Inflação sobe 0,58% em maio puxada por alimentos, diz IBGE
Índice desacelerou em relação a abril, mas acumulado em 12 meses avançou para 4,72%, acima do teto da meta estipulado pelo Banco Central
André Barbeiro
O Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,58% em maio, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (12).
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O resultado ficou 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% observada em abril, mas elevou o acumulado dos últimos 12 meses para 4,72%, acima dos 4,39% registrados no período imediatamente anterior. No ano, a inflação soma 3,20%.
O novo resultado ultrapassou o teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central. Isso não acontecia desde outubro do ano passado.
O principal responsável pelo resultado foram alimentação e bebidas, que avançaram 1,33% e responderam sozinhas por 0,29 p.p. do índice geral, equivalente à metade da inflação registrada no mês. A alimentação no domicílio teve alta de 1,65%, impulsionada principalmente pelos aumentos da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%) e das carnes (1,39%). Em contrapartida, café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%) registraram queda nos preços.
Outro destaque foi a habitação, que apresentou variação de 1,22% e impacto de 0,18 p.p. no IPCA. A energia elétrica residencial subiu 3,67%, tornando-se o item de maior impacto individual no índice do mês. O avanço reflete reajustes tarifários aplicados em diversas capitais e a vigência da bandeira amarela, que acrescentou R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz.
Já saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,90%, influenciado principalmente pelo aumento de 1,95% nos artigos de higiene pessoal, com destaque para os perfumes, que ficaram 4,42% mais caros. Os planos de saúde também contribuíram para o resultado, com variação de 0,50%.
Na direção oposta, o transporte foi o único grupo a apresentar deflação, com queda de 0,46%. O recuo foi provocado principalmente pela redução de 1,95% nos combustíveis, especialmente do etanol (-6,20%), do óleo diesel (-2,34%) e da gasolina (-1,46%), que teve o maior impacto negativo individual sobre o índice. Apesar disso, as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com alta de 3,20%, após forte queda registrada no mês anterior.
O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O indicador ficou em 0,65% em maio, abaixo dos 0,81% registrados em abril. No acumulado do ano, o índice alcança 3,36%, enquanto a taxa em 12 meses chegou a 4,42%. Assim como no IPCA, os alimentos permaneceram entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida da população.
Inflação sobe 0,58% em maio puxada por alimentos, diz IBGEÍndice desacelerou em relação a abril, mas acumulado em 12 meses avançou para 4,72%, acima do teto da meta estipulado pelo Banco CentralEconomia2026-06-12T12:33:11.700ZO Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), considerado a inflação oficial do país, registrou alta de 0,58% em maio, segundo dados divulgados pelo IBGE nesta sexta-feira (12). O resultado ficou 0,09 ponto percentual (p.p.) abaixo da taxa de 0,67% observada em abril, mas elevou o acumulado dos últimos 12 meses para 4,72%, acima dos 4,39% registrados no período imediatamente anterior. No ano, a inflação soma 3,20%. O novo resultado ultrapassou o teto de 4,5% da meta de inflação do Banco Central. Isso não acontecia desde outubro do ano passado. Entenda em detalhes O principal responsável pelo resultado foram alimentação e bebidas, que avançaram 1,33% e responderam sozinhas por 0,29 p.p. do índice geral, equivalente à metade da inflação registrada no mês. A alimentação no domicílio teve alta de 1,65%, impulsionada principalmente pelos aumentos da batata-inglesa (44,69%), do tomate (20,62%), da cebola (16,80%) e das carnes (1,39%). Em contrapartida, café moído (-2,38%) e frutas (-0,70%) registraram queda nos preços. Outro destaque foi a habitação, que apresentou variação de 1,22% e impacto de 0,18 p.p. no IPCA. A energia elétrica residencial subiu 3,67%, tornando-se o item de maior impacto individual no índice do mês. O avanço reflete reajustes tarifários aplicados em diversas capitais e a vigência da bandeira amarela, que acrescentou R$ 1,88 a cada 100 kWh consumidos nas contas de luz. Já saúde e cuidados pessoais registrou alta de 0,90%, influenciado principalmente pelo aumento de 1,95% nos artigos de higiene pessoal, com destaque para os perfumes, que ficaram 4,42% mais caros. Os planos de saúde também contribuíram para o resultado, com variação de 0,50%. Na direção oposta, o transporte foi o único grupo a apresentar deflação, com queda de 0,46%. O recuo foi provocado principalmente pela redução de 1,95% nos combustíveis, especialmente do etanol (-6,20%), do óleo diesel (-2,34%) e da gasolina (-1,46%), que teve o maior impacto negativo individual sobre o índice. Apesar disso, as passagens aéreas voltaram a subir em maio, com alta de 3,20%, após forte queda registrada no mês anterior. O IBGE também divulgou o Índice Nacional de Preços ao Consumidor (INPC), que mede a inflação para famílias com renda de até cinco salários mínimos. O indicador ficou em 0,65% em maio, abaixo dos 0,81% registrados em abril. No acumulado do ano, o índice alcança 3,36%, enquanto a taxa em 12 meses chegou a 4,42%. Assim como no IPCA, os alimentos permaneceram entre os principais fatores de pressão sobre o custo de vida da população. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/inflacao-sobe-0-58-em-maio-puxada-por-alimentos-diz-ibge
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