Líder dos caminhoneiros diz que greve nacional pode começar na quinta-feira (19)
Entidades da categoria reagem ao aumento do diesel e articulam movimento similar ao de 2018


Eduardo Gayer
Caminhoneiros articulam uma greve nacional que pode ser deflagrada a partir de quinta-feira (19), a depender da evolução das tratativas. A informação é do presidente da Associação Brasileira dos Condutores de Veículos Automotores (Abrava), Wallace Landim, conhecido como Chorão.
O líder da categoria atribui o movimento ao reajuste do diesel anunciado pela Petrobras na última sexta-feira (13) — menos de 24 horas após o governo federal lançar um pacote para frear a alta do combustível.
De acordo com Chorão, 95% das entidades da categoria têm o mesmo posicionamento e as negociações estão em fase final. "Já estamos bem avançados. Não é um movimento político, a favor de governo A ou B. A decisão é de sobrevivência. O caminhoneiro hoje trabalha de graça, o dinheiro não está pagando nem o custo operacional”, afirmou à coluna.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) zerou o PIS e Cofins sobre o diesel e criou um programa de subvenção ao produto para evitar o repasse total do salto do petróleo no mercado internacional, cuja cotação é impactada pela guerra na Ucrânia.
O socorro foi anunciado para tentar aplacar a insatisfação dos caminhoneiros, que em 2018 paralisaram durante dez dias. Houve desabastecimento de combustíveis e alimentos em diferentes pontos do País.
Chorão afirma que o pacote do governo é insuficiente e confirma que o movimento desta semana pode ser similar ao de 2018. “A gente tem demandas para proteger a categoria, como a planilha de custo mínimo e a isenção do caminhão vazio. É o mesmo peso, a mesma dor [da greve de] 2018. É o mesmo filme. Já faz oito anos”, declarou.








