Economia

Presidente do TCU e Galípolo se reúnem para discutir inspeção sobre liquidação do Banco Master

Encontro, previsto para tarde desta segunda (12), também deve contar com participação do ministro relator do caso no Tribunal de Contas da União

Os presidentes do Tribunal de Contas da União (TCU), ministro Vital do Rêgo Filho, e do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se reúnem nesta segunda-feira (14) para tratar da inspeção técnica que a corte pretende realizar para avaliar se a liquidação do Banco Master se justifica. Encontro, previsto para começar às 14h, na sede da autarquia, também deve contar com a participação do ministro relator do caso no TCU, Jhonatan de Jesus.

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Segundo Vital do Rêgo, objetivo da reunião é conciliar poder de fiscalização do tribunal com autonomia do BC, que questionou inspeção em suas dependências.

Na semana passada, o TCU suspendeu inspeção que seria feita no BC com objetivo de criar "um calendário comum de apresentação de documentos", vários deles sigilosos. Para Vital do Rêgo, processo será concluído rapidamente e caso precisa apenas de um "afinamento de posições".

Em entrevista ao SBT News, ele também descartou possibilidade de reversão da liquidação do Master, determinada pelo BC ano passado e agora sob análise do TCU.

"Nesse processo, é bom que se diga, caberia ao Banco Central a intervenção. O TCU não entra nessa discussão do liquidante, mas entra na da legalidade do processo. Não cabe ao TCU fazer uma reversão na liquidação", afirmou o ministro.

"Efetivamente, nós vamos, junto ao Banco Central, discutir o modus operandi para que essas repercussões possam ser minimizadas nesse momento de tensão econômica no Brasil e no mercado", acrescentou.

O presidente do TCU também lembrou que o Master, instituição do banqueiro Daniel Vorcaro, "fez operações que foram fraudulentas com milhares e milhares de pessoas através de crédito consignado". "Essas pessoas foram prejudicadas porque muitas delas não vão estar acobertadas pelo Fundo Garantidor de Crédito. É aí que entram os deveres constitucionais do Tribunal de Contas", explicou.

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