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Economia

Nada justifica Brasil ter a 2ª maior taxa de juros no mundo, diz Cappelli

Para presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial, decisão do Copom tem propósitos ideológicos “liderada pelo presidente” do BC

Imagem da noticia Nada justifica Brasil ter a 2ª maior taxa de juros no mundo, diz Cappelli
“É dinheiro gerando dinheiro", explica sobre o impacto da manutenção na Indústria | Reprodução YouTube/SBT News
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O presidente da Agência Brasileira de Desenvolvimento Industrial (ABDI), Ricardo Cappelli, questionou em entrevista ao Perspectivas do SBT News, desta quinta-feira (20), a decisão do Banco Central (BC) de quarta-feira (19) que manteve a taxa básica de juros (a Selic) em 10,5%. "O que justifica você ter a segunda maior taxa de juros do mundo? Nada justifica isso aí", disse à jornalista e apresentadora Soane Guerreiro.

Na visão do ex-secretário-executivo do Ministério da Justiça, a decisão da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) tem propósitos ideológicos "liderada pelo presidente" da autarquia. “A gente precisa tirar o dinheiro da especulação, do rentismo e botar o dinheiro na produção para gerar negócios e gerar empregos”, analisou Cappelli, sobre os impactos da decisão.

O presidente da ABDI explica que, em vez de pagar juros altos para banqueiros, “os rentistas”, o empresariado escolhe aplicar seu investimento no mercado financeiro, "sem risco nenhum, sem gerar nenhum emprego”. Deixando de lado a abertura de novas fábricas e novas lojas. "É dinheiro gerando dinheiro. O que a gente precisa no Brasil é dinheiro gerando desenvolvimento. Trabalho gerando dinheiro e não dinheiro gerando dinheiro", ponderou.

“Veja o Brasil, com a decisão do Copom de ontem (19), tem a segunda maior taxa de juros do planeta e não tem nada que justifique isso. Ontem, inclusive, vi uma entrevista do Winston Fritz, que é um dos pais do Plano Real, um economista reconhecido no Brasil, dizendo que não há nada que justifique, que é uma bobagem essa história do Banco Central de que existe desequilíbrio fiscal no Brasil”, narrou Ricardo Cappelli.

Segundo ele, “o Brasil tem R$ 353 bilhões de reservas para proteger o país de qualquer choque externo” e “inflação no centro da meta” – o que justificaria a continuidade dos cortes.

Assista à entrevista completa:

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