Flávio se diz surpreso com aliados presos no RJ
Candidato comentou as prisões de Márcio Canella e Rodrigo Bacellar e defendeu o direito de defesa; também prometeu penas mais duras para integrantes de facções

Flávio Bolsonaro em sabatina na TV Globo | Reprodução
O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou que ficou surpreso com as prisões de Márcio Canella (União Brasil) e Rodrigo Bacellar (União Brasil), aliados políticos no Rio de Janeiro. Canella foi preso pela Polícia Federal (PF) nesta quinta-feira (15), durante uma fase da Operação Unha e Carne. Bacellar foi preso novamente em 27 de março, em Teresópolis, na Operação Zargun.
“As prisões surpreenderam. Acho que as pessoas têm o direito de se defender e provar sua inocência. Não tem que passar a mão na cabeça de ninguém. Se a pessoa cometer algo de errado, vai ter que responder por isso”, afirmou Flávio.
Flávio promete penas mais duras para facções
Flávio também defendeu punições mais severas para pessoas com envolvimento comprovado com organizações criminosas, como o Primeiro Comando da Capital (PCC) e o Comando Vermelho.
“Quem comprovadamente tem envolvimento com coisa errada, com PCC e Comando Vermelho, tem que pagar dentro da lei e, no meu governo, vai ter pena mais dura, vai ficar mais tempo preso”, disse.
Operação investiga movimentação bilionária
Canella, segundo deputado estadual mais votado do Rio de Janeiro, foi preso em uma operação da PF que investiga um grupo suspeito de movimentar mais de R$ 7,6 bilhões entre 2020 e 2026
De acordo com os investigadores, o grupo teria participação de agentes públicos e articulação político-institucional. A apuração também aponta possível infiltração em cargos estratégicos do Detran-RJ e da Secretaria de Polícia Civil, além do envolvimento de policiais civis em atividade e de um servidor da própria Polícia Federal.
As suspeitas estão sob investigação e não representam, por si só, comprovação de culpa dos citados.
Bacellar preso em março
Rodrigo Bacellar foi preso pela PF pela segunda vez em 27 de março, em Teresópolis. A ordem foi expedida pelo ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Na decisão, Moraes mencionou a perda do mandato parlamentar e apontou indícios de que Bacellar teria participado de um esquema de vazamento de dados para atrapalhar uma operação da PF contra o Comando Vermelho.












