Quem é Celina Leão, governadora reeleita do Distrito Federal
Mandatária distrital terá como um dos principais desafios solucionar a grave crise financeira do BRB, envolvido nas fraudes do Banco Master
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Felipe Moraes
Governadora do DF, Celina Leão (PP) | Divulgação/Fabio Rodrigues-Pozzebom/Agência Brasil
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi reeleita neste domingo (25) após vencer disputa de segundo turno contra Leandro Grass (PT).
Mandatária distrital desde fim de março, quando o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) renunciou com intenção de concorrer ao Senado, a goiana terá agora um mandato completo de quatro anos à frente do Executivo brasiliense.
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Além de enfrentar problemas em setores como saúde e transporte público, ela terá como desafio dar uma solução à grave crise financeira que atinge o Banco de Brasília (BRB), que tem o governo do DF como acionista majoritário.
Envolvido nas suspeitas de fraudes do extinto Banco Master, o BRB tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro, transação negada pelo Banco Central (BC), e sofreu prejuízo bilionário.
O valor total de carteiras do Master negociadas em operações com o BRB chegou a R$ 17,5 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal (PF) tornada pública em setembro.
Celina já negou publicamente a possibilidade de privatização do banco e de ter conhecimento das tratativas do BRB com o Master, ocorridas na gestão de Ibaneis.
Em sabatina no SBT Brasília a poucos dias do segundo turno, afirmou que o banco trabalha em um plano B, ainda mantido em sigilo, caso o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que teria o governo federal como fiador, não se concretize.
Administradora de empresas e advogada, Celina Leão nasceu em Goiânia, a 200 km do Distrito Federal, e iniciou a vida pública como deputada distrital na Câmara Legislativa.
Com dois mandatos entre 2011 e 2019, presidiu o Legislativo distrital de 2015 a 2017. Quando ocupava a presidência da Câmara, em 2016, foi afastada após ser alvo da operação Drácon, da Polícia Civil.
A força-tarefa investigou Celina e outros políticos brasilienses sobre um esquema de negociação de propinas na Câmara Legislativa em troca da aprovação de emendas para destinar dinheiro a empresas de saúde e construção civil que tinham contratos com o governo distrital.
Em 2025, ela e outros três deputados distritais foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça (TJDFT) no processo em que eram réus por corrupção passiva. Uma outra ação contra a governadora, por improbidade administrativa, segue na Justiça.
Nas eleições de 2018, elegeu-se deputada federal e exerceu mandato até janeiro de 2023. Licenciou-se do cargo por pouco mais de um ano, entre 2020 e 2021, para chefiar a Secretaria de Esporte e Lazer no primeiro governo de Ibaneis.
Nas eleições de 2022, elegeu-se vice-governadora na chapa que reconduziu o então mandatário distrital ao Palácio do Buriti.
Celina atuou como governadora interina entre janeiro e março de 2023. À época, Ibaneis foi afastado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência dos atos golpistas do 8 de janeiro, dia em que as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas e invadidas.
Celina e Ibaneis romperam politicamente em maio de 2026, após a governadora fazer críticas ao ex-aliado pela condução de Brasília em áreas como saúde e no caso BRB/Master.
Em julho, o ex-governador desistiu de concorrer ao Senado. Celina expressou apoio, desde a pré-campanha, às candidaturas de Bia Kicis (PL-DF) e Michelle Bolsonaro (PL-DF) e dividiu palanque com as aliadas – ambas foram eleitas.
Quem é Celina Leão, governadora reeleita do Distrito FederalMandatária distrital terá como um dos principais desafios solucionar a grave crise financeira do BRB, envolvido nas fraudes do Banco MasterEleições2026-10-25T23:05:55.692ZA governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), foi reeleita neste domingo (25) após vencer disputa de segundo turno contra Leandro Grass (PT). Mandatária distrital desde fim de março, quando o ex-governador Ibaneis Rocha (MDB) renunciou com intenção de concorrer ao Senado, a goiana terá agora um mandato completo de quatro anos à frente do Executivo brasiliense. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . Crise do BRB Além de enfrentar problemas em setores como saúde e transporte público, ela terá como desafio dar uma solução à grave crise financeira que atinge o Banco de Brasília (BRB), que tem o governo do DF como acionista majoritário. Envolvido nas suspeitas de fraudes do extinto Banco Master, o BRB tentou comprar a instituição de Daniel Vorcaro, transação negada pelo Banco Central (BC), e sofreu prejuízo bilionário. O valor total de carteiras do Master negociadas em operações com o BRB chegou a R$ 17,5 bilhões, segundo estimativa da Polícia Federal (PF) tornada pública em setembro. Celina já negou publicamente a possibilidade de privatização do banco e de ter conhecimento das tratativas do BRB com o Master, ocorridas na gestão de Ibaneis. Em sabatina no SBT Brasília a poucos dias do segundo turno, afirmou que o banco trabalha em um plano B, ainda mantido em sigilo, caso o empréstimo de R$ 6,6 bilhões do Fundo Garantidor de Créditos (FGC), que teria o governo federal como fiador, não se concretize. Carreira política Administradora de empresas e advogada, Celina Leão nasceu em Goiânia, a 200 km do Distrito Federal, e iniciou a vida pública como deputada distrital na Câmara Legislativa. Com dois mandatos entre 2011 e 2019, presidiu o Legislativo distrital de 2015 a 2017. Quando ocupava a presidência da Câmara, em 2016, foi afastada após ser alvo da operação Drácon, da Polícia Civil. A força-tarefa investigou Celina e outros políticos brasilienses sobre um esquema de negociação de propinas na Câmara Legislativa em troca da aprovação de emendas para destinar dinheiro a empresas de saúde e construção civil que tinham contratos com o governo distrital. Em 2025, ela e outros três deputados distritais foram absolvidos pelo Tribunal de Justiça (TJDFT) no processo em que eram réus por corrupção passiva. Uma outra ação contra a governadora, por improbidade administrativa, segue na Justiça. Nas eleições de 2018, elegeu-se deputada federal e exerceu mandato até janeiro de 2023. Licenciou-se do cargo por pouco mais de um ano, entre 2020 e 2021, para chefiar a Secretaria de Esporte e Lazer no primeiro governo de Ibaneis. Nas eleições de 2022, elegeu-se vice-governadora na chapa que reconduziu o então mandatário distrital ao Palácio do Buriti. Celina atuou como governadora interina entre janeiro e março de 2023. À época, Ibaneis foi afastado por decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), em decorrência dos atos golpistas do 8 de janeiro, dia em que as sedes dos Três Poderes, em Brasília, foram depredadas e invadidas. Celina e Ibaneis romperam politicamente em maio de 2026, após a governadora fazer críticas ao ex-aliado pela condução de Brasília em áreas como saúde e no caso BRB/Master. Em julho, o ex-governador desistiu de concorrer ao Senado. Celina expressou apoio, desde a pré-campanha, às candidaturas de Bia Kicis (PL-DF) e Michelle Bolsonaro (PL-DF) e dividiu palanque com as aliadas – ambas foram eleitas. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/quem-e-celina-leao-governadora-reeleita-do-distrito-federal
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