Do Val, Soraya e outros 24 senadores têm reeleição ameaçada
Pesquisas recentes de intenção de voto mostram candidatos atrás ou empatados com outros na margem de erro; são duas vagas em disputa por estado
Victor Schneider, José Matheus Santos
Marcos do Val (esq.), Soraya Thronicke (centro) e Sérgio Petecão (dir.) tem cenário complicado em pesquisas para reeleição | Waldemir Barreto/Agência Senado
Dos 32 senadores que concorrem à reeleição em outubro, ao menos 26 aparecem empatados ou atrás de adversários em pesquisas divulgadas ao longo da semana em quase todo o país.
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O levantamento do SBT News usou dados da Quaest, à exceção de Piauí e Ceará – onde não houve pesquisas e as informações são do Datafolha. Neste ano, cada estado, além do Distrito Federal, elegerá dois senadores.
A situação mais dramática, no momento, é a de Marcos do Val (Podemos), no Espírito Santo. O senador amarga a sétima posição, com 4% das intenções, em um cenário liderado com folga pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), que tem 28%.
No Mato Grosso, o ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) aparece bem distante da dupla formada por Mauro Mendes (União), outro ex-governador na disputa, e a deputada estadual Janaína Riva (MDB).
A maior parte é formada por estados em que três ou mais candidatos estão embolados na margem de erro pelas duas cadeiras em disputa. É o caso de Soraya Thronicke (PSB), hoje empatada com Capitão Contar (PL), que está numericamente à sua frente, e Vander Loubet (PT), atrás dela. Os três disputam a segunda vaga, dado que a primeira caminha para as mãos de Reinaldo Azambuja (PL), em mais um indício da força que governadores têm para se eleger para o Senado após o término de seus mandatos.
O Acre tem Sérgio Petecão (PSD) em 5º, com 8% dos votos. Ele está empatado tecnicamente com Mara Rocha (Republicanos), Jorge Viana (PT) e com o também senador Márcio Bittar (PL), em um cenário que tem como líder numérico Gladson Cameli (PP), governador do estado de 2019 até abril deste ano.
No Distrito Federal, Leila Bairros (PDT), com 17%, concorre com Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL) – respectivamente, com 12% e 9% – para ser reeleita em contraponto à favorita Michelle Bolsonaro (PL), que marca 25%.
Já no Pará, o senador Zequinha Marinho (Podemos), com 11%, está empatado tecnicamente com o deputado Éder Mauro (PL), 14%. Ambos têm à sua frente o ex-governador Helder Barbalho (MDB), isolado com 23% das intenções.
Tanto a Quaest quanto o Datafolha fizeram perguntas em separado sobre o primeiro e o segundo voto para senador. O levantamento do SBT News considera a junção dessas duas intenções dentro dos votos totais.
Figurões
A ameaça ronda também nomes proeminentes na Casa Alta, como o do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Atrás da ex-primeira-dama do Amapá Rayssa Furlan (Podemos), Randolfe aparece empatado com o adversário Lucas Barreto (PSD).
Buscando chegar a 40 anos como senador, Renan Calheiros (MDB), quatro vezes presidente do Senado, batalha pelo quinto mandato contra os rivais Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). O ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP) está numericamente à frente, mas ainda assim muito próximo da dupla Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), encorpados pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Piauí.
“Seguros”: 6
Seis senadores estão com a reeleição encaminhada sem maiores sustos nesse retrato da semana. Os considerados “seguros” são aqueles que aparecem na liderança e acima da margem de erro em relação ao terceiro colocado.
Um dos que “nadam de braçada” no momento é Eduardo Braga (MDB), no Amazonas, com 9 pontos à frente do deputado bolsonarista Capitão Alberto Neto (PL), segundo na lista. Em contraste, o senador Plínio Valério (PSDB) batalha pela reeleição tanto com Alberto Neto quanto com o ex-governador Wilson Lima (União Brasil).
Cid Gomes (PSB), no Ceará, e Esperidião Amin (PP), em Santa Catarina, também aparecem com boa margem sob os adversários, assim como Veneziano Vital do Rêgo (MDB), na Paraíba.
A Bahia caminha para se tornar uma fortaleza petista, com os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, atual senador, à frente de Angelo Coronel (Republicanos), que tenta a reeleição.
Já no Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) lidera no limite da margem, enquanto Zenaide Maia (PSD) tem em sua cola a dupla Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT).
Indecisão em alta
Um dado que chama a atenção nas pesquisas é o alto número de eleitores ainda sem voto definido para o Senado.
No Rio de Janeiro, por exemplo, a soma dos indecisos (29%) com os que querem votar em branco ou nulo (28%) é de 57%, percentual que deixa a reeleição de Carlos Portinho (PL) em aberto: na prática, há empate quíntuplo com a ex-governadora Benedita da Silva (PT), o deputado Carlos Jordy (PL), o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e a vereadora Mônica Benício (Psol).
O cenário é o mesmo em Pernambuco, com metade dos eleitores entre a indecisão e o descarte do voto. Será onde Humberto Costa (PT) tentará a reeleição contra Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD).
