Eleições

Ninguém vai nos calar, diz Dallagnol após TSE manter chapa

Candidato a senador pelo Paraná disse que decisão do ministro Nunes Marques de validar seu nome das urnas “restaura a confiança do povo nas eleições”

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Ighor Nóbrega
O candidato ao Senado no Paraná Deltan Dallagnol (Novo) | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O candidato ao Senado no Paraná Deltan Dallagnol (Novo) | Vinicius Loures/Câmara dos Deputados

O candidato ao Senado pelo Paraná Deltan Dallagnol (Novo) comemorou neste domingo (4) a decisão do presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) que manteve sua candidatura como deferida com recurso.

“O Paraná não se dobra, ninguém vai calar a voz do povo paranaense”, declarou o candidato após votar. “O povo tem o direito de escolher seus representantes", completou.

Mais cedo, o ministro derrubou decisão do colega Floriano de Azevedo Marques e determinou que os votos a Dallagnol sejam computados até julgamento do Plenário. Pela liminar de Floriano, os votos seriam considerados nulos.

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Deltan afirmou que a deliberação de Floriano é “arbitrária” e causa um “distúrbio” nas eleições. Segundo ele, a reversão pelo presidente da Corte, Nunes Marques, “restaura a confiança do povo” no processo eleitoral.

“Ele atropelou tudo a poucas horas da eleição, gerando uma instabilidade, mas nós vencemos hoje de manhã pela decisão do ministro Kássio Nunes Marques, que restabeleceu a força da constituição e a ordem”, declarou.

Dallagnol votou acompanhado do candidato ao governo do estado Sérgio Moro (PL) e do também candidato ao Senado Filipe Barros (PL).

“Temos que confiar que as instituições vão garantir a segurança e a tranquilidade do eleitor nesse dia tão importante para a nossa democracia. [...] Nós confiamos que a justiça vai prevalecer”, disse.

Pela decisão de Nunes Marques, Dallagnol disputa as eleições deste ano com a candidatura sub júdice e apenas o plenário do TSE pode encerrar essa condição. Ainda não há data para o julgamento do caso na Corte eleitoral.

A pendência envolvendo a candidatura do político do Novo data de 2023, quando o ex-procurador teve seu mandato de deputado cassado e ficou inelegível por ter pedido exoneração do Ministério Público enquanto ainda era alvo de procedimentos disciplinares no órgão.

Nunes Marques afirmou no despacho de hoje que não estava examinando o mérito da discussão sobre a manutenção ou não da inelegibilidade de Deltan.

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