Às vésperas do segundo turno das eleições, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendem que o candidato se afaste de discursos considerados extremistas sobre as mulheres. Interlocutores avaliam que é preciso evitar falas que possam prejudicar a imagem de Flávio entre o eleitorado feminino, como as declarações da deputada estadual eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), figura bastante ativa nas redes sociais.
A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que tenta a reeleição, também defende que a campanha evite discursos que reforcem estereótipos machistas. Celina pretendia viajar pelo país ao lado de outras mulheres para fazer campanha para Flávio neste segundo turno, mas mudou os planos diante da indefinição eleitoral no Distrito Federal.
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“É preciso que haja investimento em políticas públicas de mulheres. Isso não se faz só com discurso. [É preciso] educação para não reforçar estereótipos e comportamentos machistas”, disse.
Próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Celina também criticou declarações como as de Campopiano, que afirma ser “inimiga das feministas” e nega a existência do feminicídio. “Acho um erro. Como a gente contaria quantas mulheres foram assassinadas? Essa discussão não pode ficar em cima da lacração”, pontuou.
Outra pessoa próxima a Flávio Bolsonaro afirmou, reservadamente, que o candidato não pretende incorporar as falas consideradas extremistas de Campopiano e de outros integrantes da direita. Segundo esse interlocutor, Flávio não teme perder votos entre as mulheres e pretende seguir, nesse tema, as propostas previstas em seu plano de governo.
Entre as medidas apresentadas pelo candidato estão o Brasil por Elas, classificado como “o maior programa de inclusão digital, proteção e crescimento financeiro da história do país”, e a criação de uma Central da Mulher. A proposta prevê um espaço de “acolhimento e proteção, orientação jurídica e apoio psicológico, saúde preventiva, qualificação e cadastramento”.
Quem é Eduarda Campopiano
Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi eleita no domingo (4) a deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições de 2026. Vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, ela ultrapassou 1,9 milhão de votos durante a apuração. Entre as posições defendidas por ela estão a oposição ao aborto, a defesa da redução da maioridade penal e críticas às políticas de cotas raciais. Ela também se manifesta a favor do porte de armas e contra propostas que "ampliariam a criminalização de opiniões e comportamentos relacionados às mulheres".
Aliados de Flávio pedem cautela no discurso sobre mulheresInterlocutores defendem que candidato se afaste de falas extremistas e foque na exploração de propostas para o eleitorado feminino no 2º turnoEleições2026-10-07T19:30:26.031ZÀs vésperas do segundo turno das eleições, aliados do senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) defendem que o candidato se afaste de discursos considerados extremistas sobre as mulheres. Interlocutores avaliam que é preciso evitar falas que possam prejudicar a imagem de Flávio entre o eleitorado feminino, como as declarações da deputada estadual eleita em São Paulo Eduarda Campopiano (PL), figura bastante ativa nas redes sociais. A governadora do Distrito Federal, Celina Leão (PP), que tenta a reeleição, também defende que a campanha evite discursos que reforcem estereótipos machistas. Celina pretendia viajar pelo país ao lado de outras mulheres para fazer campanha para Flávio neste segundo turno, mas mudou os planos diante da indefinição eleitoral no Distrito Federal. 🤳 Notícias em primeira mão: baixe nosso aplicativo gratuito e leve o jornalismo do SBT News com você, onde estiver! “É preciso que haja investimento em políticas públicas de mulheres. Isso não se faz só com discurso. [É preciso] educação para não reforçar estereótipos e comportamentos machistas”, disse. Próxima da ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro (PL), Celina também criticou declarações como as de Campopiano, que afirma ser “inimiga das feministas” e nega a existência do feminicídio. “Acho um erro. Como a gente contaria quantas mulheres foram assassinadas? Essa discussão não pode ficar em cima da lacração”, pontuou. Outra pessoa próxima a Flávio Bolsonaro afirmou, reservadamente, que o candidato não pretende incorporar as falas consideradas extremistas de Campopiano e de outros integrantes da direita. Segundo esse interlocutor, Flávio não teme perder votos entre as mulheres e pretende seguir, nesse tema, as propostas previstas em seu plano de governo. Entre as medidas apresentadas pelo candidato estão o Brasil por Elas, classificado como “o maior programa de inclusão digital, proteção e crescimento financeiro da história do país”, e a criação de uma Central da Mulher. A proposta prevê um espaço de “acolhimento e proteção, orientação jurídica e apoio psicológico, saúde preventiva, qualificação e cadastramento”. Quem é Eduarda Campopiano Eduarda Campopiano (PL), de 23 anos, foi eleita no domingo (4) a deputada estadual mais votada de São Paulo nas eleições de 2026. Vereadora de Praia Grande, no litoral paulista, ela ultrapassou 1,9 milhão de votos durante a apuração. Entre as posições defendidas por ela estão a oposição ao aborto, a defesa da redução da maioridade penal e críticas às políticas de cotas raciais. Ela também se manifesta a favor do porte de armas e contra propostas que "ampliariam a criminalização de opiniões e comportamentos relacionados às mulheres".São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/eleicoes/aliados-de-flavio-pedem-cautela-no-discurso-sobre-mulheres
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