Ana Elisa: é quase automático que eleitor de Renan vote Lula
Deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) afirma que bolsonarismo é obstáculo para projeto de “nova direita” defendido por eleitores do Missão
Gabriela Tunes
Ana Elisa (PT), deputada federal eleita em MG
Eleitores de Lula (PT) começaram a mirar nas redes sociais o grupo que votou em Renan Santos (Missão) no primeiro turno na tentativa de ampliar os votos do presidente contra Flávio Bolsonaro (PL). O movimento também encontra respaldo entre integrantes do PT, que veem na resistência de parte desse eleitorado ao bolsonarismo uma possibilidade de aproximação no segundo turno.
Nesta quarta-feira (7), a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) defendeu que a disputa entre o projeto de uma “nova direita” e o bolsonarismo pode levar eleitores de Renan a Lula.
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“Eu acredito que o eleitor do Renan Santos quer ser um sucessor da direita brasileira. Eles sabem que, se o bolsonarismo tomar conta do poder, não existe nova direita. É quase que automático o eleitor do Renan Santos entender que, nesse segundo turno, não é interessante ele apoiar o bolsonarismo. Se o eleitor quer construir um futuro para o Brasil, de forma orgânica ele deve ir para o presidente Lula”, afirmou.
A declaração ocorre enquanto apoiadores do presidente também publicam nas redes sociais mensagens direcionadas aos eleitores do candidato do Missão, numa tentativa de convencê-los a votar no petista.
Renan terminou o primeiro turno com 2,25% dos votos válidos e decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos que avançaram para a etapa final da disputa. No domingo (4), afirmou que não fará campanha nem por Lula nem por Flávio e deixou seus eleitores livres para escolher.
A neutralidade, no entanto, não significou uma mudança nas críticas ao bolsonarismo. Após o primeiro turno, Renan afirmou que o PL está “devastando o Centrão” e reconheceu o peso político do grupo na direita, apesar de ter construído sua campanha tentando se apresentar como alternativa a Flávio.
O fundador do Missão também afirmou que não pretende impedir aliados que decidam se aproximar do bolsonarismo. “Quem quiser sair para o bolsonarismo sairá, pela primeira vez, sem oposição da nossa parte”, disse.
Ao SBT News, Renan afirmou ainda que não havia sido procurado pelo PT após o primeiro turno e que pretende se afastar das articulações neste momento. Segundo ele, a prioridade agora será a estruturação do Missão e projetos pessoais, entre eles sua banda de rock.
A disputa pelos votos deixados por Renan ganha importância diante de uma eleição apertada entre Lula e Flávio. O candidato do Missão recebeu cerca de 2,67 milhões de votos no primeiro turno.
Ana Elisa: é quase automático que eleitor de Renan vote LulaDeputada eleita Ana Elisa (PT-MG) afirma que bolsonarismo é obstáculo para projeto de “nova direita” defendido por eleitores do MissãoEleições2026-10-07T14:49:53.657ZEleitores de Lula (PT) começaram a mirar nas redes sociais o grupo que votou em Renan Santos (Missão) no primeiro turno na tentativa de ampliar os votos do presidente contra Flávio Bolsonaro (PL). O movimento também encontra respaldo entre integrantes do PT, que veem na resistência de parte desse eleitorado ao bolsonarismo uma possibilidade de aproximação no segundo turno. Nesta quarta-feira (7), a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) defendeu que a disputa entre o projeto de uma “nova direita” e o bolsonarismo pode levar eleitores de Renan a Lula. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! “Eu acredito que o eleitor do Renan Santos quer ser um sucessor da direita brasileira. Eles sabem que, se o bolsonarismo tomar conta do poder, não existe nova direita. É quase que automático o eleitor do Renan Santos entender que, nesse segundo turno, não é interessante ele apoiar o bolsonarismo. Se o eleitor quer construir um futuro para o Brasil, de forma orgânica ele deve ir para o presidente Lula”, afirmou. A declaração ocorre enquanto apoiadores do presidente também publicam nas redes sociais mensagens direcionadas aos eleitores do candidato do Missão, numa tentativa de convencê-los a votar no petista. Renan terminou o primeiro turno com 2,25% dos votos válidos e decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos que avançaram para a etapa final da disputa. No domingo (4), afirmou que não fará campanha nem por Lula nem por Flávio e deixou seus eleitores livres para escolher. A neutralidade, no entanto, não significou uma mudança nas críticas ao bolsonarismo. Após o primeiro turno, Renan afirmou que o PL está “devastando o Centrão” e reconheceu o peso político do grupo na direita, apesar de ter construído sua campanha tentando se apresentar como alternativa a Flávio. O fundador do Missão também afirmou que não pretende impedir aliados que decidam se aproximar do bolsonarismo. “Quem quiser sair para o bolsonarismo sairá, pela primeira vez, sem oposição da nossa parte”, disse. Ao SBT News, Renan afirmou ainda que não havia sido procurado pelo PT após o primeiro turno e que pretende se afastar das articulações neste momento. Segundo ele, a prioridade agora será a estruturação do Missão e projetos pessoais, entre eles sua banda de rock. A disputa pelos votos deixados por Renan ganha importância diante de uma eleição apertada entre Lula e Flávio. O candidato do Missão recebeu cerca de 2,67 milhões de votos no primeiro turno.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/ana-elisa-e-quase-automatico-que-eleitor-de-renan-vote-lula
Questionado sobre declaração de ontem em que prometeu "mudar" o texto constitucional, pregou respeito à política e disse que "várias PECs são possíveis"