Economia

Selic: Banco Central mantém, mais uma vez, a taxa básica de juros em 10,5% ao ano

Em clima de 'Super Quarta', decisão veio após reunião dos membros da entidade monetária; expectativa veio em linha com o esperado pelo mercado

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Marianne Paim
31/07/2024, 21:40 • Atualizado em 31/07/2024, 23:44
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Banco Central | Divulgação

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O Comitê de Política Monetária (Copom), órgão do Banco Central (BC), decidiu nesta quarta-feira (31) manter, mais uma vez, a taxa básica de juros, Selic, em 10,5% ao ano. A decisão vem em um dia marcado também pela definição dos juros do Banco Central dos Estados Unidos – definindo, assim, a 'Super Quarta' de ambas autoridades monetárias.

A manutenção já era esperada porque no comunicado da decisão anterior, em junho, o Copom disse que "optou por interromper o ciclo de queda de juros".

Além disso, o documento já apontava para manutenção da taxa para as próximas decisões, devido à avaliação de que o processo desinflacionário no país está mais lento, demandando “serenidade e moderação na condução da política monetária”.

Vale lembrar que a manutenção da Selic na última decisão interrompeu uma sequência de cortes iniciada em agosto do ano passado, após a taxa permanecer por um ano em 13,75%.

Taxa é mantida nos EUA, mas Fed vislumbra corte

O Federal Reserve também decidiu manter a taxa de juros em 5,50% na reunião de política monetária desta quarta, mas pretende abrir a porta para um corte já em setembro, reconhecendo que a inflação se aproximou da meta de 2% do banco central dos Estados Unidos e já é possível começar a sair do ciclo mais restritivo ao crédito.

De acordo com a agência Reuters, antes da reunião de 30 e 31 de julho, as autoridades do Fed "relutaram" em se comprometer com o momento de um primeiro corte nos juros. No entanto, os dados recentes que mostraram que as pressões dos preços estavam diminuindo de forma geral foram bem vistos, com a inflação se aproximando da meta e as evidências dos mercados de trabalho e imobiliário, sugerindo que esta pode ser uma nova tendência.

No comunicado, o Comitê de Mercado Aberto (Fomc, na sigla em inglês) afirma que os indicadores recentes sugerem que a atividade econômica continuou a se expandir a um ritmo sólido, mas que os ganhos de emprego estão mais moderados e a taxa de desemprego aumentou, embora permaneça baixa.

Por que a taxa de juros é importante?

A taxa de juros dos países determina o custo para financiamento de imóveis, empréstimos para investimentos de empresas e até das compras parceladas no comércio. Quanto mais altas as taxas, mais caro fica o crédito – e menor a demanda por financiamento, possivelmente diminuindo a pressão inflacionária. Quando a inflação está sob controle e é preciso estimular a demanda por investimentos e consumo, no sentido oposto, as autoridades monetárias decidem baixar as taxas de juros.

Qual o impacto no dólar?

Quanto maior a taxa de juros nos Estados Unidos, mais atraentes ficam os títulos do Tesouro norte-americano para investidores globais. Para competir com esse investimento, considerado muito seguro, os países emergentes, como o Brasil, precisam pagar retornos (juros) maiores para os investidores. Quanto menor a diferença entre os juros do Brasil e o dos Estados Unidos, por exemplo, menos atrativo fica o nosso país para os investidores estrangeiros, que trazem dólares para cá.

Quando os dólares saem do Brasil rumo a outros destinos, o valor da moeda norte-americana sobe em relação ao real.

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