Guerra das vacinas: Pazuello anuncia 8,5 mi de doses da Pfizer no 1º semestre
Ministro cita prazo de 60 dias para análise da Anvisa e desagrada governadores, como João Doria, de São Paulo

ministro da saúde Pazuello
"Primeiro acordo, nós fechamos inicialmente em R$ 70 milhões, que é o que eles tinham disponíveis. o prazo de entrega vem numa segunda negociação", afirmou o ministro, acrescentando que o valor de compra das doses ainda está em avaliação.
A Pfizer pedirá à Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) o registro emergencial, no Brasil, da sua vacina contra a covid-19 assim que a Food and Drugs Administration (FDA) der a liberação nos Estados Unidos. A farmacêutica já fez proposta ao governo brasileiro e informou que teria condições de "imunizar milhões de brasileiros" no 1º semestre de 2021
Segundo fontes que acompanham a discussão, Pazuello repetiu que o SUS tem acordos para receber 300 milhões de doses em 2021, sendo 260 milhões por meio do acordo de compra e produção nacional da vacina da Oxford/AstraZeneca e mais cerca de 40 milhões obtidas por meio do consórcio Covax Facility.
As vacinas devem ser aplicadas em duas doses. Pazuello disse acreditar que o registro definitivo da vacina da AstraZeneca deve ser concedido no fim de fevereiro pela Anvisa.
Pazuello, entretanto, disse que a Anvisa leva 60 dias para fechar a análise das vacinas, o que atrasaria o caléndário inicial do governador de São Paulo, João Doria (PSDB). Na reunião, houve um questionamento do tucano se o ministro estaria politizando a eventual compra do governo da Coronavac. "O que difere a sua gestão como ministro da Saúde de privilegiar duas vacinas em detrimento de outra vacina? É uma razão de ordem ideológica ou política ou falta de interesse em disponibilizar mais vacinas?"
Pazuello, em seguida responde: "Quando o Butantã concluir o seu trabalho, nós avaliaremos a demanda". Ele destacou que o registro é obrigatório, "mas que todas as vacinas serão alvo das nossas compras".














