Eleições

Lula diz que campanha foi a menos organizada desde 1989

Presidente afirmou que poderia ter feito mais e defendeu maior presença nas redes sociais e proximidade com o eleitor

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Jessica Cardoso, Ighor Nóbrega
Presidente Lula (PT) em declaração à imprensa após encontro da campanha com parlamentares e militância petista | Reprodução/YouTube

Presidente Lula (PT) em declaração à imprensa após encontro da campanha com parlamentares e militância petista | Reprodução/YouTube

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) afirmou nesta quarta-feira (7) que a campanha para o primeiro turno das eleições de 2026 foi a menos organizada de sua trajetória eleitoral desde 1989.

“Fizemos uma campanha aquém da minha possibilidade. Podia ter feito mais. Essa foi a campanha menos organizada que eu participei desde 1989. E normalmente a gente colhe o que a gente planta”, afirmou Lula.

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As declarações foram feitas em Brasília, após encontro com aliados e políticos eleitos no primeiro turno para definir a estratégia digital da campanha para a votação de 25 de outubro. Entre os participantes estava a deputada federal eleita Ana Elisa (PT), a segunda mais votada de Minas Gerais.

Na ocasião, o presidente também disse ter estranhado não ter vencido no primeiro turno, realizado no último domingo (4).

“Depois de tudo o que nós entregamos neste país, nós não conseguimos ganhar as eleições. Eu, sinceramente, estranhei não termos ganho as eleições. E mais ainda, estranhei não ter terminado em primeiro lugar”, afirmou.

Lula defendeu ainda uma maior aproximação com os eleitores e afirmou que a campanha precisa explicar ao público o que, segundo ele, está em jogo na eleição. Ele também criticou a circulação de mentiras nas redes sociais contra a esquerda e disse que a oposição se modernizou na comunicação digital.

"Precisamos conversar com muita seriedade com o povo brasileiro que o que que está em jogo nesse país é um modelo de Brasil que a gente quer. Precisamos estar mais próximo do povo. Nessa campanha, temos que dizer para o povo: 'você tem direito de votar, mas, se votar nesse cara [Flávio Bolsonaro], vai perder o que você tem'", declarou.

O presidente ainda reconheceu sua resistência em utilizar as redes sociais e pediu desculpas à primeira-dama Janja, ao ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e ao fotógrafo oficial Ricardo Stuckert.

“Eu tenho que falar nas redes, no celular. Eu não uso celular porque tenho a mão para fazer outras coisas. Eu gosto de falar só o essencial. Mas o pessoal me enche o saco: ‘faz uma selfie’. Eu não gosto. Hoje, eu resolvi fazer. Sinceramente, eu sou de outra geração”, disse.

Mais cedo, Lula publicou dois vídeos em formato de selfie nas redes sociais. Em um deles, pediu que os eleitores fossem às ruas durante a campanha. No outro, defendeu o fim da escala de trabalho 6x1.

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