Ministério da Justiça também pede que Agência Nacional de Proteção de Dados investigue se big tech descumpriu Marco Civil da Internet ao bloquear conteúdos
Eduardo Gayer, Antonio Souza
Logotipo da Meta no Meta Lab, em Los Angeles, Califórnia, EUA. | Daniel Cole/Reuters
A Secretaria Nacional de Direitos Digitais, ligada ao Ministério da Justiça do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recomendou que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), avalie ajuizar uma ação civil pública contra a Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp.
O Ministério da Justiça também enviou um pedido à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para investigar se a empresa de Mark Zuckerberg descumpriu o Marco Civil da Internet, legislação brasileira que estabelece os princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da rede no país.
Os pedidos ocorrem após usuários denunciarem que a Meta teria adotado medidas de moderação de conteúdo, restrições de alcance e controles de anúncios sem transparência suficiente, para usuários e autoridades, durante as eleições de 2026.
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No documento ao MPF, o governo Lula sugere que sejam tomadas medidas urgentes e a aplicação de multa diária contra a big tech. Uma nota técnica cita denúncias de organizações da sociedade civil, reportagens, estudos e decisões judiciais. Entre os problemas apontados estão justificativas genéricas ou inexistentes para remoções e suspensões, falta de canais claros para contestar decisões e redução de alcance sem aviso.
A nota menciona também denúncias em massa que deveriam provocar bloqueios, porém não foram aceitas, e anúncios relacionados a candidatos, apesar de alegações de conteúdo enganoso com uso de deepfakes e origem de pagamento no exterior.
O MJ pede, ainda, que a realização de uma auditoria nos sistemas automatizados de moderação e classificação Meta. O documento aponta a ANPD como responsável por apurar possíveis infrações administrativas relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD).
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A Meta afirmou que uma falha nas proteções da ferramenta permitiu gerar materiais favoráveis a Flávio Bolsonaro, enquanto pedidos semelhantes envolvendo Lula eram recusados. A empresa disse que identificou e corrigiu o problema em 14 de outubro e negou favorecimento político.
Segundo a Meta, o sistema bloqueava pedidos que citavam explicitamente os nomes dos candidatos, mas nem sempre reconhecia combinações de nomes comuns com números eleitorais. A empresa afirmou que a mesma brecha também permitia criar imagens com “Luiz” e o número 13.
MPF decidirá se leva o caso à Justiça
A nota é uma manifestação técnica dirigida à procuradoria federal, não uma determinação à Meta ou uma decisão de algum órgão de justiça. Caberá ao MPF decidir se levará a ação à Justiça Federal.
As questões eleitorais são de competência da Justiça Eleitoral.
Governo Lula pede que MPF processe Meta Ministério da Justiça também pede que Agência Nacional de Proteção de Dados investigue se big tech descumpriu Marco Civil da Internet ao bloquear conteúdos Eleições2026-10-17T22:53:38.305ZA Secretaria Nacional de Direitos Digitais, ligada ao Ministério da Justiça do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), recomendou que a Procuradoria Federal dos Direitos do Cidadão (PFDC), órgão do Ministério Público Federal (MPF), avalie ajuizar uma ação civil pública contra a Meta, dona do Facebook, do Instagram e do WhatsApp. O Ministério da Justiça também enviou um pedido à Agência Nacional de Proteção de Dados (ANPD) para investigar se a empresa de Mark Zuckerberg descumpriu o Marco Civil da Internet, legislação brasileira que estabelece os princípios, garantias, direitos e deveres para o uso da rede no país. Os pedidos ocorrem após usuários denunciarem que a Meta teria adotado medidas de moderação de conteúdo, restrições de alcance e controles de anúncios sem transparência suficiente, para usuários e autoridades, durante as eleições de 2026. Ação Civil Pública No documento ao MPF, o governo Lula sugere que sejam tomadas medidas urgentes e a aplicação de multa diária contra a big tech. Uma nota técnica cita denúncias de organizações da sociedade civil, reportagens, estudos e decisões judiciais. Entre os problemas apontados estão justificativas genéricas ou inexistentes para remoções e suspensões, falta de canais claros para contestar decisões e redução de alcance sem aviso. A nota menciona também denúncias em massa que deveriam provocar bloqueios, porém não foram aceitas, e anúncios relacionados a candidatos, apesar de alegações de conteúdo enganoso com uso de deepfakes e origem de pagamento no exterior. O MJ pede, ainda, que a realização de uma auditoria nos sistemas automatizados de moderação e classificação Meta. O documento aponta a ANPD como responsável por apurar possíveis infrações administrativas relacionadas à Lei Geral de Proteção de Dados (LGPD). 🤳Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Caso envolve imagens geradas por IA A manifestação ocorre em meio a . Na quarta-feira (14), o SBT News confirmou que uma ferramenta de inteligência artificial da Meta, disponível no WhatsApp, havia criado uma imagem com a A Meta afirmou que uma falha nas proteções da ferramenta permitiu gerar materiais favoráveis a Flávio Bolsonaro, enquanto pedidos semelhantes envolvendo Lula eram recusados. A empresa disse que identificou e corrigiu o problema em 14 de outubro e Segundo a Meta, o sistema bloqueava pedidos que citavam explicitamente os nomes dos candidatos, mas nem sempre reconhecia combinações de nomes comuns com números eleitorais. A empresa afirmou que a mesma brecha também permitia criar imagens com “Luiz” e o número 13. MPF decidirá se leva o caso à Justiça A nota é uma manifestação técnica dirigida à procuradoria federal, não uma determinação à Meta ou uma decisão de algum órgão de justiça. Caberá ao MPF decidir se levará a ação à Justiça Federal. As questões eleitorais são de competência da Justiça Eleitoral. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/governo-lula-pede-ao-mpf-abertura-de-acao-contra-a-meta