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Resenha: Final Fantasy VII Rebirth é épico no Switch 2

Final Fantasy VII Rebirth chega ao Switch 2 com uma história inesquecível, muito conteúdo e alguns gargalos técnicos

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Vinícius Gobira
02/06/2026, 12:55 • Atualizado em 02/06/2026, 12:55
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Resenha: Final Fantasy VII Rebirth é épico no Switch 2

Final Fantasy VII Rebirth chega ao Nintendo Switch 2 nesta quarta-feira (3 de junho), dando sequência à chegada da trilogia remake ao novo console da Nintendo. Antes dele, Final Fantasy VII Remake Intergrade já havia chegado para Switch 2, recontando os acontecimentos até a fuga de Midgar. Agora, Rebirth assume a missão de expandir essa jornada para um mundo muito maior, acompanhando Cloud e seus companheiros depois dos eventos do primeiro jogo.

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E aqui já vale deixar uma coisa clara: Final Fantasy VII Rebirth continua sendo um jogo gigantesco, emocionante e extremamente especial. Esta versão de Switch 2 entrega a mesma aventura que marcou o PS5, mas com algumas concessões técnicas perceptíveis.

O peso de Final Fantasy VII

Final Fantasy VII foi lançado originalmente em 1997 para o primeiro PlayStation e se tornou um marco não apenas dentro da franquia, mas também na história dos RPGs. Na época, o jogo era tão grande e ambicioso que precisou ser dividido em três CDs, algo que ajudava a reforçar a sensação de estar diante de uma aventura enorme.

Décadas depois, a Square Enix decidiu revisitar esse clássico com um projeto igualmente ambicioso: dividir a releitura de Final Fantasy VII em três jogos. Final Fantasy VII Remake foi o primeiro passo, focado principalmente em Midgar. Já Final Fantasy VII Rebirth é o segundo capítulo dessa nova trilogia e amplia tudo em escala, exploração, combate, narrativa e possibilidades.

O curioso é que a palavra “remake” aqui carrega um sentido um pouco ambíguo. Não se trata apenas de refazer o jogo antigo com gráficos modernos. Rebirth respeita a essência do original, mas também muda, expande e surpreende até quem já conhece a obra de 1997. É um jogo que brinca com a memória dos fãs e, ao mesmo tempo, acolhe novos jogadores.

Precisa jogar o anterior?

A Square Enix costuma apresentar Rebirth como uma experiência acessível, mas, sendo bem direto, jogar Final Fantasy VII Remake antes faz muita diferença. Dá para começar por Rebirth? Até dá. O jogo contextualiza vários acontecimentos e você consegue acompanhar a aventura principal.

Mas a experiência fica muito mais rica quando você já conhece a relação entre Cloud, Tifa, Aerith, Barret e os demais personagens. O primeiro jogo cria a base emocional desse grupo, mostra a fuga de Midgar e apresenta os conflitos contra a Shinra. Rebirth parte exatamente desse ponto e expande o mundo ao redor.

Então, se a ideia é aproveitar tudo com mais impacto, a recomendação é jogar Remake Intergrade antes. Rebirth funciona sozinho em partes, mas brilha muito mais como continuação.

Uma história espetacular

O maior mérito de Final Fantasy VII Rebirth continua sendo sua história. Poucos jogos conseguem equilibrar tão bem aventura, drama, humor, mistério e emoção. A jornada de Cloud e seus companheiros tem momentos grandiosos, mas também sabe desacelerar para mostrar pequenas interações entre os personagens.

E é justamente nesses momentos que Rebirth ganha força. O jogo entende que Final Fantasy VII é sobre memória, identidade, culpa, amizade e laços. Os personagens carregam dores próprias, e a forma como essas histórias se cruzam torna a narrativa muito mais poderosa.

Sem entrar em spoilers, Rebirth é daqueles jogos que conseguem emocionar até quem já sabe para onde a história está caminhando. E para quem não sabe, a experiência pode ser ainda mais impactante. Existem cenas que ficam na cabeça muito tempo depois de desligar o console.

Um mundo muito maior para explorar

Se Final Fantasy VII Remake era uma experiência mais fechada e concentrada em Midgar, Rebirth abre as portas para algo muito mais amplo. O mapa é gigantesco, cheio de pontos de interesse, atividades paralelas, inimigos especiais, itens escondidos e áreas que convidam o jogador a sair do caminho principal.

Cloud agora tem muito mais liberdade de movimentação. Ele pode escalar certos objetos, subir em estruturas, nadar, atravessar terrenos mais variados e explorar os cenários com mais verticalidade. Isso muda bastante a sensação de jogo, porque o mundo parece menos engessado e mais vivo.

