Pedro Rousseff: Lula subirá o tom sobre celular roubado
Deputado eleito pelo PT diz que propôs que campanha de Lula mude discurso sobre segurança, STF, trabalho e futuro para o segundo turno
Caroline Vale, Basília Rodrigues , Roberta Russo
Pedro Rousseff propõe novo discurso de segurança para Lula. | Imagem: SBT News
O deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa mudar a estratégia para o segundo turno e colocar a segurança pública entre as prioridades. Em entrevista ao Radar News, do SBT News, ele disse que apresentou ao presidente um plano para endurecer o discurso sobre criminalidade.
"Nós, do PT, e o próprio Lula ficamos com essa queixa de defensores de bandidos, de que nós passamos a mão na cabeça de bandidos e criminosos, coisa que nós não fazemos. Tanto que, hoje, o presidente Lula falou enfaticamente qual será o nosso novo lema: 'Para o trabalhador, proteção; e para o bandido, a prisão'.”
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Segundo Rousseff, o PT errou ao não dar atenção suficiente aoscrimes que afetam diretamente a rotina da população, como roubos de celulares. Para ele, essas ocorrências, apesar de serem classificadas como “pequenos crimes”, têm grande impacto na percepção dos eleitores.
“Ao longo dos últimos quatro anos deste mandato, a gente conseguiu, com muita qualidade, combater o crime organizado. Mas nós fizemos um péssimo trabalho não só no combate, mas também na forma de nos comunicarmos, de como a gente combate aquele vagabundo que rouba um telefone na rua, que assalta alguém no ônibus. Os chamados 'pequenos crimes', que não são pequenos crimes, porque são eles que atormentam a população brasileira todos os dias, nós não levamos a sério", afirmou.
O deputado afirmou que a campanha precisa reforçar a defesa de mais policiamento nas ruas, investimentos em inteligência e maior rigor no sistema penal.
Ele também rejeitou a avaliação de que o PT seja contrário a medidas mais duras contra criminosos: “Nós temos que aumentar para ontem a rigidez no sistema penal e colocar, sim, mais investimento no policiamento de rua, mais investimento na inteligência de rua.”
Rousseff também defendeu uma mudança na forma como Lula se comunica nas redes sociais. Segundo ele, a campanha já testou vídeos em formato mais informal, como gravações em selfie, mas afirmou que apenas ampliar o alcance nas plataformas digitais não será suficiente para conquistar votos.
Na avaliação do deputado, a mudança precisa ocorrer também no conteúdo apresentado pela campanha. Ele citou três eixos que considera prioritários: segurança pública, propostas para o futuro e uma nova comunicação com os trabalhadores.
Rousseff afirmou ainda que o PT precisa reconhecer que envelheceu e que não conseguiu renovar suas lideranças nem adaptar o discurso às mudanças da sociedade. “O PT é um partido que envelheceu, envelheceu e muito.”
Outro ponto citado pelo deputado foi a necessidade de a campanha se aproximar de trabalhadores autônomos e de pessoas que atuam em aplicativos, como motoboys e entregadores. Para ele, o partido precisa reconhecer que parte desses profissionais não deseja necessariamente um vínculo formal pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT).
Rousseff defendeu que o governo encontre formas de proteger esses trabalhadores sem criar a percepção de que o Estado pretende impor regras que limitem a autonomia profissional.
“Nós vamos entender de forma prática como que a gente faz para poder ajudar os trabalhadores que são independentes, sem querer mostrar para eles e sem querer forçar para eles que nós queremos que o Estado fique em cima deles.”
Para o deputado, outro erro da campanha foi insistir nas realizações dos governos anteriores de Lula. Ele argumentou que programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, ProUni e Farmácia Popular são importantes, mas não seriam suficientes para convencer novos eleitores.
“Nós vamos só ganhar as eleições quando a gente começar a falar sobre futuro.”
Rousseff avaliou que o principal desafio de Lula no segundo turno é convencer eleitores que não se identificam com nenhum dos candidatos ou que votaram branco e nulo. Segundo ele, a campanha precisa apresentar uma perspectiva para os próximos quatro anos e também discutir o programa de governo do adversário.
“Se não houver uma mudança, um cavalo de pau, não só na forma de se comunicar, mas o que que a gente comunica falando sobre Supremo, segurança pública e plano pro futuro, não só sobre passado", completou.
