Governo e bancos estudam consolidação de dívidas com descontos por faixas de renda em novo programa
Desenho inicial debatido reuniria todas os débitos de um CPF em uma nova linha de crédito para quitação


Victoria Abel
O novo programa de renegociação de dívidas, em estudo pelo Ministério da Fazenda e representantes dos maiores bancos do país, já teve os primeiros traços desenhados. A ideia debatida inclui a consolidação de todas as dívidas atribuídas a um CPF em uma nova linha de crédito para quitação, com descontos por faixas de renda, e a garantia do Fundo Garantidor de Operações, para baratear os juros.
As conversas entre governo Lula e instituições de pagamento começaram na segunda-feira (30), quando o conceito inicial do novo programa já foi discutido. Estiveram reunidos representantes da Federação Brasileira de Bancos (Febraban), Associação Brasileira de Bancos (ABBC), Associação Brasileira das Empresas de Cartões de Crédito e Serviços (Abecs), Associação das Fintechs (Zetta) e Associação Nacional das Instituições de Crédito, Financiamento e Investimento (Acrefi).
A partir da reunião de todas as dívidas de uma pessoa poderia ser oferecida uma nova solução de pagamento, com taxas mais baixas. Uma parcela única por mês tende a aliviar o bolso daqueles que ficam mais apertados entre o pagamento de contas e crediários. A base de dados do governo, que traz os beneficiários do Cadúnico, por exemplo, também deve facilitar a oferta de descontos para os pobres.
Aliados do presidente Lula afirmam que ele quer minimizar o problema do endividamento populacional o mais rápido possível, diante do impacto eleitoral que a medida poderá trazer. A tese é de que com as contas mais organizadas, o brasileiro passaria a ter uma melhor percepção dos números positivos da economia, além da elevação do poder de compra.









