Nos últimos 12 meses, Pesquisa Industrial Mensal (PIM) acumula crescimento de 1,5%
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SBT News
05/06/2024, 16:27 • Atualizado em 05/06/2024, 16:27
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Na comparação de abril com março de 2024, apesar da queda de 0,5%, a produção industrial apresentou predominância de resultados positivos | Reprodução
A produção industrial brasileira recuou 0,5% na passagem de março para abril, segundo Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada, nesta quarta (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado negativo interrompe a trajetória de crescimento: nos últimos 12 meses, a expansão acumulada é de 1,5%.
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Este resultado está 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com abril de 2023, houve avanço de 8,4%.
Três das quatro categorias econômicas observadas e 18 dos de 25 ramos industriais mostraram alta na produção; somente “Bens intermediários”, aqueles produzidos para outros ramos industriais, demonstraram queda (-1,2%).
Reprodução IBGE
Por outro lado, os segmentos de bens de consumo duráveis (5,6%) e de bens de capital (3,5%) tiveram os maiores aumentos em abril, recuperando as quedas de março. O setor de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) também cresceu em abril, marcando o terceiro mês seguido de crescimento, com um ganho acumulado de 1,7%.
Atividades em expansão
Entre as atividades que apontaram expansão na produção, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,2%) exerceu o principal impacto em abril de 2024, após recuar 4,6% no mês anterior quando interrompeu três meses consecutivos de taxas positivas, período em que acumulou ganho de 14,6%.
Números negativos
A maior influência negativa foi das indústrias extrativas, que caíram 3,4% em abril, após subirem 0,4% em março, interrompendo dois meses de queda com perda acumulada de 8,2%. Outros setores que contribuíram negativamente foram produtos alimentícios (-0,6%), derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%), e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-2,6%).
“Há alguns com pesos importantes, como o setor extrativo, que recuou 3,4% nesse mês, devido à queda na produção tanto do minério de ferro como do petróleo; além do setor de alimentos, que também teve queda de 0,6% em abril. Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial. Isso sem falar de outras atividades importantes e que assinalaram taxas negativas nesse mês, como, por exemplo, derivados de petróleo e biocombustíveis e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. Mesmo com poucas atividades mostrando recuo na produção, essas por conta de seus pesos, pressionam o total da indústria para o sinal negativo”, explica André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal.
Acumulado no ano
No acumulado de janeiro a abril de 2024, comparado ao mesmo período do ano anterior, o setor industrial cresceu 3,5%. Houve resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, em 20 dos 25 ramos, em 52 dos 80 grupos e em 57,3% dos 789 produtos pesquisados.
Os principais destaques foram produtos alimentícios (6,3%), coque e derivados do petróleo e biocombustíveis (5,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (8,0%), e indústrias extrativas (3,0%).
Indústria recua 0,5% em abril, diz IBGENos últimos 12 meses, Pesquisa Industrial Mensal (PIM) acumula crescimento de 1,5%Economia2024-06-05T16:27:26.286ZA produção industrial brasileira recuou 0,5% na passagem de março para abril, segundo Pesquisa Industrial Mensal (PIM) divulgada, nesta quarta (5), pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). O dado negativo interrompe a trajetória de crescimento: nos últimos 12 meses, a expansão acumulada é de 1,5%. Este resultado está 0,1% abaixo do patamar pré-pandemia (fevereiro de 2020) e 16,8% abaixo do nível recorde alcançado em maio de 2011. Na comparação com abril de 2023, houve avanço de 8,4%. Três das quatro categorias econômicas observadas e 18 dos de 25 ramos industriais mostraram alta na produção; somente “Bens intermediários”, aqueles produzidos para outros ramos industriais, demonstraram queda (-1,2%). Por outro lado, os segmentos de bens de consumo duráveis (5,6%) e de bens de capital (3,5%) tiveram os maiores aumentos em abril, recuperando as quedas de março. O setor de bens de consumo semi e não duráveis (0,1%) também cresceu em abril, marcando o terceiro mês seguido de crescimento, com um ganho acumulado de 1,7%.
Atividades em expansão Entre as atividades que apontaram expansão na produção, a de veículos automotores, reboques e carrocerias (13,2%) exerceu o principal impacto em abril de 2024, após recuar 4,6% no mês anterior quando interrompeu três meses consecutivos de taxas positivas, período em que acumulou ganho de 14,6%.
Números negativos A maior influência negativa foi das indústrias extrativas, que caíram 3,4% em abril, após subirem 0,4% em março, interrompendo dois meses de queda com perda acumulada de 8,2%. Outros setores que contribuíram negativamente foram produtos alimentícios (-0,6%), derivados do petróleo e biocombustíveis (-0,6%), e equipamentos de informática, eletrônicos e ópticos (-2,6%). “Há alguns com pesos importantes, como o setor extrativo, que recuou 3,4% nesse mês, devido à queda na produção tanto do minério de ferro como do petróleo; além do setor de alimentos, que também teve queda de 0,6% em abril. Esses dois setores representam cerca de 30% da estrutura industrial. Isso sem falar de outras atividades importantes e que assinalaram taxas negativas nesse mês, como, por exemplo, derivados de petróleo e biocombustíveis e equipamentos de informática, produtos eletrônicos e ópticos. Mesmo com poucas atividades mostrando recuo na produção, essas por conta de seus pesos, pressionam o total da indústria para o sinal negativo”, explica André Macedo, gerente da Pesquisa Industrial Mensal.
Acumulado no ano No acumulado de janeiro a abril de 2024, comparado ao mesmo período do ano anterior, o setor industrial cresceu 3,5%. Houve resultados positivos nas quatro grandes categorias econômicas, em 20 dos 25 ramos, em 52 dos 80 grupos e em 57,3% dos 789 produtos pesquisados. Os principais destaques foram produtos alimentícios (6,3%), coque e derivados do petróleo e biocombustíveis (5,0%), veículos automotores, reboques e carrocerias (8,0%), e indústrias extrativas (3,0%). São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/industria-recua-0-5-em-abril-mas-mantem-acumulado-positivo-para-os-ultimos-12-meses
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