Tarifaço: Representante dos EUA minimiza impacto econômico
Medidas atingem 60 parceiros comerciais e podem alcançar 99,4% das importações americanas, segundo o governo
Reuters
Representante comercial dos EUA, Jamieson Greer | REUTERS/Annabelle Gordon
O representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta segunda-feira (27) que as novas tarifas impostas pelo governo Donald Trump provavelmente não terão impacto econômico significativo.
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As medidas atingem produtos de 60 parceiros comerciais e estabelecem alíquotas de 10% ou 12,5%, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo acusa esses países de não adotarem ou aplicarem adequadamente proibições à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado.
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Em entrevista ao canal norte-americano da Fox News, Greer disse que as tarifas são semelhantes às medidas globais aplicadas anteriormente e, por isso, não devem alterar de forma relevante o cenário econômico.
Embora sejam direcionadas a um grupo menor de países que a tarifa temporária universal de 10%, as novas medidas podem abranger 99,4% das importações dos Estados Unidos, conforme dados divulgados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR).
“Não acho que isso tenha impacto nenhum”, afirmou Greer ao ser questionado sobre possíveis efeitos nas decisões de política monetária do Federal Reserve nesta semana.
"Agora temos um conjunto de tarifas, mas é um conjunto menor, não se aplica ao mundo todo. Muitas das taxas são bastante semelhantes, então não deve haver nenhum impacto econômico diferente do que já vínhamos vivenciando", completou Greer.
Greer também afirmou que o USTR conduz outra investigação baseada na Seção 301. O procedimento analisa o excesso de capacidade industrial em 16 importantes parceiros comerciais, incluindo China, Vietnã, México e União Europeia.
De acordo com o representante, a investigação deve ser concluída em breve. Após a análise, o governo poderá apresentar novas recomendações e eventualmente propor tarifas adicionais.
A Seção 301 permite que os Estados Unidos adotem medidas contra práticas comerciais consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses do país. A ferramenta já foi usada durante o primeiro mandato de Trump para impor tarifas sobre produtos chineses, muitas das quais continuam em vigor.
Medidas ampliam incerteza no comércio internacional
Apesar da avaliação de Greer, a abrangência das novas tarifas mantém a preocupação entre empresas importadoras, exportadores e governos afetados.
A aplicação das cobranças pode elevar custos de produtos, pressionar cadeias de fornecimento e provocar novas negociações comerciais. Os efeitos concretos dependerão dos países atingidos, dos produtos incluídos e da capacidade das empresas de absorver ou repassar os custos.
As tarifas também ocorrem em um momento de disputa sobre os limites legais do poder presidencial para impor barreiras comerciais amplas. O governo Trump defende o uso da Seção 301 como alternativa para manter parte da política tarifária após questionamentos judiciais contra medidas anteriores.
Tarifaço: Representante dos EUA minimiza impacto econômicoMedidas atingem 60 parceiros comerciais e podem alcançar 99,4% das importações americanas, segundo o governoEconomia2026-07-28T03:33:23.928ZO representante comercial dos Estados Unidos, Jamieson Greer, afirmou nesta segunda-feira (27) que as provavelmente não terão impacto econômico significativo. As medidas atingem produtos de 60 parceiros comerciais e estabelecem alíquotas de 10% ou 12,5%, com base na Seção 301 da Lei de Comércio de 1974. O governo acusa esses países de não adotarem ou aplicarem adequadamente proibições à importação de mercadorias produzidas com trabalho forçado. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Em entrevista ao canal norte-americano da Fox News, Greer disse que as tarifas são semelhantes às medidas globais aplicadas anteriormente e, por isso, não devem alterar de forma relevante o cenário econômico. Embora sejam direcionadas a um grupo menor de países que a tarifa temporária universal de 10%, as novas medidas podem abranger 99,4% das importações dos Estados Unidos, conforme dados divulgados pelo Escritório do Representante Comercial dos Estados Unidos (USTR). “Não acho que isso tenha impacto nenhum”, afirmou Greer ao ser questionado sobre possíveis efeitos nas decisões de política monetária do Federal Reserve nesta semana. "Agora temos um conjunto de tarifas, mas é um conjunto menor, não se aplica ao mundo todo. Muitas das taxas são bastante semelhantes, então não deve haver nenhum impacto econômico diferente do que já vínhamos vivenciando", completou Greer. + USTR prepara nova investigação Greer também afirmou que o USTR conduz outra investigação baseada na Seção 301. O procedimento analisa o excesso de capacidade industrial em 16 importantes parceiros comerciais, incluindo China, Vietnã, México e União Europeia. De acordo com o representante, a investigação deve ser concluída em breve. Após a análise, o governo poderá apresentar novas recomendações e eventualmente propor tarifas adicionais. A Seção 301 permite que os Estados Unidos adotem medidas contra práticas comerciais consideradas injustas ou prejudiciais aos interesses do país. A ferramenta já foi usada durante o primeiro mandato de Trump para impor tarifas sobre produtos chineses, muitas das quais continuam em vigor. Medidas ampliam incerteza no comércio internacional Apesar da avaliação de Greer, a abrangência das novas tarifas mantém a preocupação entre empresas importadoras, exportadores e governos afetados. A aplicação das cobranças pode elevar custos de produtos, pressionar cadeias de fornecimento e provocar novas negociações comerciais. Os efeitos concretos dependerão dos países atingidos, dos produtos incluídos e da capacidade das empresas de absorver ou repassar os custos. As tarifas também ocorrem em um momento de disputa sobre os limites legais do poder presidencial para impor barreiras comerciais amplas. O governo Trump defende o uso da Seção 301 como alternativa para manter parte da política tarifária após questionamentos judiciais contra medidas anteriores. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/tarifaco-representante-dos-eua-minimiza-impacto-economico
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