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Quem foi Luciana Novaes, vereadora do Rio que morreu nesta segunda (27)

Primeira parlamentar tetraplégica da cidade, teve atuação voltada à inclusão e à defesa de pessoas com deficiência

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A vereadora do Rio de Janeiro Luciana Novaes (PT) morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos | Reprodução redes sociais

A vereadora do Rio de Janeiro Luciana Novaes (PT) morreu nesta segunda-feira (27), aos 42 anos. Ela estava internada e teve o protocolo de morte cerebral acionado. Primeira parlamentar tetraplégica da cidade, construiu uma trajetória política voltada à defesa de pessoas com deficiência e de grupos em situação de vulnerabilidade. Em homenagem, a Prefeitura do Rio decretou luto oficial de três dias.

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Luciana teve a vida transformada em 2003, quando foi atingida por uma bala perdida dentro da universidade onde cursava enfermagem, no Rio Comprido. O episódio a deixou tetraplégica e dependente de ventilação mecânica. Mesmo diante de um diagnóstico com baixa chance de sobrevivência, seguiu os estudos, formou-se em Serviço Social e fez pós-graduação em Gestão Governamental.

Entrou para a política em 2016, quando foi eleita vereadora do Rio. No primeiro mandato, acumulou mais de 150 fiscalizações e projetos aprovados. Em 2020, não conseguiu fazer campanha nas ruas por integrar o grupo de risco durante a pandemia, mas recebeu cerca de 16 mil votos e ficou como primeira suplente.

Dois anos depois, disputou uma vaga como deputada federal e obteve mais de 31 mil votos, o que a deixou com a segunda suplência e como a segunda mulher mais votada do PT no estado. Em 2023, retornou à Câmara Municipal como vereadora.

Ao longo da atuação, participou da elaboração de quase 200 leis voltadas à inclusão e pensados para pessoas com deficiência, idosos e população em situação de vulnerabilidade.

Entidades e amigos se solidarizam

A morte da vereadora gerou manifestações de autoridades e lideranças políticas. A Câmara Municipal do Rio de Janeiro divulgou nota de pesar e falou sobre a trajetória de Luciana no serviço público: “Luciana foi mais do que uma parlamentar atuante. Foi símbolo de perseverança e superação. Mesmo diante de uma das maiores adversidades que alguém pode enfrentar, encontrou forças para reconstruir sua vida e se dedicar ao serviço público com dignidade, sensibilidade e compromisso com quem mais precisa”, diz o texto.

O prefeito do Rio, Eduardo Cavaliere (PSD), afirmou que a vereadora teve atuação voltada à construção de uma cidade mais inclusiva. “Sua atuação, marcada pela coragem, especialmente na defesa dos direitos das pessoas com deficiência, deixa um legado concreto para o Rio de Janeiro”, disse.

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O ex-presidente da Embratur, Marcelo Freixo (PT-RJ), também comentou a morte da parlamentar. “Luciana transformou a dor da violência que sofreu em luta incansável pelos direitos das pessoas com deficiência e de todos os cariocas”, afirmou.

A deputada federal Talíria Petrone (PSOL-RJ) destacou a trajetória da vereadora e a atuação voltada à inclusão. Já a deputada Benedita da Silva (PT-RJ) disse que a morte representa uma perda para a política e para a população do estado.

Tiago Santana, que é secretário de Políticas de Ações Afirmativas, Combate e Superação do Racismo do Ministério da Igualdade Racial, afirmou que Luciana deixa um legado ligado à defesa de causas sociais e à promoção da igualdade.

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