Economia

Mês do Consumidor: eletroeletrônicos e itens de beleza lideram buscas no comércio online

Marketplaces concentram preferência, mas frete e preço alto aumentam abandono de carrinho

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Vendas online aceleram no Mês do Consumidor | Pexels

O mês do consumidor, celebrado em março, deve impulsionar as vendas no e-commerce brasileiro. É o que aponta uma pesquisa das plataformas Tray e Bling, que destacou os segmentos de eletroeletrônicos, moda e beleza como os mais buscados no período.

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As empresas explicam que o mês do consumidor funciona como a primeira grande janela de tração do varejo, após o período mais calmo nos meses de janeiro e fevereiro, e nos quais o orçamento das famílias fica comprometido com gastos com impostos como IPVA, IPTU e o retorno escolar.

Em março de 2025, por exemplo, as vendas do período cresceram 14% e chegaram a R$ 6,208 bilhões, somando operações em lojas próprias e marketplaces. Para Thiago Mazeto, diretor da Tray, as ações de conversão ganham força quando atacam o que mais pesa para o consumidor na comparação.

“Kits de produtos, cashback e benefícios que melhorem custo total da compra o ajudam a decidir comprar. E quando a jornada é fluida, esse consumidor tende a voltar a comprar com o lojista”, explica.

Marketplaces lideram por confiança e variedade; mas abandono segue alto

Segundo o estudo CX Trends 2026, os marketplaces lideram como o canal de compra mais utilizado, com 76% dos consumidores preferindo o canal. Na sequência estão lojas onlines (73%) e lojas físicas (69%), reforçando um consumidor que transita entre canais e escolhe o que resolve com menos esforço.

“Vimos no estudo que os marketplaces são os preferidos dos consumidores por transmitirem variedade e confiança. Outro dado interessante é que 88% o consideram um meio seguro para compras, reflexo de um consumidor cada vez mais híbrido e exigente”, afirma Paola Dias, diretora de Negócios da Octadesk.

Por outro lado, o abandono de carrinho ainda continua alto e 67% já desistiram de uma compra uma ou mais vezes no último ano por problemas nos canais digitais. Entre os principais motivos estão frete muito alto (65%), empresa não é confiável/é golpe (56%) e preços elevados (56%).

“Esse volume de abandono mostra que o problema não é só oferta, é experiência. Quando o consumidor percebe que o frete pesa demais, desconfia da loja ou compara e conclui que o preço não vale, ele simplesmente não termina a compra. A concretização da venda online depende de transparência no custo total, sinais claros de confiança e uma jornada de checkout rápida, sem surpresas”, explica.

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