Eleições

Ana Elisa: é quase automático que eleitor de Renan vote Lula

Deputada eleita Ana Elisa (PT-MG) afirma que bolsonarismo é obstáculo para projeto de “nova direita” defendido por eleitores do Missão

Avatar de Gabriela Tunes
Gabriela Tunes
Ana Elisa (PT), deputada federal eleita em MG

Ana Elisa (PT), deputada federal eleita em MG

Eleitores de Lula (PT) começaram a mirar nas redes sociais o grupo que votou em Renan Santos (Missão) no primeiro turno na tentativa de ampliar os votos do presidente contra Flávio Bolsonaro (PL). O movimento também encontra respaldo entre integrantes do PT, que veem na resistência de parte desse eleitorado ao bolsonarismo uma possibilidade de aproximação no segundo turno.

Nesta quarta-feira (7), a deputada federal eleita Ana Elisa (PT-MG) defendeu que a disputa entre o projeto de uma “nova direita” e o bolsonarismo pode levar eleitores de Renan a Lula.

🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique aqui

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT,Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung, LG e Roku.

Siga no Google Discover
“Eu acredito que o eleitor do Renan Santos quer ser um sucessor da direita brasileira. Eles sabem que, se o bolsonarismo tomar conta do poder, não existe nova direita. É quase que automático o eleitor do Renan Santos entender que, nesse segundo turno, não é interessante ele apoiar o bolsonarismo. Se o eleitor quer construir um futuro para o Brasil, de forma orgânica ele deve ir para o presidente Lula”, afirmou.

A declaração ocorre enquanto apoiadores do presidente também publicam nas redes sociais mensagens direcionadas aos eleitores do candidato do Missão, numa tentativa de convencê-los a votar no petista.

Renan terminou o primeiro turno com 2,25% dos votos válidos e decidiu não apoiar nenhum dos dois candidatos que avançaram para a etapa final da disputa. No domingo (4), afirmou que não fará campanha nem por Lula nem por Flávio e deixou seus eleitores livres para escolher.

A neutralidade, no entanto, não significou uma mudança nas críticas ao bolsonarismo. Após o primeiro turno, Renan afirmou que o PL está “devastando o Centrão” e reconheceu o peso político do grupo na direita, apesar de ter construído sua campanha tentando se apresentar como alternativa a Flávio.

O fundador do Missão também afirmou que não pretende impedir aliados que decidam se aproximar do bolsonarismo. “Quem quiser sair para o bolsonarismo sairá, pela primeira vez, sem oposição da nossa parte”, disse.

Ao SBT News, Renan afirmou ainda que não havia sido procurado pelo PT após o primeiro turno e que pretende se afastar das articulações neste momento. Segundo ele, a prioridade agora será a estruturação do Missão e projetos pessoais, entre eles sua banda de rock.

A disputa pelos votos deixados por Renan ganha importância diante de uma eleição apertada entre Lula e Flávio. O candidato do Missão recebeu cerca de 2,67 milhões de votos no primeiro turno.

Últimas notícias