Pedro Rousseff: Lula subirá o tom sobre celular roubadoDeputado eleito pelo PT diz que propôs que campanha de Lula mude discurso sobre segurança, STF, trabalho e futuro para o segundo turnoEleições2026-10-08T17:32:29.856ZO deputado federal eleito Pedro Rousseff (PT-MG) afirmou que a campanha do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) precisa mudar a estratégia para o segundo turno e colocar a segurança pública entre as prioridades. Em entrevista ao Radar News, do SBT News, ele disse que apresentou ao presidente um plano para endurecer o discurso sobre criminalidade. "Nós, do PT, e o próprio Lula ficamos com essa queixa de defensores de bandidos, de que nós passamos a mão na cabeça de bandidos e criminosos, coisa que nós não fazemos. Tanto que, hoje, o presidente Lula falou enfaticamente qual será o nosso novo lema: 'Para o trabalhador, proteção; e para o bandido, a prisão'.” 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Segundo Rousseff, o PT errou ao não dar atenção suficiente aos crimes que afetam diretamente a rotina da população, como roubos de celulares. Para ele, essas ocorrências, apesar de serem classificadas como “pequenos crimes”, têm grande impacto na percepção dos eleitores. “Ao longo dos últimos quatro anos deste mandato, a gente conseguiu, com muita qualidade, combater o crime organizado. Mas nós fizemos um péssimo trabalho não só no combate, mas também na forma de nos comunicarmos, de como a gente combate aquele vagabundo que rouba um telefone na rua, que assalta alguém no ônibus. Os chamados 'pequenos crimes', que não são pequenos crimes, porque são eles que atormentam a população brasileira todos os dias, nós não levamos a sério", afirmou. O deputado afirmou que a campanha precisa reforçar a defesa de mais policiamento nas ruas, investimentos em inteligência e maior rigor no sistema penal. Ele também rejeitou a avaliação de que o PT seja contrário a medidas mais duras contra criminosos: “Nós temos que aumentar para ontem a rigidez no sistema penal e colocar, sim, mais investimento no policiamento de rua, mais investimento na inteligência de rua.” Mudança de estratégia Rousseff também defendeu uma mudança na forma como Lula se comunica nas redes sociais. Segundo ele, a campanha já testou vídeos em formato mais informal, como gravações em selfie, mas afirmou que apenas ampliar o alcance nas plataformas digitais não será suficiente para conquistar votos. Na avaliação do deputado, a mudança precisa ocorrer também no conteúdo apresentado pela campanha. Ele citou três eixos que considera prioritários: segurança pública, propostas para o futuro e uma nova comunicação com os trabalhadores. Rousseff afirmou ainda que o PT precisa reconhecer que envelheceu e que não conseguiu renovar suas lideranças nem adaptar o discurso às mudanças da sociedade. “O PT é um partido que envelheceu, envelheceu e muito.” Outro ponto citado pelo deputado foi a necessidade de a campanha se aproximar de trabalhadores autônomos e de pessoas que atuam em aplicativos, como motoboys e entregadores. Para ele, o partido precisa reconhecer que parte desses profissionais não deseja necessariamente um vínculo formal pela Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). Rousseff defendeu que o governo encontre formas de proteger esses trabalhadores sem criar a percepção de que o Estado pretende impor regras que limitem a autonomia profissional. “Nós vamos entender de forma prática como que a gente faz para poder ajudar os trabalhadores que são independentes, sem querer mostrar para eles e sem querer forçar para eles que nós queremos que o Estado fique em cima deles.” PT precisa falar de futuro Para o deputado, outro erro da campanha foi insistir nas realizações dos governos anteriores de Lula. Ele argumentou que programas como Bolsa Família, Minha Casa, Minha Vida, ProUni e Farmácia Popular são importantes, mas não seriam suficientes para convencer novos eleitores. “Nós vamos só ganhar as eleições quando a gente começar a falar sobre futuro.” Rousseff avaliou que o principal desafio de Lula no segundo turno é convencer eleitores que não se identificam com nenhum dos candidatos ou que votaram branco e nulo. Segundo ele, a campanha precisa apresentar uma perspectiva para os próximos quatro anos e também discutir o programa de governo do adversário. “Se não houver uma mudança, um cavalo de pau, não só na forma de se comunicar, mas o que que a gente comunica falando sobre Supremo, segurança pública e plano pro futuro, não só sobre passado", completou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/pedro-rousseff-lula-subira-o-tom-sobre-celular-roubado
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