Samara Martins propõe revogar pagamento da dívida pública
Em sabatina no SBT News, candidata do Unidade Popular à presidência da República defende nacionalização dos bancos
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Leandro Magalhães, Carla Araújo, André de Sena
A candidata à Presidência da República Samara Martins, filiada ao partido Unidade Popular, defendeu que o estado brasileiro revogue o pagamento da dívida pública. A afirmação foi feita durante a sabatina realizada pelo SBT News neste sábado (12).
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"Grande parte dessa dívida, ela já não deveria mais ser paga, porque você não paga a dívida, paga os juros e amortizações da dívida. E virou um sistema da dívida para poder trazer lucro para as oligarquias financeiras, para os bancos, para quem investe, inclusive, nos títulos da dívida pública", argumentou.
Aumento do salário mínimo e escala 4x3
Em seu plano de governo, a candidata propõe aumentar o salário mínimo em 100% e implementar a escala de trabalho 4x3, em que, a cada semana, os empregados trabalham quatro dias e folgam três.
"Se não houvesse o teto de gastos, o arcabouço fiscal, hoje o salário estaria em torno de R$ 3.200,00. Então é possível que isso aconteça. (...) Experiências que já aconteceram demonstraram que os trabalhadores trabalhando menos dias, eles produzem mais. O que significa, inclusive, que dá para ter um lucro maior, se for pensar na lógica privada, e ter condição de aumentar o salário."
"O Brasil é um dos países da América Latina com o menor salário mínimo possível, mesmo sendo a décima economia do mundo. Então é necessário haver o aumento real do salário mínimo, reduzir a jornada de trabalho para dar dignidade, inclusive mais produtividade a esses trabalhadores."
Nacionalização dos bancos
Durante a sabatina, Samara Martins afirmou que, se eleita, vai trabalhar para estatizar todo o sistema bancário. Para justificar essa medida, ela citou o escândalo do Banco Master.
"Nós acreditamos, inclusive, que a nacionalização dos bancos é necessária para impedir corrupções como essas, escândalo de corrupção como esse que aconteceu no Banco Master, que usa do dinheiro do povo, do Rio Previdência, dos fundos de previdência do povo para poder fazer farras, como a gente tem assistido."
"Os bilionários fazem as suas corrupções, corrompem os políticos, os ministros, o STF, o Judiciário, tudo, celebrando isso em prostituição, em orgias, usando o dinheiro do nosso povo. Nossa defesa, além da nacionalização, é a prisão e confisco dos bens de todos os corruptos, porque eles têm que devolver o que roubaram do nosso povo. Então o dinheiro do nosso povo não deve servir para o lucro de um banqueiro, mas sim ser controlado pelo estado."
Desmilitarização das polícias
A candidata também defende a desmilitarização das polícias. Questionada se essa medida deixaria a população mais vulnerável aos criminosos, ela disse que a forma correta de investir em segurança pública é "diminuir as desigualdades sociais, que são as causadoras da violência urbana."
"Nós defendemos a desmilitarização das polícias, porque a militarização pressupõem um inimigo. E as polícias militares, não só as polícias militares, mas as polícias no Brasil entendem o seu povo como inimigo."
Combate às facções
Samara Martins criticou operações policiais em comunidades, como a que ocorreu em outubro do ano passado nos Complexos do Alemão e da Penha, descrevendo-as como um "teatro". Segundo ela, essas ações "matam centenas de pessoas e o tráfico continua organizado e se fortalecendo".
"Um enfrentamento ao tráfico de drogas e às facções requer, inclusive, ir nos seus verdadeiros chefes. Como a operação da Polícia Federal demonstrou, estão na Faria Lima várias das empresas envolvidas com as facções e o tráfico de drogas. São pessoas que têm os aviões, os helicópteros, os navios e não [estão] dentro das comunidades."
"Reduzir a maioridade penal, encarcerar mais cedo os jovens no nosso país alimentam as facções criminosas. Nós temos que garantir que esses jovens não sejam recrutados pelas facções e que os verdadeiros chefes sejam punidos, inclusive esses que estão de paletó e gravata nos seus escritórios."
"E essas facções, inclusive, estão envolvidas politicamente com vários desses que estão representados no parlamento, no Executivo e no Legislativo. E até no Judiciário."
"A gente tem feito uma campanha nas ruas. Eu tenho visitado quase todos os estados. E temos tido uma aceitação muito grande à nossa proposta, que é isso, é discutir aumento de 100% no salário mínimo, redução da jornada de trabalho, é garantir dignidade para o nosso povo. É parar de pagar a dívida pública para investir em saúde e educação do nosso país. São propostas que o povo tem aceitado."
"O que dificulta, inclusive, o nosso povo [de] enxergar a gente ou conhecer a gente é a falta de visibilidade ainda dada para as candidaturas que não são essas tradicionais. Essas que já estão no poder há muitos anos no nosso país. Mas nas ruas nós temos tido uma aceitação enorme."
Governabilidade
Questionada se seria possível implementar as medidas de seu plano de governo sem o apoio do Congresso, Samara Martins afirmou que quer dialogar com as lideranças parlamentares, mas que sua "discussão principal" vai ser com as "lideranças populares".
"Com mobilização popular, se o povo entender o poder que tem, inclusive de forçar os parlamentares a tomarem as posições corretas, que dizem respeito aos nossos direitos, nós avançaremos. Se a gente achar que é só com as alianças, com os conchavos de cúpula, de gabinete que nós vamos conseguir, [isso] está completamente equivocado."