Essa exploração também é reforçada pelos chocobos. Os famosos pássaros amarelos da franquia ganharam bastante atenção em Rebirth. Dá para usá-los para atravessar regiões, seguir rastros, farejar itens escondidos, nadar em certas situações e até participar de corridas.

Queen’s Blood, piano e muitos minigames

Uma das coisas mais legais de Final Fantasy VII Rebirth é como ele abraça os minigames. O jogo não tem medo de variar, brincar com o jogador e oferecer atividades que fogem completamente da campanha principal.

O grande destaque é Queen’s Blood, o novo jogo de cartas. Ele começa como uma distração, mas rapidamente se torna viciante. Dá para comprar cartas, enfrentar adversários pelas cidades e montar estratégias diferentes. É o tipo de minigame que poderia facilmente existir separado, mas funciona muito bem dentro da aventura.

Além dele, há momentos envolvendo piano, atividades com mogs, corridas de chocobo, desafios específicos de exploração, furtividade para capturar chocobos e várias pequenas interações espalhadas pelos cenários. Rebirth é um jogo que gosta de interromper a jornada principal para dizer: “olha só mais essa coisa aqui”.

Combate, sinergia e evolução dos personagens

O sistema de combate segue como um dos melhores pontos da experiência. Final Fantasy VII Rebirth mistura ação em tempo real com comandos estratégicos de uma forma muito eficiente. Você ataca, esquiva, defende, troca de personagem e, ao mesmo tempo, gerencia habilidades, magias, itens e limites.

A grande novidade está na ampliação dos ataques de sinergia. Os personagens podem combinar forças em golpes especiais, o que reforça também a relação entre eles. O combate fica mais dinâmico e mais cinematográfico.

Outro ponto importante é a reformulação da progressão. A árvore de habilidades, que antes era mais concentrada nas armas, agora ganha mais peso nos personagens por meio dos fólios. Isso permite criar builds mais específicas para cada membro do grupo. Dá para deixar Cloud mais resistente, Tifa mais focada em dano, Aerith mais voltada para magia ou suporte, e assim por diante.

Para quem gosta de Final Fantasy pela parte estratégica, mexer em matérias, builds e combinações continua sendo uma delícia. E isso se torna ainda mais importante nas dificuldades mais altas.

Gráficos: bonito, mas abaixo do PS5

Visualmente, Final Fantasy VII Rebirth continua bonito no Switch 2. Os personagens principais seguem muito bem modelados, as cenas importantes têm bastante impacto e os cenários ainda conseguem transmitir escala. Há momentos em que o jogo impressiona, principalmente considerando que estamos falando de uma versão para um console híbrido.

Mas, comparando diretamente com a versão de PS5, existe um leve downgrade. A imagem parece menos refinada em alguns momentos, certas texturas perdem definição e alguns cenários não têm o mesmo impacto visual da versão original. Não é uma queda absurda, mas é perceptível para quem já jogou no PlayStation 5.

Desempenho no Switch 2: Junon foi o ponto crítico

O maior problema desta versão está no desempenho. Durante boa parte da aventura, Final Fantasy VII Rebirth roda de forma satisfatória no Switch 2. Porém, em regiões mais carregadas, os gargalos aparecem.

O caso mais evidente aconteceu em Junon. Pela quantidade de partículas, personagens voando no cenário, movimentação acontecendo ao fundo e elementos simultâneos na tela, o jogo apresentou bugs e travamentos. Foi o momento em que a versão de Switch 2 mais deixou claro que estava sofrendo para acompanhar a ambição do projeto.

Esses problemas não tornam o jogo injogável, mas quebram a imersão. E isso incomoda porque Rebirth é muito forte narrativamente. Quando você está envolvido com a história, qualquer travamento ou bug mais evidente acaba chamando atenção.

Ainda assim, é importante dizer: a experiência geral continua muito boa. Os problemas existem, especialmente em áreas mais pesadas, mas não apagam a qualidade do jogo como um todo.

Veredito

Final Fantasy VII Rebirth no Switch 2 é uma versão muito competente de um jogo espetacular. Em comparação com o PS5, há um downgrade visual e alguns gargalos de desempenho, principalmente em regiões mais carregadas como Junon.

Mesmo assim, a força da obra fala mais alto. A história é incrível, os personagens são inesquecíveis, o mundo é enorme, o combate é envolvente e a quantidade de conteúdo impressiona. Rebirth é um daqueles RPGs que justificam dezenas de horas de dedicação e ainda deixam vontade de continuar explorando.

No Switch 2, ele chega com algumas cicatrizes técnicas, mas preserva o mais importante: a alma da aventura. Para quem pretende acompanhar a trilogia no console da Nintendo, Final Fantasy VII Rebirth continua sendo uma experiência essencial.

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