Economia

IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,89% em abril, com alta nos preços de alimentos e bebidas

Índice acumula variação positiva de 2,39% em 2026; acumulado dos últimos 12 meses chega a 4,37%

Imagem da noticia IPCA-15: prévia da inflação sobe 0,89% em abril, com alta nos preços de alimentos e bebidas
Supermercado | Divulgação/Tânia Rêgo/Agência Brasil
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O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo-15 (IPCA-15), considerado a prévia da inflação oficial, subiu 0,89% em abril, sobre alta de 0,44 por cento no mês anterior, informou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). Pesquisa da Reuters com economistas estimava alta de 1,00 por cento para o período.

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Em 2026, o índice tem alta de 2,39% e, nos últimos 12 meses, o acumulado atinge 4,37%, acima dos 3,9% observados nos 12 meses imediatamente anteriores. Em abril de 2025, a taxa marcou 0,43%. A meta contínua para a inflação é de 3,0%, com margem de tolerância de 1,5 ponto percentual para mais ou menos.

Prévia da inflação em abril de 2026 e comparativo com outros índices | Reprodução/IBGE
Prévia da inflação em abril de 2026 e comparativo com outros índices | Reprodução/IBGE

O que subiu e o que caiu de preço

O grupo Alimentação e bebidas se destacou com maior variação (1,46%) e maior impacto (0,31 ponto) entre os nove grupos pesquisados pelo IBGE, seguido de Transportes (1,34% e 0,27 ponto).

Juntos, os dois grupos respondem por 65% do IPCA-15 de abril. O bloco de Saúde e cuidados pessoais (0,93% e 0,13 ponto) vem em terceiro.

No grupo com maior impacto na inflação, a alimentação no domicílio subiu de 1,10% em março para 1,77% em abril. Cenoura (25,43%), cebola (16,54%), leite longa vida (16,33%), tomate (13,76%) e carnes (1,14%) foram itens com as altas mais significativas. Maçã (-4,76%) e café moído (-1,58%) lideraram as quedas.

Variação de preços e impacto nos grupos pesquisados | Reprodução/IBGE
Variação de preços e impacto nos grupos pesquisados | Reprodução/IBGE

A alimentação fora do domicílio também ficou mais cara em abril (0,7%) em relação a março (0,35%), refletindo aumentos do lanche (0,87%) e da refeição (0,65%). No mês passado, haviam somado 0,5% e 0,31%, respectivamente.

Em Transportes, preços de combustíveis subiram 6,06% em abril, após recuo de 0,03% em março. A gasolina aumentou 6,23% depois de cair 0,08% no mês passado.

Diante da guerra entre Estados Unidos, Israel e Irã, o governo do presidente Lula (PT) anunciou na semana passada que propôs ao Congresso Nacional um projeto de lei complementar que permitirá transformar ganhos extraordinários de arrecadação provenientes da alta do preço do petróleo em cortes de tributos sobre combustíveis.

A mais recente pesquisa Focus realizada pelo Banco Central (BC) mostra que a projeção para o IPCA este ano é de alta de 4,86% em 2026 e de 4,00% em 2027. A expectativa é de que a Selic termine 2026 a 13,0%.

O BC decide sobre a política monetária nesta quarta (29), com a guerra no Oriente Médio pairando sobre o cenário. Ao cortar a taxa básica de juros em 0,25 ponto percentual em março, a 14,75%, o BC defendeu cautela diante do aumento da incerteza com o conflito.

O IPCA-15 estima a variação de preços coletados entre meados do mês anterior até meados do mês de referência na comparação com o período imediatamente antecedente.

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