Monotrilho da Linha 17-Ouro de SP começa a operar
Após 12 anos de atraso e R$ 6 bilhões em investimentos, nova linha tem 7 estações e liga metrô da capital paulista ao Aeroporto de Congonhas

Simone Queiroz
Começou a rodar, na tarde desta terça-feira (31), o monotrilho da Linha 17-Ouro de São Paulo, que liga o metrô ao Aeroporto de Congonhas. Foram R$6 bilhões de investimentos e um atraso de 12 anos.
Não foi uma inauguração qualquer. Para uma cidade que tem ruas e avenidas paradas todos os dias, uma nova linha de metrô é sempre um acontecimento. E essa, mais ainda. A Linha 17-Ouro, por enquanto, tem sete estações, ligação com outra linha do metrô e uma de trem. Vai do Morumbi ao Aeroporto de Congonhas.
O governador Tarcísio de Freitas disse que a inauguração encerra um ciclo de vergonha e atraso.
“Essa obra ficou parada muitos anos, por causa da falta de competência, de planejamento, da corrupção, e virou um símbolo da ineficiência, mais uma obra parada. Essa sempre vinha à tona, sempre era colocada como um elefante branco”, afirmou.
A linha funciona na superfície. Os vagões têm uma configuração bem diferente da que estamos acostumados no metrô paulistano. São menores, têm menos assentos. São cinco vagões, com capacidade para cerca de 600 passageiros. O trem é todo automatizado e sem condutor.
Esta linha é o símbolo da paciência do paulistano. Ela foi prometida para 2014. Deveria ter melhorado a mobilidade de torcedores na Copa, naquele ano.
Agora, 12 anos depois, 6,7 quilômetros inaugurados, o governo paulista anunciou estudos para expansão do trajeto. A próxima fase levará o metrô a uma das maiores favelas do Brasil, a de Paraisópolis.
As obras da Linha Ouro começaram em 2012, mas várias razões explicam a demora na entrega.
“O mais importante foi a falência da empresa que é fabricante dos trens. O sistema monotrilho, diferente de outros sistemas, é todinho customizado. A via permanente, as plataformas, toda a estrutura é daquele tipo de trem. Então, quando aquela empresa da Malásia entrou em falência, precisou desenvolver todo um trabalho de reengenharia, de uma empresa que pudesse adaptar um produto às necessidades daquela estrutura de via e plataforma”, avalia Jean Pejo, diretor do Departamento de Desenvolvimento de Infraestrutura e Logística do Instituto de Engenharia.
Com a inauguração desta terça-feira, a maior cidade da América do Sul passa a ter 110,9 quilômetros de trilhos de metrô.









