O texto afirma que o Brasil não apresentou provas de que a produção pecuária esteja livre de determinados microbianos, proibidos na criação de animais pelo bloco europeu.
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“A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3.o do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias. A menção relativamente a bovinos, equídeos, aves de capoeira, aquicultura, mel e tripas deverá, por conseguinte, ser suprimida no anexo do presente regulamento”, afirma trecho do documento publicado.
Segundo as normas da UE, não é permitido o uso de antimicrobianos em animais de criação para estimular o crescimento ou aumentar a produção. Também é proibido o tratamento de animais com antimicrobianos reservados exclusivamente para infecções humanas.
A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública da atualidade. Segundo a UE, ao garantir o uso prudente desses medicamentos em animais, o bloco busca proteger a saúde da população europeia.
Especialista em agronegócio, Miguel Daoud diz acreditar que o problema é somente de burocracias e vê responsabilidade do governo brasileiro.
"Quem acompanha o agronegócio brasileiro sabe que o produtor faz o regramento de todas essas exigências. Portanto, essa decisão da comunidade europeia vem em linha com o aviso que já foi dado há algum tempo para o Brasil de que ele precisaria se enquadrar. Infelizmente, até agora o ministério da Agricultura não conseguiu mandar os documentos", explica.
Em maio, o governo informou que adotará todas as medidas necessárias para reverter a decisão, retomar a habilitação e garantir o fluxo de vendas ao mercado europeu. O SBT News questionou novamente o Ministério da Agricultura e Pecuária, mas ainda não obteve resposta.
União Europeia formaliza veto à carne brasileira Início da proibição ocorre em setembro, caso governo não consiga reverter decisãoEconomia2026-06-06T16:55:35.862ZA União Europeia formalizou o . A proibição ainda atinge aves, peixes e mel. A decisão foi publicada no diário oficial do bloco nesta sexta-feira (5). O texto afirma que o Brasil não apresentou provas de que a produção pecuária esteja livre de determinados microbianos, proibidos na criação de animais pelo bloco europeu. + “A Comissão não recebeu informações que garantam que o Brasil aplicou as medidas necessárias para assegurar o cumprimento, até 3 de setembro de 2026, dos requisitos estabelecidos no artigo 3.o do Regulamento Delegado (UE) 2023/905 relativamente a estas categorias. A menção relativamente a bovinos, equídeos, aves de capoeira, aquicultura, mel e tripas deverá, por conseguinte, ser suprimida no anexo do presente regulamento”, afirma trecho do documento publicado. Segundo as normas da UE, não é permitido o uso de antimicrobianos em animais de criação para estimular o crescimento ou aumentar a produção. Também é proibido o tratamento de animais com antimicrobianos reservados exclusivamente para infecções humanas. A resistência antimicrobiana é considerada uma das maiores ameaças à saúde pública da atualidade. Segundo a UE, ao garantir o uso prudente desses medicamentos em animais, o bloco busca proteger a saúde da população europeia. Especialista em agronegócio, Miguel Daoud diz acreditar que o problema é somente de burocracias e vê responsabilidade do governo brasileiro. "Quem acompanha o agronegócio brasileiro sabe que o produtor faz o regramento de todas essas exigências. Portanto, essa decisão da comunidade europeia vem em linha com o aviso que já foi dado há algum tempo para o Brasil de que ele precisaria se enquadrar. Infelizmente, até agora o ministério da Agricultura não conseguiu mandar os documentos", explica. + Em maio, o governo informou que adotará todas as medidas necessárias para reverter a decisão, retomar a habilitação e garantir o fluxo de vendas ao mercado europeu. O SBT News questionou novamente o Ministério da Agricultura e Pecuária, mas ainda não obteve resposta.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/uniao-europeia-formaliza-veto-a-carne-brasileira
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