem deixar a função porque qualquer insinuação de irregularidade ou de desvio de conduta da minha função enquanto assistente da promotoria é absolutamente infundada”, disse Yuri.
Em nota, o Ministério Público não explicou o motivo exato da exoneração. Ainda sobre o júri, o órgão afirmou que vai pedir a anulação do julgamento, já que o MP insiste na condenação do homem por homicídio e homicídio tentado, excluindo a condenação por lesão corporal.
Assistente que acusava réu é flagrado confraternizando com advogados de defesa Homem acusado de homicídio no PR foi condenado por lesão corporal; defensores comemoravam resultado e servidor foi exonerado Justiça2024-07-30T13:54:10.265Z Um assistente de um promotor de Justiça de Ponta Grossa (PR) foi exonerado do cargo após ser flagrado confraternizando com advogados de um réu após um júri popular. O julgamento visava um homem acusado de homicídio. O júri terminou com a condenação do réu por lesão corporal, um crime com uma pena menor. Após o processo, o assistente foi visto junto com os advogados de defesa do homem, que celebravam o resultado. Diante da situação, o advogado - e agora ex-assistente - Yuri Kozan foi exonerado do cargo do Ministério Público. Vídeos mostram a defesa do réu, identificado como Norberto Daniel, em um restaurante, brindando e comendo. Ao lado deles estava o assistente do promotor, causando revolta na família da vítima. Yuri confirmou que estava no local, mas que não comemorava o resultado. “Já me aconteceu, inclusive, após os trabalhos, jantar, comer um espetinho, tomar um chope com o próprio promotor de Justiça. Porque os operadores do Direito não têm rixas pessoais no trabalho, né. Terminou o trabalho, a sessão, o resultado foi definido e depois disso é normal que as pessoas acabem se encontrando em algum lugar para descansar”, alegou Yuri. Ministério Público pede anulação de julgamento A exoneração levantou mais suspeitas sobre a conduta do assistente, que afirmou que o desligamento não tem relação com os vídeos. “Essa exoneração foi uma decisão conjunta minha com o promotor de Justiça, o dr. João Eduardo. Após essa situação dos vídeos, eu mesmo decidi por bem deixar a função porque qualquer insinuação de irregularidade ou de desvio de conduta da minha função enquanto assistente da promotoria é absolutamente infundada”, disse Yuri. Em nota, o Ministério Público não explicou o motivo exato da exoneração. Ainda sobre o júri, o órgão afirmou que vai pedir a anulação do julgamento, já que o MP insiste na condenação do homem por homicídio e homicídio tentado, excluindo a condenação por lesão corporal. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/assistente-que-acusava-reu-e-flagrado-confraternizando-com-advogados-de-defesa