Ministro descarta risco de desabastecimento e diz que postos de combustíveis fazem "especulação criminosa"
Mesmo em meio à guerra no Oriente Médio, Alexandre Silveira disse que estoque é suficiente e preços devem ser mantidos

Victoria Abel
O ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, afirmou que não existe risco de desabastecimento de combustíveis no país, mesmo diante da crise no setor energético que se espalha com a Guerra no Oriente Médio. Silveira diz que existe uma "especulação criminosa" por parte de distribuidoras e postos de gasolina no país, e que o governo vai investir em fiscalização.
"Estamos dialogando com as agências reguladoras para que cesse os abusos das refinarias e dos postos que especulam em qualquer movimento internacional de combustível. Não tem possibilidade de ter falta de combustível, o que há é uma criminosa especulação por parte dessas distribuidoras e revendedoras. Por isso, vamos aplicar as multas devidas, vamos fiscalizar, não vamos permitir que isso continue acontecendo", afirmou.
O ministro de Minas e Energia avaliou que o cenário poderia ser mais tranquilo e com a possibilidade de regulagem nos preços, se a BR distribuidora não tivesse sido vendida para a Vibra, empresa privada, durante o governo de Jair Bolsonaro (PL).
"Muito disso ocorre porque o Paulo Guedes (ex-ministro da Economia) deu a BR distribuidora para a Vibra. O governo anterior era entreguista. Há uma vontade nossa de voltar ao setor de distribuição. Mas, para tranquilizar o consumidor, o governo está atento, acompanhando os preços internacionais, mas não tem risco de desabastecimento e há toda condição de se manter o preço dos combustíveis", disse.
O Brasil importa até 29% do Diesel consumido e cerca de 15% da gasolina destinada aos consumidores, mas o ministro destaca que o país é produtor e exportador de Petróleo.








