Economia

Governo precisa aprovar revisão de benefícios fiscais ainda este ano para garantir meta de 2026

Em meio à crise com o Congresso e à aprovação de novas pautas-bomba, Fazenda aposta no diálogo

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Gabriela Tunes
26/11/2025, 16:59 • Atualizado em 26/11/2025, 16:59
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Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda | Washington Costa/MF

Dario Durigan, secretário-executivo do Ministério da Fazenda | Washington Costa/MF

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O governo federal corre contra o relógio para aprovar, ainda este ano, o projeto que revisa benefícios fiscais. O projeto é a peça-chave para garantir cerca de R$ 20 bilhões em receitas e viabilizar a meta fiscal de 2026, que exige um reforço total de R$ 30 bilhões.

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A disputa acontece em meio a um ambiente político cada vez mais turbulento. Ontem, o Senado aprovou a pauta-bomba que concede aposentadoria integral a agentes de saúde, medida criticada pela equipe econômica pelo impacto estimado de R$ 14 bilhões.

Diante da pressão, o secretário-executivo da Fazenda, Dario Durigan, tenta esfriar o clima ao repetir que a solução terá de vir “no diálogo” e que o governo não hesitará em proteger as contas públicas no Judiciário, se necessário.

“Questão política deve ser resolvida no diálogo. Ontem estive no congresso discutindo vetos. Hoje terá reunião com lideranças da oposição”, disse.

Durigan defende que, apesar do bom momento econômico, com inflação abaixo da meta e investimentos em ritmo superior ao da década de 2000, “o trabalho não está feito”. Segundo ele, a revisão dos benefícios é prioridade absoluta: precisa ser aprovada ainda em 2025 para gerar efeitos concretos no próximo ano.

Enquanto isso, Planalto e Fazenda tentam segurar a onda das últimas votações e evitar que novas pautas-bomba coloquem em risco o esforço fiscal construído ao longo do ano.

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