Liquidação do banco Pleno foi por caixa e não por fraude
Ao contrário de Master e Reag, banco não tinha condições de pagar vencimentos de curto prazo


Raquel Landim
Ao contrário do Banco Master e da corretora Reag, o banco Pleno foi liquidado por problemas de caixa e não por fraudes.
Segundo apurou a coluna, o Banco Central não detectou operações ilegais na auditoria realizada no banco Pleno, que fez parte do banco Master e foi vendido em maio de 2024 a Augusto Lima, ex-sócio de Daniel Vorcaro.
Um técnico do BC informou que “acabou o dinheiro do banco para operar” a despeito dos aportes feitos pelo controlador.
Segundo as informações disponíveis, o banco Pleno tinha patrimônio líquido de R$ 672,6 milhões, lucro líquido de R$ 169,3 milhões, mas um passivo de R$ 6,68 bilhões.
Ligado ao PT da Bahia e casado com uma ex-ministra do governo Bolsonaro, Lima foi preso junto com Vorcaro pelas fraudes no banco Master na Operação Compliance Zero no final de 2025 e está solto sob o uso de tornozeleira eletrônica.
Pesa contra ele a suspeita de ter ajudado Vorcaro na criação das carteiras de crédito falsas vendidas ao BRB. A defesa de Lima nega e diz que ele já havia se desligado do Master.








