Renan Santos: próximo presidente precisará enfrentar o STF
Candidato do Missão à Presidência disse que mudou de opinião e que agora buscará confronto direto com a Corte se Moraes e Toffoli não forem afastados
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Ighor Nóbrega
Renan Santos (Missão) | Reprodução/Redes sociais
Renan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, disse nesta terça-feira (8) que o próximo presidente terá que “partir para o enfrentamento com o STF” assim que assumir o poder.
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O presidenciável afirmou que mudou sua opinião sobre a relação que precisará ter junto ao Supremo Tribunal Federal se for eleito para o Palácio do Planalto. Antes, Renan defendia que eventual confronto com o Judiciário só se daria caso provocado. Agora, que esse confronto deve partir do próprio Poder Executivo.
A principal razão para a mudança se dá pela escalada da crise interna do Supremo, protagonizada pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça a partir de investigações da Polícia Federal no caso Master.
Renan pede o afastamento e posteriormente o impeachment de Moraes e de Dias Toffoli por supostamente trabalhar em prol dos interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro.
“Minha estratégia de que eu não buscaria confronto direito com a Suprema Corte e sim aguardar eles errarem está errada. O próximo presidente vai ter que entrar e ir pro enfrentamento com o STF. Se o STF manter Toffoli e Moraes, quer dizer que a crise foi mantida e jogada para o próximo mandato", declarou Renan Santos em sabatina à Jovem Pan.
O candidato voltou a afirmar que não cumprirá decisões proferidas pelos dois ministros, que ele considera “ilegítimos”.
Renan disse que o ministro “fez bem” ao afastar o diretor-geral da PF e que a decisão é “mais um elemento na guerra institucional” do Supremo. “Vamos ver como o outro lado reage”, completou, em referência a Moraes.
Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda (9) mostra Renan Santos numericamente em quarto lugar na corrida presidencial. Ele tem 4% das intenções de voto, empatado com Ronaldo Caiado (PSD). Lula (PT) lidera com 39%, Flávio Bolsonaro (PL) tem 35% e Augusto Cury, 9%.
“Eu não levo a sério essa pesquisa", declarou Renan ao contestar que 98% de seus votos vêm do sexo masculino.
Renan acredita que precisará do apoio dos mais velhos para crescer nas pesquisas, mas afirmou que esse grupo é onde petistas e bolsonaristas têm seus eleitores mais fiéis. “Esse eleitor não quer mudar”, opinou.
“Pessoas mais velhas votam de maneira mais consistente, são difíceis de mudar de opinião. [...] A Europa tem um problema gravíssimo que os mais velhos votam muito diferente dos mais novos, mas democraticamente estão muito mais relevantes. Isso impede a possibilidade de reformas e mudanças e deixa essas democracia para trás", analisou o presidenciável.
Ele também admitiu que só avançará no campo da direita entre eleitores antipetistas. Esses, segundo o candidato, são os que fazem “voto útil” em Flávio Bolsonaro contra Lula. Por outro lado, afirmou que existem os bolsonaristas que “pulam da ponte com Bolsonaro”. Estes ele acredita que só votarão nele em segundo turno contra o atual presidente.
“Existe o bolsonarista que no primeiro turno vai pular da ponte. E é isso que o Bolsonaro faz com seu eleitor, manda para frente do quartel, humilha as pessoas… Agora, o antipetista, que hoje faz voto útil no Flávio, nós precisamos buscar e convencê-lo de uma direita diferente”, declarou o presidente nacional do Missão.
Renan Santos: próximo presidente precisará enfrentar o STFCandidato do Missão à Presidência disse que mudou de opinião e que agora buscará confronto direto com a Corte se Moraes e Toffoli não forem afastadosEleições2026-09-08T12:42:30.577ZRenan Santos, candidato do Missão à Presidência da República, disse nesta terça-feira (8) que o próximo presidente terá que “partir para o enfrentamento com o STF” assim que assumir o poder. O presidenciável afirmou que mudou sua opinião sobre a relação que precisará ter junto ao Supremo Tribunal Federal se for eleito para o Palácio do Planalto. Antes, Renan defendia que eventual confronto com o Judiciário só se daria caso provocado. Agora, que esse confronto deve partir do próprio Poder Executivo. A principal razão para a mudança se dá pela escalada da crise interna do Supremo, protagonizada pelos ministros Alexandre de Moraes e André Mendonça a partir de investigações da Polícia Federal no caso Master. Renan pede o afastamento e posteriormente o impeachment de Moraes e de Dias Toffoli por supostamente trabalhar em prol dos interesses do ex-banqueiro Daniel Vorcaro. “Minha estratégia de que eu não buscaria confronto direito com a Suprema Corte e sim aguardar eles errarem está errada. O próximo presidente vai ter que entrar e ir pro enfrentamento com o STF. Se o STF manter Toffoli e Moraes, quer dizer que a crise foi mantida e jogada para o próximo mandato", declarou Renan Santos em sabatina à Jovem Pan. O candidato voltou a afirmar que não cumprirá decisões proferidas pelos dois ministros, que ele considera “ilegítimos”. No final da entrevista, ele foi informado sobre a para evitar possíveis interferências nas investigações em andamento. A medida ainda será submetida à Segunda Turma do STF. Renan disse que o ministro “fez bem” ao afastar o diretor-geral da PF e que a decisão é “mais um elemento na guerra institucional” do Supremo. “Vamos ver como o outro lado reage”, completou, em referência a Moraes. Desempenho nas pesquisa Pesquisa BTG Pactual/Nexus divulgada nesta segunda (9) mostra . Ele tem 4% das intenções de voto, empatado com Ronaldo Caiado (PSD). Lula (PT) lidera com 39%, Flávio Bolsonaro (PL) tem 35% e Augusto Cury, 9%. “Eu não levo a sério essa pesquisa", declarou Renan ao contestar que 98% de seus votos vêm do sexo masculino. Renan acredita que precisará do apoio dos mais velhos para crescer nas pesquisas, mas afirmou que esse grupo é onde petistas e bolsonaristas têm seus eleitores mais fiéis. “Esse eleitor não quer mudar”, opinou. “Pessoas mais velhas votam de maneira mais consistente, são difíceis de mudar de opinião. [...] A Europa tem um problema gravíssimo que os mais velhos votam muito diferente dos mais novos, mas democraticamente estão muito mais relevantes. Isso impede a possibilidade de reformas e mudanças e deixa essas democracia para trás", analisou o presidenciável. Ele também admitiu que só avançará no campo da direita entre eleitores antipetistas. Esses, segundo o candidato, são os que fazem “voto útil” em Flávio Bolsonaro contra Lula. Por outro lado, afirmou que existem os bolsonaristas que “pulam da ponte com Bolsonaro”. Estes ele acredita que só votarão nele em segundo turno contra o atual presidente. “Existe o bolsonarista que no primeiro turno vai pular da ponte. E é isso que o Bolsonaro faz com seu eleitor, manda para frente do quartel, humilha as pessoas… Agora, o antipetista, que hoje faz voto útil no Flávio, nós precisamos buscar e convencê-lo de uma direita diferente”, declarou o presidente nacional do Missão.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/renan-santos-proximo-presidente-precisara-enfrentar-o-stf
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