Marília Arraes: virada de Lula passa por votação no Nordeste
Senadora eleita por Pernambuco também defende ajustes na comunicação da campanha petista: "Precisa rever estratégias"
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Nathalia Fruet, Ranier Bragon, Felipe Moraes
Marília Arraes (PDT-PE), senadora eleita por Pernambuco com 2.325.127 votos, afirmou nesta terça-feira (6) que uma eventual virada do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições passa por ampliar vantagem do petista no Nordeste e ajustar comunicação digital da campanha.
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"Importante dizer que a gente tem quase 40 milhões de votos em disputa. Quase 33 milhões deixaram de votar. Filas enormes, seis votos. Houve essa dificuldade de as pessoas votarem. E também votos de demais candidatos. Tem condições de reverter esse quadro. Com alguns ajustes na comunicação, falando diretamente pras pessoas. Na minha opinião, a gente consegue ampliar essa diferença no Nordeste", disse em entrevista ao programa "News Primeira Edição", do SBT News.
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Lula segue liderando votação no Nordeste, mas caiu 1,3% na comparação entre primeiros turnos de 2026 e 2022: cerca de 258 mil votos a menos, de 21,7 milhões de eleitores para 21,4 milhões.
A ex-deputada participou na noite dessa terça (5), ao lado de Lula, de reunião de coordenação em Brasília. Perguntada sobre uma possível troca de marqueteiro para a chegada do publicitário João Santana, respondeu que esse assunto não foi tratado no encontro e que a decisão cabe ao petista.
Edinho Silva, presidente do PT, senadora eleita Marília Arraes (PDT-PE), presidente Lula (PT), vice Alckmin (PSB) e governador reeleito da Bahia, Jerônimo Rodrigues (PT), em reunião de coordenação da campanha à reeleição | Divulgação/Ricardo Stuckert/PR
O site Metrópoles noticiou ontem que o PT estaria cogitando substituir Raul Rabelo, sócio do atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, por Santana, publicitário baiano que comandou marketing das campanhas vencedoras de Lula em 2006 e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010 e 2014.
Arraes avaliou que o segundo turno exige revisão de estratégias e um posicionamento digital mais conectado à individualidade das pessoas. "É necessário que a gente se adapte a essas linguagens", explicou, reconhecendo o domínio da direita nas redes sociais, mas ponderando que as plataformas e seus algoritmos também precisam de regulamentação.
"As pessoas se pautam não só de maneira coletiva. Hoje, cada um tem o seu celular, pensando muito na sua vida como indivíduo, sem noção de que projetos de país interferem na coletividade e diretamente na vida das pessoas. Uma comunicação mais digital, moderna, que ultrapasse barreiras do algoritmo. Tudo isso a gente discutiu", completou, sobre a reunião de ontem da campanha.
Eleita na mesma chapa pernambucana de Humberto Costa (PT-PE), que vai para o terceiro mandato consecutivo no Senado após receber 2.531.389 votos, Arraes disse que o campo progressista sabe que "o algoritmo termina facilitando o projeto da direita", mas admitiu que "não adianta ficar só reclamando".
"A gente tem que dar um jeito nessa situação, que é adversa. Projeto de país que Flávio representa é de ataque à soberania nacional, de submissão aos Estados Unidos, que é quem controla majoritariamente as big techs e os interesses de quem tem controle do monopólio das comunicações", apontou.
Uma tática que ela considera eficaz para aumentar a votação de Lula no Nordeste é a gravação de vídeos selfie informais direcionados para cada estado da região. "Principalmente pra chegar até o jovem." Citando o exemplo da influenciadora Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), mais jovem deputada federal eleita na história brasileira, aos 21 anos, defendeu o rejuvenescimento da campanha lulista.
"Ela entendeu a linguagem das redes. Tem que trazer mais jovens que falem além da nossa bolha, não somente que falem para o nosso campo político. Nordeste é o território mais fértil para o crescimento [de Lula]. Sou favorável que a gente estabeleça meta de crescimento em cada estado, para que a gente possa, sim, buscar uma vitória daqui a três semanas", acrescentou.
