"A Justiça não será falha desta vez", diz advogada chamada de "galinha" em julgamento no TJMG
Criminalista detalhou caso em entrevista ao Brasil Agora; acusado deverá explicar ofensas ao Conselho Nacional do Ministério Público
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SBT News, Iasmin Costa, Murilo Fagundes
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Santiago tem dez dias úteis, a contar da última quarta, para apresentar informações, a mando de Ângelo Fabiano Farias da Costa, corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP).
Em sessão de 26 de março, que julgava um caso de homicídio, o promotor teria ainda insinuado que a advogada faria um "striptease" durante procedimento de troca de beca entre colegas do caso.
"Enquanto advogada, eu estava ali trabalhando, não estava ali a passeio. Então, eu espero que de fato a situação seja revista e as autoridades não utilizem de seu poder para ofender ou discriminar qualquer profissional", afirmou Quinetti.
Ela afirmou que, apesar da carreira extensa e conhecida do agressor — "muito aplaudido", relatou —, a investigação do CNMP é vista como demonstração de que "a Justiça não será falha desta vez", relembrando outros casos de ofensas que aconteceram a mulheres nas cortes brasileiras.
"Eu não milito. Eu acho que todos nós temos os mesmo direitos, correto? Mas todos os órgãos jurídicos, OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] Minas, OAB Nacional, também outras mulheres que militam no Tribunal de Júri, já estão também junto a mim tomando providências para que estes casos não ocorram, porque vêm acontecendo com muita frequência”, lamentou Quinetti.
A advogada reforçou que as ofensas foram "gratuitas" e que Francisco de Assis Santiago a destratou durante todo o júri. "Parece que pesquisou mais sobre minha vida do que a de meu cliente", ponderou a criminalista.
O corregedor também estabeleceu prazo de cinco dias para que a ata da audiência de julgamento, assim como quaisquer registros em áudio e vídeo relevantes, sejam anexados ao processo.
Apesar de a OAB ter solicitado o afastamento temporário do promotor por 120 dias, não houve ainda uma decisão da corregedoria sobre essa demanda.
A sessão de março foi suspensa e só deverá ser reiniciada em junho. Um novo promotor será designado para conduzir o caso.
"A Justiça não será falha desta vez", diz advogada chamada de "galinha" em julgamento no TJMGCriminalista detalhou caso em entrevista ao Brasil Agora; acusado deverá explicar ofensas ao Conselho Nacional do Ministério PúblicoJustiça2024-04-05T14:12:53.955Z A advogada criminalista Sarah Quinetti, que em julgamento no Tribunal de Justiça de Minas Gerais (TJMG), afirmou ao Brasil Agora desta sexta-feira (5) acreditar "que não terá corporativismo" na punição. Santiago tem dez dias úteis, a contar da última quarta, para apresentar informações, a mando de Ângelo Fabiano Farias da Costa, corregedor do Conselho Nacional do Ministério Público (CNMP). Em sessão de 26 de março, que julgava um caso de homicídio, o promotor teria ainda insinuado que a advogada faria um "striptease" durante procedimento de troca de beca entre colegas do caso. "Enquanto advogada, eu estava ali trabalhando, não estava ali a passeio. Então, eu espero que de fato a situação seja revista e as autoridades não utilizem de seu poder para ofender ou discriminar qualquer profissional", afirmou Quinetti. Ela afirmou que, apesar da carreira extensa e conhecida do agressor — "muito aplaudido", relatou —, a investigação do CNMP é vista como demonstração de que "a Justiça não será falha desta vez", relembrando outros casos de ofensas que aconteceram a mulheres nas cortes brasileiras. "Eu não milito. Eu acho que todos nós temos os mesmo direitos, correto? Mas todos os órgãos jurídicos, OAB [Ordem dos Advogados do Brasil] Minas, OAB Nacional, também outras mulheres que militam no Tribunal de Júri, já estão também junto a mim tomando providências para que estes casos não ocorram, porque vêm acontecendo com muita frequência”, lamentou Quinetti. A advogada reforçou que as ofensas foram "gratuitas" e que Francisco de Assis Santiago a destratou durante todo o júri. "Parece que pesquisou mais sobre minha vida do que a de meu cliente", ponderou a criminalista. O corregedor também estabeleceu prazo de cinco dias para que a ata da audiência de julgamento, assim como quaisquer registros em áudio e vídeo relevantes, sejam anexados ao processo. Apesar de a OAB ter solicitado o afastamento temporário do promotor por 120 dias, não houve ainda uma decisão da corregedoria sobre essa demanda. A sessão de março foi suspensa e só deverá ser reiniciada em junho. Um novo promotor será designado para conduzir o caso. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/justica/a-justica-nao-sera-falha-desta-vez-diz-advogada-chamada-de-galinha-em-julgamento-no-tjmg