Eleições

Eleições: 26,5 mil militares reforçam segurança no 1º turno

Forças Armadas dão apoio à Justiça Eleitoral em ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA) e também atuam em locais de difícil acesso

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Felipe Moraes
Militares no Rio de Janeiro | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil

Militares no Rio de Janeiro | Divulgação/Fernando Frazão/Agência Brasil

Cerca de 26,5 mil militares das Forças Armadas vão apoiar a Justiça Eleitoral para reforçar a segurança pública e logística durante o primeiro turno das eleições de 2026, marcado para este domingo (4), das 8h às 17h (horário de Brasília).

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A atuação abrange "de regiões isoladas da Amazônia a grandes centros urbanos", segundo o Tribunal Superior Eleitoral (TSE). Contingente militar mobilizado deve ir a "482 municípios de 12 estados, abrangendo 8.827 locais de votação".

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A mobilização de integrantes das FA ocorre no âmbito de ações de Garantia da Votação e da Apuração (GVA), dispositivo previsto no Código Eleitoral. Militares também devem participar de atividades no apoio logístico em localidades de difícil acesso.

De acordo com o TSE, o emprego de militares é viabilizado "mediante requisição da Justiça Eleitoral e com autorização presidencial, para contribuir para a preservação da ordem pública, a normalidade dos trabalhos eleitorais e o livre exercício do voto".

Integrantes de Aeronáutica, Exército e Marinha trabalham em coordenação com órgãos de segurança pública e sob orientação do tribunal. Ações de patrulhamento e presença em determinadas áreas são definidas pelo TSE.

O suporte logístico à Justiça Eleitoral deve se estender a 121 localidades em 44 municípios de oito estados. A missão envolve principalmente garantir a chegada, com segurança e dentro dos prazos estabelecidos, de urnas eletrônicas, equipes eleitorais, equipamentos e outros materiais.

"Serão empregados meios aéreos, terrestres e fluviais, incluindo-se aeronaves, helicópteros, embarcações e viaturas militares. Esses recursos permitem o atendimento de comunidades isoladas, terras indígenas, localidades ribeirinhas e outras áreas remotas onde as condições geográficas dificultam a logística convencional", detalhou o TSE.

Tradicional em pleitos, a colaboração das FA com a Justiça Eleitoral para 2026 foi autorizada em decreto do presidente Lula (PT) publicado em julho. A atuação militar pode ser alterada conforme avaliação e demanda do tribunal.

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