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Justiça

Caso Bruno e Dom: réus pelos assassinatos vão a júri popular

Três pessoas respondem por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver

Imagem da noticia Caso Bruno e Dom: réus pelos assassinatos vão a júri popular
bruno e dom
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Os três réus pela morte do indigenista Bruno Pereira e do jornalista Dom Phillips serão levados a júri popular. A decisão é da Justiça Federal.

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Amarildo da Costa Oliveira, o irmão dele, Oseney da Costa de Oliveira e Jefferson da Silva Lima respondem por duplo homicídio qualificado e ocultação de cadáver.

A defesa dos acusados informou que vai recorrer da decisão da Justiça.

Veja abaixo a linha do tempo do caso:

  • 3 de junho: A bordo de uma pequena lancha a motor, Bruno e Dom deixam Atalaia do Norte com destino a uma base de proteção da Funai, no Rio Ituí, na região conhecida como Lago Jaburu.
  • 5 de junho: Bruno e Dom são dados como desaparecidos no Vale do Javari (AM)
  • 6 de junho: Com a publicação nas mídias sociais dos primeiros relatos de que Bruno e Dom não tinham chegado ao seu destino, a imprensa começa a noticiar que o jornalista inglês tinha desaparecido em meio à Floresta Amazônica.
  • 6 de junho: MPF instaura notícia de fato para acompanhar o caso, pede instauração de inquérito policial e envia ofício a plataformas para obter informações sobre os últimos acessos de Bruno e Dom às redes sociais, como forma de ajudar nas buscas
  • 7 de junho: O primeiro suspeito de envolvimento com o caso, Amarildo da Costa Oliveira, o Pelado, é detido na comunidade São Gabriel, em Atalaia do Norte, e preso no dia seguinte
  • 12 de junho: Equipes encontram pertences de Bruno e Dom na floresta, incluindo a lancha usada pela dupla, afundados com sacos de terra para que permanecessem presos ao fundo do rio.
  • 15 de junho: Justiça determina a prisão do segundo suspeito de envolvimento no caso: Oseney da Costa de Oliveira ("Dos Santos")
  • 15 de junho: Os restos mortais do indigenista e do jornalista são localizados em um local que Pelado e Dos Santos indicaram ao confessar que mataram Bruno e Dom.
  • 17 de junho: PF confirma que os vestígios humanos encontrados no local indicado por Pelado são de Bruno e Dom.
  • 18 de junho: Terceiro suspeito - Jeferson da Silva Lima, conhecido como "Pelado da Dinha" ? se entrega e é preso
  • 23 de junho: Um homem, Gabriel Pereira Dantas, se apresenta à Polícia Civil de São Paulo, alegando ter participado do crime, mas a PF descarta o depoimento no dia seguinte por falta de provas de envolvimento de Gabriel.
  • 8 de julho: PF detém o colombiano Ruben Dario da Silva Vilar, apontado como suposto mandante dos assassinatos e suspeito de envolvimento com o narcotráfico.
  • 21 de julho: MPF denuncia três pessoas pelos assassinatos de Bruno Pereira e Dom Phillips, menos de dois meses depois dos crimes
  • 22 de julho: Justiça Federal recebe a denúncia do MPF, instaurando ação penal contra as três pessoas apontadas como executoras dos crimes
  • 29 de setembro: MPF oferece denúncia em processo que apura associação criminosa no caso da pesca predatória no Vale do Javari (AM) contra Colômbia, um dos suspeitos de envolvimento nos crimes, e outras pessoas
  • 12 de dezembro: Colômbia é condenado por uso de documento falso, em desdobramento das investigações do caso Bruno e Dom
  • 20 de janeiro de 2023: Depoimentos são adiados por conta de problemas com a conexão da internet dos presídios. 
  • 20 março de 2023: Início da instrução processual da ação penal contra os supostos executores dos crimes, com realização de audiências
  • 12 de abril de 2023: Justiça do Amazonas retoma audiência sobre assassinato de Bruno e Dom
  • 19 de maio de 2023: PF indicia o ex-presidente da Funai, Marcelo Xavier, e o ex-vice-presidente do órgão, Alcir Amaral Teixeira, por dolo eventual nos assassinatos de Bruno e Dom.
  • 2 de junho de 2023: o Ministério dos Povos Indígenas anuncia a criação de um grupo de trabalho para promover a segurança e combater a criminalidade no Vale do Javari. O grupo deve propor medidas concretas de combate à violência e com o objetivo de garantir a segurança territorial dos povos indígenas que vivem na área. 
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