Economia

Impacto da guerra no Irã no preço dos combustíveis é pequeno por enquanto, diz MME

Ministério minimiza a participação dos países do Golfo Pérsico nas importações brasileiras, mas segue monitorando preços globais

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Refinaria da Petrobras | Reprodução/Petrobras

O Ministério de Minas e Energia afirmou em nota nesta terça-feira (10) que intensificou o monitoramento nos preços dos combustíveis apesar do impacto considerado pequeno que a guerra no Irã provoca na cadeia brasileira até o momento. Segundo a pasta, os países do Golfo Pérsico têm baixa influência nas importações de derivados do petróleo.

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Mesmo assim, o MME considera importante a análise constante dos fluxos logísticos nacionais e internacionais de petróleo, gás natural e combustíveis. Isso porque uma eventual escalada do conflito no Oriente Médio pode elevar a pressão sobre os preços.

O ministério mantém atualmente uma Sala de Monitoramento do Abastecimento para acompanhar os desdobramentos da guerra entre Irã e a aliança Estados Unidos-Israel.

“O objetivo é identificar rapidamente eventuais riscos ao abastecimento e coordenar as medidas necessárias para preservar a segurança energética e a normalidade do fornecimento de combustíveis no país”, diz o comunicado.

Na nota, o ministério também anunciou uma ação ampliada entre a Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e agentes do mercado de combustíveis no país. Por ora, o governo apura a variação dos preços registrada em algumas regiões mesmo sem aumento nos valores cobrados às distribuidoras pela Petrobras.

Nesta terça-feira, o preço do petróleo caiu cerca de 11% depois de o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, voltar a afirmar que a guerra contra o Irã terá curta duração. A avaliação da Casa Branca é que o conflito se encerrará antes da previsão inicial de quatro a cinco semanas.

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