Paraná Pesquisas: mudança proposta pelo TSE é perigosa
Representante das maiores empresas de pesquisas do país avaliam a eleição presidencial como difícil de prever
Isabelle Saleme
Ministro Kassio Nunes Marques, presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) | Divulgação/Antonio Augusto/STF
Presidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo classificou como perigosa a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de modificar a forma como são feitas as sondagens eleitorais.
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“É uma coisa perigosa mas ao mesmo tempo é uma decisão da Justiça. Se ele implementar tem que cumprir não tem muito o que fazer”, disse após um encontro promovido pelo grupo Lide que contou com a participação de representantes dos maiores institutos de pesquisa brasileiros.
O novo modelo para os levantamentos está sendo preparado a pedido do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Nele, os institutos teriam que detalhar o local das entrevistas e o perfil do eleitor entrevistado, a fim de ampliar a transparência.
Ainda segundo Hidalgo, a mudança não deve acontecer agora, no meio do processo eleitoral.
“Acredito que pra essa eleição vai ser muito difícil qualquer coisa vingar, certo? Inclusive nós já estamos no meio do jogo, né?”, lembrou.
Durante o evento, em São Paulo, os representantes dos principais institutos de pesquisa do país fizeram uma análise do cenário eleitoral e afirmam que é difícil prever o resultado da disputa presidencial desse ano.
Institutos de pesquisa apontam para uma eleição 'apertada'
Apesar de modelos clássicos de pesquisa apontarem para vantagem do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os pesquisadores afirmam que será uma eleição apertada, sem grande vantagem para nenhum dos lados, em que os eleitores indecisos que vão, mais uma vez, decidir o pleito.
Na avaliação de líderes dos principais institutos de pesquisa do país, a votação de 2026 tende a ser marcada pela polarização, pelos altos índices de rejeição e pela disputa pelos eleitores ainda não alinhados.
“É uma eleição muito difícil de cravar: os fundamentos favorecem o presidente. A agenda de preocupação favorece a oposição”, afirmou Felipe Nunes, da Quaest, que participou por vídeo.
Segundo eles, fatos políticos, econômicos e sociais ainda podem alterar o cenário até outubro. Hoje, as principais questões apontadas pelos eleitores que pesam na decisão do voto são segurança pública e corrupção.
“Se o maior problema do país continuar sendo a corrupção, é difícil fazer uma campanha de que a oposição entrou na luta anticorrupção tendo um grande desgaste ou grandes elementos negativos afetando a figura do candidato que teria que fazer esse tipo de de defesa”, analisou Andrei Roman, CEO da AtlasIntel.
Paraná Pesquisas: mudança proposta pelo TSE é perigosaRepresentante das maiores empresas de pesquisas do país avaliam a eleição presidencial como difícil de preverPolítica2026-07-27T19:10:37.454ZPresidente da Paraná Pesquisas, Murilo Hidalgo classificou como perigosa a decisão do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) de modificar a forma como são feitas as sondagens eleitorais. “É uma coisa perigosa mas ao mesmo tempo é uma decisão da Justiça. Se ele implementar tem que cumprir não tem muito o que fazer”, disse após um encontro promovido pelo grupo Lide que contou com a participação de representantes dos maiores institutos de pesquisa brasileiros. O novo modelo para os levantamentos está sendo preparado a pedido do presidente do TSE, ministro Kassio Nunes Marques. Nele, os institutos teriam que detalhar o local das entrevistas e o perfil do eleitor entrevistado, a fim de ampliar a transparência. Ainda segundo Hidalgo, a mudança não deve acontecer agora, no meio do processo eleitoral. “Acredito que pra essa eleição vai ser muito difícil qualquer coisa vingar, certo? Inclusive nós já estamos no meio do jogo, né?”, lembrou. Durante o evento, em São Paulo, os representantes dos principais institutos de pesquisa do país fizeram uma análise do cenário eleitoral e afirmam que é difícil prever o resultado da disputa presidencial desse ano. Institutos de pesquisa apontam para uma eleição 'apertada' Apesar de modelos clássicos de pesquisa apontarem para vantagem do atual presidente, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), os pesquisadores afirmam que será uma eleição apertada, sem grande vantagem para nenhum dos lados, em que os eleitores indecisos que vão, mais uma vez, decidir o pleito. Na avaliação de líderes dos principais institutos de pesquisa do país, a votação de 2026 tende a ser marcada pela polarização, pelos altos índices de rejeição e pela disputa pelos eleitores ainda não alinhados. “É uma eleição muito difícil de cravar: os fundamentos favorecem o presidente. A agenda de preocupação favorece a oposição”, afirmou Felipe Nunes, da Quaest, que participou por vídeo. Segundo eles, fatos políticos, econômicos e sociais ainda podem alterar o cenário até outubro. Hoje, as principais questões apontadas pelos eleitores que pesam na decisão do voto são segurança pública e corrupção. “Se o maior problema do país continuar sendo a corrupção, é difícil fazer uma campanha de que a oposição entrou na luta anticorrupção tendo um grande desgaste ou grandes elementos negativos afetando a figura do candidato que teria que fazer esse tipo de de defesa”, analisou Andrei Roman, CEO da AtlasIntel.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/politica/parana-pesquisas-mudanca-proposta-pelo-tse-e-perigosa
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