Ala no STF considera grave conexões de ministros com o Master, mas aguarda PGR
Para um dos magistrados, caso compromete a credibilidade da institutuição


Leandro Magalhães
O clima na suprema Corte em Brasília é de preocupação diante da gravidade das ligações e conexões do caso do Banco Master com dois ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), Dias Toffoli e Alexandre de Moraes. Ministros relatam que o caso é grave e que temem haver consequências.
Segundo apuração da coluna, não deve partir do ministro Edson Fachin uma reação para proibir ou limitar ações dos ministros Dias Toffoli e Alexandre de Moraes sobre o caso Master. O entendimento de uma parte do STF é que a Corte deve ser provocada pela Procuradoria-Geral da República.
Funcionários próximos a ministros afirmam que - desde que vazaram citações e mensagens do celular do dono do banco Master - a Corte está totalmente diferente. Os demais ministros evitam tocar no assunto. Falam apenas que é preciso aguardar para saber o que pode aparecer mais pela frente.
No entendimento de um magistrado, que pediu anonimato, o caso se diferencia de tudo o que o STF já viveu, e compromete a credibilidade das decisões dos envolvidos e da instituição.
Também há o entendimento de que a ligação de dois magistrados joga a instituição, o STF, para uma crise de reputação na sociedade, e que, nesse momento, os envolvidos deveriam agir com bom senso.
A possibilidade de pedido de aposentadoria antecipada é um ponto levantado no STF. Acredita-se, no entanto, que esse caminho pode se tornar possível após as eleições de outubro quando saberão se haverá mudanças na composição do Congresso Nacional a partir de 2027.