Samara Martins propõe revogar pagamento da dívida públicaEm sabatina no SBT News, candidata do Unidade Popular à presidência da República defende nacionalização dos bancosPolítica2026-09-13T00:50:29.744ZA candidata à Presidência da República Samara Martins, filiada ao partido Unidade Popular, defendeu que o estado brasileiro revogue o pagamento da dívida pública. A afirmação foi feita durante a sabatina realizada pelo SBT News neste sábado (12). "Grande parte dessa dívida, ela já não deveria mais ser paga, porque você não paga a dívida, paga os juros e amortizações da dívida. E virou um sistema da dívida para poder trazer lucro para as oligarquias financeiras, para os bancos, para quem investe, inclusive, nos títulos da dívida pública", argumentou. Aumento do salário mínimo e escala 4x3 Em seu plano de governo, a candidata propõe aumentar o salário mínimo em 100% e implementar a escala de trabalho 4x3, em que, a cada semana, os empregados trabalham quatro dias e folgam três. "Se não houvesse o teto de gastos, o arcabouço fiscal, hoje o salário estaria em torno de R$ 3.200,00. Então é possível que isso aconteça. (...) Experiências que já aconteceram demonstraram que os trabalhadores trabalhando menos dias, eles produzem mais. O que significa, inclusive, que dá para ter um lucro maior, se for pensar na lógica privada, e ter condição de aumentar o salário." "O Brasil é um dos países da América Latina com o menor salário mínimo possível, mesmo sendo a décima economia do mundo. Então é necessário haver o aumento real do salário mínimo, reduzir a jornada de trabalho para dar dignidade, inclusive mais produtividade a esses trabalhadores." Nacionalização dos bancos Durante a sabatina, Samara Martins afirmou que, se eleita, vai trabalhar para estatizar todo o sistema bancário. Para justificar essa medida, ela citou o escândalo do Banco Master. "Nós acreditamos, inclusive, que a nacionalização dos bancos é necessária para impedir corrupções como essas, escândalo de corrupção como esse que aconteceu no Banco Master, que usa do dinheiro do povo, do Rio Previdência, dos fundos de previdência do povo para poder fazer farras, como a gente tem assistido." "Os bilionários fazem as suas corrupções, corrompem os políticos, os ministros, o STF, o Judiciário, tudo, celebrando isso em prostituição, em orgias, usando o dinheiro do nosso povo. Nossa defesa, além da nacionalização, é a prisão e confisco dos bens de todos os corruptos, porque eles têm que devolver o que roubaram do nosso povo. Então o dinheiro do nosso povo não deve servir para o lucro de um banqueiro, mas sim ser controlado pelo estado." Desmilitarização das polícias A candidata também defende a desmilitarização das polícias. Questionada se essa medida deixaria a população mais vulnerável aos criminosos, ela disse que a forma correta de investir em segurança pública é "diminuir as desigualdades sociais, que são as causadoras da violência urbana." "Nós defendemos a desmilitarização das polícias, porque a militarização pressupõem um inimigo. E as polícias militares, não só as polícias militares, mas as polícias no Brasil entendem o seu povo como inimigo." Combate às facções Samara Martins criticou operações policiais em comunidades, como a que ocorreu em outubro do ano passado nos Complexos do Alemão e da Penha, descrevendo-as como um "teatro". Segundo ela, essas ações "matam centenas de pessoas e o tráfico continua organizado e se fortalecendo". "Um enfrentamento ao tráfico de drogas e às facções requer, inclusive, ir nos seus verdadeiros chefes. Como a operação da Polícia Federal demonstrou, estão na Faria Lima várias das empresas envolvidas com as facções e o tráfico de drogas. São pessoas que têm os aviões, os helicópteros, os navios e não [estão] dentro das comunidades." "Reduzir a maioridade penal, encarcerar mais cedo os jovens no nosso país alimentam as facções criminosas. Nós temos que garantir que esses jovens não sejam recrutados pelas facções e que os verdadeiros chefes sejam punidos, inclusive esses que estão de paletó e gravata nos seus escritórios." "E essas facções, inclusive, estão envolvidas politicamente com vários desses que estão representados no parlamento, no Executivo e no Legislativo. E até no Judiciário." Desempenho fraco nas pesquisas , a candidata do UP aparece com apenas 1% das intenções de voto. Durante a sabatina, disse que o fato de seu partido estar pontuando mostra que "o povo brasileiro quer uma alternativa". "A gente tem feito uma campanha nas ruas. Eu tenho visitado quase todos os estados. E temos tido uma aceitação muito grande à nossa proposta, que é isso, é discutir aumento de 100% no salário mínimo, redução da jornada de trabalho, é garantir dignidade para o nosso povo. É parar de pagar a dívida pública para investir em saúde e educação do nosso país. São propostas que o povo tem aceitado." "O que dificulta, inclusive, o nosso povo [de] enxergar a gente ou conhecer a gente é a falta de visibilidade ainda dada para as candidaturas que não são essas tradicionais. Essas que já estão no poder há muitos anos no nosso país. Mas nas ruas nós temos tido uma aceitação enorme." Governabilidade Questionada se seria possível implementar as medidas de seu plano de governo sem o apoio do Congresso, Samara Martins afirmou que quer dialogar com as lideranças parlamentares, mas que sua "discussão principal" vai ser com as "lideranças populares". "Com mobilização popular, se o povo entender o poder que tem, inclusive de forçar os parlamentares a tomarem as posições corretas, que dizem respeito aos nossos direitos, nós avançaremos. Se a gente achar que é só com as alianças, com os conchavos de cúpula, de gabinete que nós vamos conseguir, [isso] está completamente equivocado." São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/samara-martins-propoe-revogar-pagamento-da-divida-publica