Eleições

Meio/Ideia: Lula tem 48,5% e Flávio, 48%, no 2º turno

Cenário é de empate técnico dentro da margem de erro, estimada em 2,2 pontos percentuais; na primeira etapa, presidente marca 39,4% ante 38,4% do senador

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Felipe Moraes
Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR e Divulgação/Vittor Sales

Presidente Lula (PT) e senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR e Divulgação/Vittor Sales

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem 48,5% das intenções de voto ante 48% de Flávio Bolsonaro (PL-RJ) em cenário de segundo turno das eleições, mostra pesquisa Meio/Ideia divulgada nesta quarta-feira (30). A situação é de empate técnico dentro da margem de erro, estimada em 2,2 pontos percentuais para mais ou para menos.

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Ambos cresceram em relação à última rodada, publicada em 9 de setembro, quando estavam empatados com 46%: o mandatário subiu 2,5 pontos, enquanto o filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) avançou 2. Votos em branco, nulo ou nenhum candidato caíram de 3,5% para 2,1%, e índice de quem não sabe teve queda ainda mais acentuada, de 4,5% a 1,5%.

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Evolução do cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Meio Ideia | Reprodução
Evolução do cenário de segundo turno entre Lula e Flávio Bolsonaro na pesquisa Meio Ideia | Reprodução

Nas demais quatro projeções de segundo turno, o petista registra outros dois empates técnicos: 48% a 44% de Augusto Cury (Avante) e 48,5% a 44,6% de Ronaldo Caiado (PSD). Contra Renan Santos (Missão) e Romeu Zema (Novo), possui vantagem acima da margem: 48% a 41,3% e 48,5% a 44%, respectivamente.

Lula e Flávio Bolsonaro também empatam tecnicamente na única simulação de primeiro turno apresentada: o presidente marca 39,4% ante 38,4% do parlamentar. Em seguida, aparecem Cury (6,7%), Santos (4,7%), Caiado (4,4%) e Zema (3,5%). Veja números:

Primeiro turno

  • Lula (PT): 39,4%;
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ): 38,4%;
  • Augusto Cury (Avante): 6,7%;
  • Renan Santos (Missão): 4,5%;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 4,4%;
  • Romeu Zema (Novo): 3,5%;
  • Samara Martins (UP): 0,4%;
  • Clariana Barão (DC): 0,3%;
  • Hertz Dias (PSTU): 0,3%;
  • Wilson Grassi (Democrata): 0,1%;
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0,1%;
  • Rui Costa Pimenta (PCO): 0,1%:
  • Edmilson Costa (PCB): 0,1%;
  • Ninguém/branco/nulo: 0,7%;
  • Não sabe: 1,5%.

No voto espontâneo, em que pesquisadores não informam candidatos a eleitores, há outra diferença de um ponto entre Lula (31,5%) e Flávio Bolsonaro (30,5%). Mais quatro pontuam acima de 1%: Cury (4%), Zema (3,5%), Caiado (3,1%) e Santos (1,7%). Veja números:

Voto espontâneo: primeiro turno

  • Lula (PT): 31,5%;
  • Flávio Bolsonaro (PL-RJ): 30,5%;
  • Augusto Cury (Avante): 4%;
  • Romeu Zema (Novo): 3,5%;
  • Ronaldo Caiado (PSD): 3,1%;
  • Renan Santos (Missão): 1,7%;
  • Outros: 0,4%;
  • Hertz Dias (PSTU): 0,2%;
  • Samara Martins (UP): 0,2%;
  • Clariana Barão (DC): 0,1%;
  • Leonardo Avalanche (PRTB): 0,1%;
  • Wilson Grassi (Democrata): 0,1%;
  • Edmilson Costa (PCB): 0,1%;
  • Ninguém/branco/nulo: 7,5%;
  • Não sabem: 17,5%.

À pergunta sobre rejeição múltipla, com possibilidade de eleitores apontarem mais de um nome em quem não votariam, Lula lidera com 47,1%, um ponto à frente de Flávio Bolsonaro (46,1%). No quesito individualizado, o petista atinge 43,7%, enquanto o senador alcança 41,4%.

Rejeição múltipla de presidenciáveis | Reprodução/Meio/Ideia
Rejeição múltipla de presidenciáveis | Reprodução/Meio/Ideia
Rejeição individualizada de presidenciáveis | Reprodução/Meio/Ideia
Rejeição individualizada de presidenciáveis | Reprodução/Meio/Ideia

Mais um quadro polarizado surge no questionamento sobre se Lula merece um quarto mandato. Quem responde não representava 51,2% em 9 de setembro e caiu para 49,4% na amostra de hoje. Quem diz sim acelerou de 45,5% a 48,3%. O índice de quem não sabe opinar decresceu de 3,3% para 2,4%.

O levantamento ainda mediu índices de popularidade da gestão federal. Aprovação (eram 46,5% na rodada anterior) e desaprovação (eram 48,4%) surgem empatadas com 49%. O grupo de quem não sabe desceu de 5,1% a 2%.

Na avaliação, 29% consideram o governo péssimo, 21,3% acham bom e 21% veem como regular. Em seguida, vêm ótimo (14%) e ruim (12%). Quem não sabe responde por 2,9%.

Registrada no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) sob o código BR-08706/2026, a pesquisa Meio/Ideia ouviu 2.000 eleitores de 16 anos ou mais por telefone, entre os dias 25 e 28 de setembro. O índice de confiança da margem de erro é avaliado em 95%.

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