Justiça manda e Haddad posta direito de resposta a Tarcísio
Justiça Eleitoral de SP concedeu direito de resposta a Tarcísio após propaganda sobre o Banco Master; decisão também fixou multa em caso de descumprimento
Caroline Vale
Tarcísio e Haddad em atos de campanha. | Divulgação/Republicanos - Reprodução/Instagram
A Justiça Eleitoral de São Paulo determinou que o candidato ao governo Fernando Haddad (PT) publicasse um direito de resposta em favor de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, após considerar irregular uma propaganda relacionada ao caso Banco Master. Na madrugada deste sábado (3), Haddad acatou a decisão e fez a publicação em seu perfil nas redes sociais.
No texto, o candidato afirma que a decisão considerou indevida a associação feita entre Tarcísio e o grupo ligado ao Banco Master no vídeo. "A Justiça Eleitoral condenou Fernando Haddad a postar este direito de resposta em favor de Tarcísio de Freitas, ofendido pelo candidato petista em evento de campanha", diz o post.
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A decisão foi tomada pela juíza auxiliar Claudia Fonseca Fanucchi, da Comissão de Propaganda Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em ação apresentada por Tarcísio contra Haddad, coligações e outros envolvidos na divulgação do conteúdo.
Na propaganda, Haddad relacionou o Banco Master à atuação de uma “máfia” e, em seguida, questionou quem seria "um quarto ministro do Bolsonaro que recebeu dinheiro para a campanha dele em 2022". Embora Tarcísio não tenha sido citado nominalmente, a Justiça entendeu que as referências permitiam identificá-lo.
Na defesa apresentada à Justiça Eleitoral, Haddad e os demais representados alegaram que a manifestação se baseou em fatos públicos e amplamente noticiados. Eles sustentaram ainda que o uso da expressão “máfia” ocorreu como recurso retórico do debate político, sem imputação direta de crime ou afirmação de que Tarcísio integrasse uma organização criminosa.
Segundo a decisão, houve uma diferença entre os fatos comprovados nos autos e a forma como eles foram apresentados na propaganda. A campanha de Tarcísio recebeu, em 2022, uma doação de R$ 2 milhões feita por Fabiano Zettel, fato registrado na Justiça Eleitoral. No entanto, os documentos analisados não comprovaram que o Banco Master tenha feito diretamente o repasse, que Tarcísio tenha recebido pessoalmente os valores ou que ele tenha participado da criação ou do funcionamento da instituição financeira.
A juíza afirmou que críticas e questionamentos sobre a doação, o Banco Master e as relações políticas envolvendo o episódio podem fazer parte do debate eleitoral. O problema identificado pela decisão foi a associação pessoal de Tarcísio ao grupo apresentado na propaganda como uma “máfia” envolvida em práticas ilícitas.
"Associar candidato identificável a grupo denominado 'máfia', ao qual são atribuídos o surgimento de instituição envolvida em escândalo financeiro, o recebimento de recursos com finalidade eleitoral, a perpetuação no poder e a participação em atuação golpista, não equivale a simples incômodo retórico inerente à campanha política", diz a decisão.
Por isso, o TRE-SP determinou a remoção definitiva do vídeo, no prazo de 24 horas após a ciência da decisão, e proibiu sua republicação quando mantida a associação considerada ilícita. Também reconheceu o direito de resposta de Tarcísio nos mesmos veículos, páginas, espaço e elementos de destaque utilizados na divulgação do conteúdo.
A resposta deverá permanecer disponível por período equivalente a, no mínimo, o dobro do tempo em que a publicação original ficou acessível.
A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento, inicialmente limitada a R$ 100 mil.
Justiça manda e Haddad posta direito de resposta a TarcísioJustiça Eleitoral de SP concedeu direito de resposta a Tarcísio após propaganda sobre o Banco Master; decisão também fixou multa em caso de descumprimentoEleições2026-10-03T19:12:53.427ZA Justiça Eleitoral de São Paulo determinou que o candidato ao governo Fernando Haddad (PT) publicasse um direito de resposta em favor de Tarcísio de Freitas (Republicanos), candidato à reeleição, após considerar irregular uma propaganda relacionada ao caso Banco Master. Na madrugada deste sábado (3), Haddad acatou a decisão e fez a publicação em seu perfil nas redes sociais. No texto, o candidato afirma que a decisão considerou indevida a associação feita entre Tarcísio e o grupo ligado ao Banco Master no vídeo. "A Justiça Eleitoral condenou Fernando Haddad a postar este direito de resposta em favor de Tarcísio de Freitas, ofendido pelo candidato petista em evento de campanha", diz o post. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! . A decisão foi tomada pela juíza auxiliar Claudia Fonseca Fanucchi, da Comissão de Propaganda Eleitoral do Tribunal Regional Eleitoral de São Paulo (TRE-SP), em ação apresentada por Tarcísio contra Haddad, coligações e outros envolvidos na divulgação do conteúdo. Na propaganda, Haddad relacionou o Banco Master à atuação de uma “máfia” e, em seguida, questionou quem seria "um quarto ministro do Bolsonaro que recebeu dinheiro para a campanha dele em 2022". Embora Tarcísio não tenha sido citado nominalmente, a Justiça entendeu que as referências permitiam identificá-lo. Na defesa apresentada à Justiça Eleitoral, Haddad e os demais representados alegaram que a manifestação se baseou em fatos públicos e amplamente noticiados. Eles sustentaram ainda que o uso da expressão “máfia” ocorreu como recurso retórico do debate político, sem imputação direta de crime ou afirmação de que Tarcísio integrasse uma organização criminosa. Segundo a decisão, houve uma diferença entre os fatos comprovados nos autos e a forma como eles foram apresentados na propaganda. A campanha de Tarcísio recebeu, em 2022, uma doação de R$ 2 milhões feita por Fabiano Zettel, fato registrado na Justiça Eleitoral. No entanto, os documentos analisados não comprovaram que o Banco Master tenha feito diretamente o repasse, que Tarcísio tenha recebido pessoalmente os valores ou que ele tenha participado da criação ou do funcionamento da instituição financeira. A juíza afirmou que críticas e questionamentos sobre a doação, o Banco Master e as relações políticas envolvendo o episódio podem fazer parte do debate eleitoral. O problema identificado pela decisão foi a associação pessoal de Tarcísio ao grupo apresentado na propaganda como uma “máfia” envolvida em práticas ilícitas. "Associar candidato identificável a grupo denominado 'máfia', ao qual são atribuídos o surgimento de instituição envolvida em escândalo financeiro, o recebimento de recursos com finalidade eleitoral, a perpetuação no poder e a participação em atuação golpista, não equivale a simples incômodo retórico inerente à campanha política", diz a decisão. Por isso, o TRE-SP determinou a remoção definitiva do vídeo, no prazo de 24 horas após a ciência da decisão, e proibiu sua republicação quando mantida a associação considerada ilícita. Também reconheceu o direito de resposta de Tarcísio nos mesmos veículos, páginas, espaço e elementos de destaque utilizados na divulgação do conteúdo. A resposta deverá permanecer disponível por período equivalente a, no mínimo, o dobro do tempo em que a publicação original ficou acessível. A decisão também estabeleceu multa diária de R$ 3 mil em caso de descumprimento, inicialmente limitada a R$ 100 mil. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/justica-manda-e-haddad-posta-direito-de-resposta-a-tarcisio
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