Marília Arraes: virada de Lula passa por votação no NordesteSenadora eleita por Pernambuco também defende ajustes na comunicação da campanha petista: "Precisa rever estratégias"Eleições2026-10-06T11:55:42.477ZMarília Arraes (PDT-PE), senadora eleita por Pernambuco com 2.325.127 votos, afirmou nesta terça-feira (6) que uma eventual virada do presidente Lula (PT) sobre Flávio Bolsonaro (PL-RJ) no segundo turno das eleições passa por ampliar vantagem do petista no Nordeste e ajustar comunicação digital da campanha. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! Clique "Importante dizer que a gente tem quase 40 milhões de votos em disputa. Quase 33 milhões deixaram de votar. Filas enormes, seis votos. Houve essa dificuldade de as pessoas votarem. E também votos de demais candidatos. Tem condições de reverter esse quadro. Com alguns ajustes na comunicação, falando diretamente pras pessoas. Na minha opinião, a gente consegue ampliar essa diferença no Nordeste", disse em entrevista ao programa "News Primeira Edição", do SBT News. Lula segue liderando votação no Nordeste, mas caiu 1,3% na comparação entre primeiros turnos de 2026 e 2022: cerca de 258 mil votos a menos, de 21,7 milhões de eleitores para 21,4 milhões. Já . Obteve 10,398 milhões de votos, 1,6 milhão a mais do que o ex-presidente em 2022. A diferença sobe para 3 milhões quando o comparativo é com 2018. A ex-deputada participou na noite dessa terça (5), ao lado de Lula, de reunião de coordenação em Brasília. Perguntada sobre uma possível troca de marqueteiro para a chegada do publicitário João Santana, respondeu que esse assunto não foi tratado no encontro e que a decisão cabe ao petista. O site Metrópoles noticiou ontem que o PT estaria cogitando substituir Raul Rabelo, sócio do atual ministro da Secretaria de Comunicação Social da Presidência (Secom), Sidônio Palmeira, por Santana, publicitário baiano que comandou marketing das campanhas vencedoras de Lula em 2006 e da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) em 2010 e 2014. Arraes avaliou que o segundo turno exige revisão de estratégias e um posicionamento digital mais conectado à individualidade das pessoas. "É necessário que a gente se adapte a essas linguagens", explicou, reconhecendo o domínio da direita nas redes sociais, mas ponderando que as plataformas e seus algoritmos também precisam de regulamentação. "As pessoas se pautam não só de maneira coletiva. Hoje, cada um tem o seu celular, pensando muito na sua vida como indivíduo, sem noção de que projetos de país interferem na coletividade e diretamente na vida das pessoas. Uma comunicação mais digital, moderna, que ultrapasse barreiras do algoritmo. Tudo isso a gente discutiu", completou, sobre a reunião de ontem da campanha. Eleita na mesma chapa pernambucana de Humberto Costa (PT-PE), que vai para o terceiro mandato consecutivo no Senado após receber 2.531.389 votos, Arraes disse que o campo progressista sabe que "o algoritmo termina facilitando o projeto da direita", mas admitiu que "não adianta ficar só reclamando". "A gente tem que dar um jeito nessa situação, que é adversa. Projeto de país que Flávio representa é de ataque à soberania nacional, de submissão aos Estados Unidos, que é quem controla majoritariamente as big techs e os interesses de quem tem controle do monopólio das comunicações", apontou. Uma tática que ela considera eficaz para aumentar a votação de Lula no Nordeste é a gravação de vídeos selfie informais direcionados para cada estado da região. "Principalmente pra chegar até o jovem." Citando o exemplo da influenciadora Ana Elisa Santos Silva (PT-MG), mais jovem deputada federal eleita na história brasileira, aos 21 anos, defendeu o rejuvenescimento da campanha lulista. "Ela entendeu a linguagem das redes. Tem que trazer mais jovens que falem além da nossa bolha, não somente que falem para o nosso campo político. Nordeste é o território mais fértil para o crescimento [de Lula]. Sou favorável que a gente estabeleça meta de crescimento em cada estado, para que a gente possa, sim, buscar uma vitória daqui a três semanas", acrescentou.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/arraes-virada-de-lula-passa-por-ampliar-votacao-no-nordeste
Flávio Bolsonaro somou 10 milhões de eleitores na região no primeiro turno; apesar do crescimento, PT mantém liderança histórica com 21 milhões para Lula