Preço dos combustíveis cai em julho, com destaque do etanol
Monitor de Preços da Veloe/Fipe aponta que razão entre etanol e gasolina ficou em 66,7% na média nacional e em 67,2% nas capitais
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Artur Maldaner
Carro sendo abastecido em posto de combustível em Brasília | Marcelo Camargo/Agência Brasil
Cinco dos seis tipos de combustíveis registraram queda de preços em julho, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque foi o etanol hidratado, que ficou, em média, 2,3% mais barato em relação ao mês anterior.
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Também caíram os preços médios do diesel comum (2,1%), do diesel S-10 (1,8%), da gasolina aditivada (0,7%) e da gasolina comum (0,5%). Apenas o gás natural veicular (GNV) ficou mais caro entre junho e julho, com alta de 4,3%.
Com isso, os preços médios nacionais passaram a ser de R$ 6,693 por litro para a gasolina comum, R$ 6,821 para a gasolina aditivada, R$ 4,163 para o etanol hidratado, R$ 4,846 por metro cúbico para o GNV, R$ 6,833 para o diesel comum e R$ 6,981 para o diesel S-10.
“Os resultados refletem uma combinação entre maior oferta doméstica de etanol, transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo para o mercado interno e retirada parcial das medidas extraordinárias de amortecimento dos preços”, apontou a pesquisa.
Apesar da queda registrada em julho, o acumulado do ano ainda mostra alta para quase todos os combustíveis. A exceção é o etanol, que está 7% mais barato em 2026.
A gasolina comum, por exemplo, acumula alta de 6,6% no ano. Também subiram a gasolina aditivada (6,1%), o GNV (4,3%), o diesel comum (11,6%) e o diesel S-10 (13%).
A Veloe e a Fipe alertam, porém, que o mercado segue sensível às oscilações do preço do petróleo, do câmbio e às tensões geopolíticas.
Vale a pena colocar etanol?
Outro destaque do monitor de julho é a relação de custo-benefício entre o etanol hidratado e a gasolina comum. Atualmente, a razão entre os preços dos dois combustíveis está em 66,7% na média nacional e em 67,2% nas capitais.
É o menor patamar do Indicador de Custo-Benefício Flex desde o início da série histórica, em 2017. Em geral, quando essa relação fica abaixo de 70%, o abastecimento com etanol tende a ser mais vantajoso.
Entre as unidades da Federação com os melhores indicadores estão Mato Grosso (56,3%), São Paulo (59,5%), Mato Grosso do Sul (62,2%), Goiás (62,6%), Paraná (63,9%), Distrito Federal (64,5%), Minas Gerais (66,7%) e Bahia (69,3%).
Já a gasolina segue mais vantajosa em parte do país. Entre os estados com maior vantagem relativa para o combustível estão Rio Grande do Norte (77,8%), Maranhão (77,3%), Pará (77,0%), Ceará (76,5%), Sergipe (76,5%) e Rondônia (75,9%).
Preço dos combustíveis cai em julho, com destaque do etanolMonitor de Preços da Veloe/Fipe aponta que razão entre etanol e gasolina ficou em 66,7% na média nacional e em 67,2% nas capitais
Economia2026-07-30T22:30:23.038ZCinco dos seis tipos de combustíveis registraram queda de preços em julho, segundo o Monitor de Preços de Combustíveis da Veloe e da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe). O destaque foi o etanol hidratado, que ficou, em média, 2,3% mais barato em relação ao mês anterior. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! e siga o canal do SBT News. Também caíram os preços médios do diesel comum (2,1%), do diesel S-10 (1,8%), da gasolina aditivada (0,7%) e da gasolina comum (0,5%). Apenas o gás natural veicular (GNV) ficou mais caro entre junho e julho, com alta de 4,3%. Com isso, os preços médios nacionais passaram a ser de R$ 6,693 por litro para a gasolina comum, R$ 6,821 para a gasolina aditivada, R$ 4,163 para o etanol hidratado, R$ 4,846 por metro cúbico para o GNV, R$ 6,833 para o diesel comum e R$ 6,981 para o diesel S-10. “Os resultados refletem uma combinação entre maior oferta doméstica de etanol, transmissão gradual das cotações internacionais do petróleo para o mercado interno e retirada parcial das medidas extraordinárias de amortecimento dos preços”, apontou a pesquisa. Apesar da queda registrada em julho, o acumulado do ano ainda mostra alta para quase todos os combustíveis. A exceção é o etanol, que está 7% mais barato em 2026. A gasolina comum, por exemplo, acumula alta de 6,6% no ano. Também subiram a gasolina aditivada (6,1%), o GNV (4,3%), o diesel comum (11,6%) e o diesel S-10 (13%). A Veloe e a Fipe alertam, porém, que o mercado segue sensível às oscilações do preço do petróleo, do câmbio e às tensões geopolíticas. Vale a pena colocar etanol? Outro destaque do monitor de julho é a relação de custo-benefício entre o etanol hidratado e a gasolina comum. Atualmente, a razão entre os preços dos dois combustíveis está em 66,7% na média nacional e em 67,2% nas capitais. É o menor patamar do Indicador de Custo-Benefício Flex desde o início da série histórica, em 2017. Em geral, quando essa relação fica abaixo de 70%, o abastecimento com etanol tende a ser mais vantajoso. Entre as unidades da Federação com os melhores indicadores estão Mato Grosso (56,3%), São Paulo (59,5%), Mato Grosso do Sul (62,2%), Goiás (62,6%), Paraná (63,9%), Distrito Federal (64,5%), Minas Gerais (66,7%) e Bahia (69,3%). Já a gasolina segue mais vantajosa em parte do país. Entre os estados com maior vantagem relativa para o combustível estão Rio Grande do Norte (77,8%), Maranhão (77,3%), Pará (77,0%), Ceará (76,5%), Sergipe (76,5%) e Rondônia (75,9%). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/preco-dos-combustiveis-cai-em-julho-com-destaque-do-etanol