Do Val, Soraya e outros 24 senadores têm reeleição ameaçadaPesquisas recentes de intenção de voto mostram candidatos atrás ou empatados com outros na margem de erro; são duas vagas em disputa por estado
Eleições2026-08-30T21:39:33.772ZDos 32 senadores que concorrem à reeleição em outubro, ao menos 26 aparecem empatados ou atrás de adversários em pesquisas divulgadas ao longo da semana em quase todo o país. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. O levantamento do SBT News usou dados da Quaest, à exceção de Piauí e Ceará – onde não houve pesquisas e as informações são do Datafolha. Neste ano, cada estado, além do Distrito Federal, elegerá dois senadores. A situação mais dramática, no momento, é a de Marcos do Val (Podemos), no Espírito Santo. O senador amarga a sétima posição, com 4% das intenções, em um cenário liderado com folga pelo ex-governador Renato Casagrande (PSB), que tem 28%. No Mato Grosso, o ex-ministro da Agricultura Carlos Fávaro (PSD) aparece bem distante da dupla formada por Mauro Mendes (União), outro ex-governador na disputa, e a deputada estadual Janaína Riva (MDB). A maior parte é formada por estados em que três ou mais candidatos estão embolados na margem de erro pelas duas cadeiras em disputa. É o caso de Soraya Thronicke (PSB), hoje empatada com Capitão Contar (PL), que está numericamente à sua frente, e Vander Loubet (PT), atrás dela. Os três disputam a segunda vaga, dado que a primeira caminha para as mãos de Reinaldo Azambuja (PL), em mais um indício da força que governadores têm para se eleger para o Senado após o término de seus mandatos. O Acre tem Sérgio Petecão (PSD) em 5º, com 8% dos votos. Ele está empatado tecnicamente com Mara Rocha (Republicanos), Jorge Viana (PT) e com o também senador Márcio Bittar (PL), em um cenário que tem como líder numérico Gladson Cameli (PP), governador do estado de 2019 até abril deste ano. No Distrito Federal, Leila Bairros (PDT), com 17%, concorre com Erika Kokay (PT) e Bia Kicis (PL) – respectivamente, com 12% e 9% – para ser reeleita em contraponto à favorita Michelle Bolsonaro (PL), que marca 25%. Já no Pará, o senador Zequinha Marinho (Podemos), com 11%, está empatado tecnicamente com o deputado Éder Mauro (PL), 14%. Ambos têm à sua frente o ex-governador Helder Barbalho (MDB), isolado com 23% das intenções. Tanto a Quaest quanto o Datafolha fizeram perguntas em separado sobre o primeiro e o segundo voto para senador. O levantamento do SBT News considera a junção dessas duas intenções dentro dos votos totais. Figurões A ameaça ronda também nomes proeminentes na Casa Alta, como o do líder do governo no Congresso, Randolfe Rodrigues (PT), aliado do presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União Brasil). Atrás da ex-primeira-dama do Amapá Rayssa Furlan (Podemos), Randolfe aparece empatado com o adversário Lucas Barreto (PSD). Buscando chegar a 40 anos como senador, Renan Calheiros (MDB), quatro vezes presidente do Senado, batalha pelo quinto mandato contra os rivais Arthur Lira (PP) e Marina JHC (PSDB). O ex-ministro da Casa Civil Ciro Nogueira (PP) está numericamente à frente, mas ainda assim muito próximo da dupla Marcelo Castro (MDB) e Júlio César (PSD), encorpados pelo apoio do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) no Piauí. “Seguros”: 6 Seis senadores estão com a reeleição encaminhada sem maiores sustos nesse retrato da semana. Os considerados “seguros” são aqueles que aparecem na liderança e acima da margem de erro em relação ao terceiro colocado. Um dos que “nadam de braçada” no momento é Eduardo Braga (MDB), no Amazonas, com 9 pontos à frente do deputado bolsonarista Capitão Alberto Neto (PL), segundo na lista. Em contraste, o senador Plínio Valério (PSDB) batalha pela reeleição tanto com Alberto Neto quanto com o ex-governador Wilson Lima (União Brasil). Cid Gomes (PSB), no Ceará, e Esperidião Amin (PP), em Santa Catarina, também aparecem com boa margem sob os adversários, assim como Veneziano Vital do Rêgo (MDB), na Paraíba. A Bahia caminha para se tornar uma fortaleza petista, com os ex-governadores Rui Costa e Jaques Wagner, atual senador, à frente de Angelo Coronel (Republicanos), que tenta a reeleição. Já no Rio Grande do Norte, Styvenson Valentim (Podemos) lidera no limite da margem, enquanto Zenaide Maia (PSD) tem em sua cola a dupla Samanda de Lula (PT) e Rafael Motta (PDT). Indecisão em alta Um dado que chama a atenção nas pesquisas é o alto número de eleitores ainda sem voto definido para o Senado. No Rio de Janeiro, por exemplo, a soma dos indecisos (29%) com os que querem votar em branco ou nulo (28%) é de 57%, percentual que deixa a reeleição de Carlos Portinho (PL) em aberto: na prática, há empate quíntuplo com a ex-governadora Benedita da Silva (PT), o deputado Carlos Jordy (PL), o ex-prefeito Marcelo Crivella (Republicanos) e a vereadora Mônica Benício (Psol). O cenário é o mesmo em Pernambuco, com metade dos eleitores entre a indecisão e o descarte do voto. Será onde Humberto Costa (PT) tentará a reeleição contra Mendonça Filho (PL), Eduardo da Fonte (PP) e Túlio Gadêlha (PSD).São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/do-val-soraya-e-outros-24-senadores-tem-reeleicao-ameacada