Eleições

Kassio fala em cooperação entre campanhas de Lula e Flávio

Presidente do TSE disse que encontro desta terça (13) abordou desinformação, excesso de ações judiciais e canais de comunicação nas redes

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Jessica Cardoso
Nunes Marques durante sessão plenária do TSE | Leobark Rodrigues/Secom/TSE

Nunes Marques durante sessão plenária do TSE | Leobark Rodrigues/Secom/TSE

O presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministro Kassio Nunes Marques, destacou nesta terça-feira (13) o “espírito de cooperação” entre representantes das campanhas do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e do senador Flávio Bolsonaro (PL) durante reunião para discutir o processo eleitoral na disputa de segundo turno.

“Quero aqui parabenizar as coordenações dos partidos, as coordenações do jurídico dos partidos pela cooperação, pelo espírito de cooperação que marcou a reunião de hoje à tarde, buscando o aperfeiçoamento desse processo eleitoral”, afirmou o ministro durante sessão plenária do TSE.

Segundo Nunes Marques, os participantes concordaram em diversos pontos relacionados à divulgação das propostas dos candidatos ao eleitorado. O ministro também afirmou que a Justiça Eleitoral apresentou suas preocupações, enquanto os representantes partidários contribuíram com críticas e sugestões para aprimorar o processo eleitoral.

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“Tratamos, em resumo, da desinformação, especialmente no que diz respeito aos servidores da Justiça Eleitoral. Tratamos da judicialização excessiva, buscando o entendimento para a diminuição do número de ações no TSE que já superam 217% do mesmo período da eleição passada, com perspectiva de elevação do percentual”, disse.

Nunes Marques também mencionou sugestões para coibir os impulsionamentos indevidos de conteúdo por pessoas que não integram o processo eleitoral e para aprimorar a administração do plenário virtual do tribunal.

O ministro afirmou ainda que a reunião abordou “temas mais polêmicos” relacionados a canais particulares de comunicação, especialmente aqueles que não estão diretamente vinculados às campanhas eleitorais, mas que podem eventualmente gerar responsabilização para os candidatos.

O assunto foi discutido em meio à controvérsia envolvendo o canal “Exército do Lula”, no WhatsApp, administrado pelo deputado federal André Janones (Rede-MG).

Segundo o presidente nacional do PT, Edinho Silva, que participou da reunião, o registro foi uma estratégia para evitar que o canal fosse retirado do ar.

Em declaração a jornalistas após o encontro, Edinho defendeu que o espaço seja reconhecido como “uma forma autônoma de organização da sociedade”, sem vínculo com a campanha de Lula.

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