Economia

Superávit comercial do Brasil cresce 146% em setembro

Exportações sobem 12,9% e importações caem 2,4%; petróleo avança, enquanto vendas de carne à China despencam 93,5% após limite de cota

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Caio Barcellos
Superávit comercial do Brasil cresce 146% em setembro | Agência Brasil

Superávit comercial do Brasil cresce 146% em setembro | Agência Brasil

A balança comercial brasileira registrou superávit de US$ 7,74 bilhões em setembro, alta de 146,4% em relação ao saldo de US$ 3,1 bilhões do mesmo mês de 2025. O resultado foi divulgado nesta terça-feira (6) pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria, Comércio e Serviços (MDIC).

O resultado reflete:

- Exportações: US$ 34,42 bilhões (+12,9%);

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- Importações: US$ 26,68 bilhões (-2,4%).

A corrente de comércio (soma das exportações e importações) atingiu US$ 61,1 bilhões, alta de 5,6%.

De janeiro a setembro, o país acumula superávit comercial de US$ 62,4 bilhões, crescimento de 34,% frente ao mesmo período de 2025:

- Exportações: US$ 284,65 bilhões (+10,4%);

- Importações: US$ 222,26 bilhões (+5%)

Exportações

A indústria extrativa foi o principal motor do crescimento das exportações em setembro. As vendas do setor subiram 39,8%, para US$ 9,44 bilhões. A agropecuária avançou 4,8%, para US$ 7 bilhões, e a indústria de transformação cresceu 5,3%, para US$ 17,67 bilhões.

Destaques positivos e negativos:

petróleo bruto: US$ 6,50 bilhões (+77,3%);

soja: US$ 3,47 bilhões (+11,9%);

café não torrado: US$ 1,29 bilhão (+8,7%);

óleos combustíveis: US$ 1,18 bilhão (+39,1%).

minério de ferro: US$ 2,02 bilhões (-20,5%);

carne bovina: US$ 1,23 bilhão (-30,6%);

A China continuou como principal destino dos produtos brasileiros, apesar da queda das vendas no mês. Os principais mercados foram:

China: US$ 7,89 bilhões (-7,6%);

União Europeia: US$ 6,95 bilhões (+60,1%);

Estados Unidos: US$ 3,52 bilhões (+31,9%);

Mercosul: US$ 2,08 bilhões (-16,3%);

Argentina: US$ 1,36 bilhão (-25,2%).

As exportações para a China diminuíram cerca de US$ 700 milhões em relação a setembro de 2025. Já as vendas aos Estados Unidos aumentaram aproximadamente US$ 900 milhões.

A queda para a China foi puxada, entre outros produtos, pela carne bovina, cujas vendas ao país despencaram 93,5%, de US$ 1,05 bilhão para US$ 68,3 milhões. O movimento ocorreu no mesmo mês em que Pequim confirmou o esgotamento da cota anual para o produto brasileiro -a sobretaxa de 55% sobre volumes acima do limite, porém, só passou a valer em outubro.

Nos EUA, ocorreu o movimento contrário, com salto de 524,3% nas exportações de carne bovina, de US$ 42,2 milhões para US$ 263,5 milhões -também cresceram as vendas de café, óleos combustíveis e aeronaves.

Importações

As importações brasileiras caíram 2,4% em setembro, principalmente por causa da retração de 3,2% nas compras de produtos da indústria de transformação. Entre as maiores quedas estiveram plataformas e embarcações, motores e máquinas não elétricos e fertilizantes químicos.

As principais origens das importações foram:

China: US$ 7,06 bilhões (+12,6%);

Estados Unidos: US$ 4,43 bilhões (+2,1%);

União Europeia: US$ 4,06 bilhões (-8,7%);

Mercosul: US$ 1,86 bilhão (+8,3%);

Argentina: US$ 1,31 bilhão (+5,7%).

Os principais produtos importados foram:

- óleos combustíveis: US$ 2,35 bilhões (+60,6%);

- adubos e fertilizantes químicos: US$ 1,18 bilhão (-24,1%);

- partes e acessórios de veículos: US$ 962 milhões (+19%);

- válvulas e tubos termiônicos: US$ 941 milhões (+41,7%);

- veículos de passageiros: US$ 861 milhões (+77,9)

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