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Após críticas, Lula reforça que aborto é questão de saúde pública

Ex-presidente disse que interrupção deveria ser "uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito"

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Alvo de críticas de segmentos políticos e religiosos, o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) reforçou nesta 5ª feira (7.abril) que é contra o aborto, mas voltou a defender, porém, que o tema seja tratado como uma questão de saúde pública. 

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"A única coisa que eu deixei de falar, na fala que eu disse, é que eu sou contra o aborto. Eu tenho cinco filhos, oito netos e uma bisneta. Eu sou contra o aborto. O que eu disse é que é preciso transformar essa questão do aborto numa questão de saúde pública", explicou, em entrevista a uma rádio no Ceará. 

O ex-presidente disse que "por mais que a lei proíba e a religião não goste, ele (o aborto) existe" e que, mesmo sendo contra a prática, entende que o Estado deve dar atenção às pessoas que decidem interromper a gestação. 

Na 3ª feira (5.abril), Lula havia defendido que todas as mulheres deveriam ter direito ao aborto. E criticou a dificuldade das pessoas mais pobres de terem acesso ao procedimento. "Mulheres pobres morrem tentando fazer aborto, porque o aborto é proibido, é ilegal. Enquanto a madame pode ir fazer um aborto em Paris, escolher ir para Berlim. Na verdade, deveria ser transformado em uma questão de saúde pública e todo mundo ter direito, e não vergonha", defendeu.

Desconforto no PT

Embora a defesa do aborto seja pauta antiga do Partido dos Trabalhadores, a declaração do ex-presidente Lula no início da semana causou desconforto entre as pessoas mais ligadas ao núcleo de campanha. O entendimento é de que o tema alimenta o discurso preferencial dos bolsonaristas, porque entra na pauta de costumes e não foi usado de forma estratégica, mas como um erro de verborragia lulista. 

Os apoiadores do presidente Jair Bolsonaro (PL) logo levaram o debate para as redes sociais. "Eles abraçam e defendem uma pauta que jorra sangue! Enquanto isto, o governo Jair Bolsonaro lançou programa para cuidados neonatal e para o enfrentamento da mortalidade materna. Nas eleições nossas escolhas serão vida protegida desde a concepção ou morte de crianças inocentes?", publicou a ex-ministra da Mulher, da Família e dos Direitos Humanos Damares Alves (Republicanos).

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