Economia

Secretário de Reformas Econômicas de Haddad deixa governo Lula

Exoneração foi a pedido e saiu nesta segunda (5) no Diário Oficial; a bordo da pasta, atuou em projetos como ampliação da isenção do IR e programa Desenrola

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Felipe Moraes
Marcos Barbosa Pinto foi exonerado da Secretaria de Reformas Econômicas da Fazenda | Divulgação/Diogo Zacarias/MF

Marcos Barbosa Pinto foi exonerado da Secretaria de Reformas Econômicas da Fazenda | Divulgação/Diogo Zacarias/MF

O secretário de Reformas Econômicas do Ministério da Fazenda, Marcos Barbosa Pinto, oficializou nesta segunda-feira (5) sua saída do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Exoneração dele, a pedido, foi publicada hoje no Diário Oficial da União (DOU), com assinatura da secretária-executiva da Casa Civil, Miriam Belchior.

Pinto estava no Executivo desde 2023 e atuou em algumas das principais pautas da pasta chefiada pelo ministro Fernando Haddad, como ampliação da isenção do Imposto de Renda (IR), programas Desenrola, de renegociação de dívidas, e Pé-de-Meia, de incentivo financeiro a estudantes do ensino médio da rede pública, e reforma tributária. O governo ainda não anunciou substituto dele na Secretaria de Reforma Econômicas.

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Saída de Pinto já havia sido anunciada em novembro de 2025, em coletiva técnica após Lula sancionar projeto que isenta do IR quem ganha até R$ 5 mil. À época, afirmou que deixaria governo para voltar à iniciativa privada e dedicar mais tempo à família.

Na mesma ocasião, Haddad admitiu que ficou "chateado" com a decisão do secretário, citando recente saída de outro importante auxiliar, Bernard Appy, da extinta Secretaria Extraordinária da Reforma Tributária.

Quem é Marcos Pinto?

O agora ex-secretário de Reformas Econômicas de Haddad formou-se em direito pela Universidade de São Paulo (USP) e fez mestrado na mesma área na Universidade de Yale (EUA). Também possui mestrado em economia e finanças pela Fundação Getulio Vargas (FGV), onde atuou como professor de direito societário.

Foi sócio da Trindade Sociedade de Advogados e da Gávea Investimentos e trabalhou no Conselho de Administração de empresas como ALL, BRMalls, Energisa, Hering e Unidas. Ainda atuou como consultor do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).

No serviço público, ocupou cargos de diretor da Comissão de Valores Mobiliários (CVM) e de chefe de gabinete da presidência do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

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