FMI eleva projeção de crescimento do PIB para 2,4% em 2026
Fundo Monetário Internacional revisa estimativa para a economia brasileira em 2026, mantém cenário global e aponta resiliência do país
André Barbeiro
08/07/2026, 14:08 • Atualizado em 08/07/2026, 14:36
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Marcello Casal Jr/Agência Brasil
O Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (8),a expectativa de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) passou para 2,4% em 2026, alta de 0,5 ponto percentual em relação ao relatório de abril, e para 2,2% em 2027, avanço de 0,2 p.p.
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Segundo o relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Mundial), o Brasil deverá manter um crescimento "resiliente" em 2026, embora a atividade econômica desacelere levemente no ano seguinte. O FMI atribui parte da revisão positiva ao fato de que exportadores de petróleo fora da zona de conflito no Oriente Médio, como o Brasil, têm sido beneficiados pela melhora dos termos de troca diante da alta dos preços da commodity.
Focus
A nova estimativa do Fundo está acima da estimativa do mercado financeiro. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (6), a mediana das projeções aponta expansão de 1,99% do PIB em 2026 e de 1,69% em 2027. A previsão do Fundo também supera a do Ministério da Fazenda, que manteve em maio a expectativa de crescimento de 2,3% para este ano, sustentada principalmente pelo desempenho da indústria e do setor de serviços.
Entre os mercados emergentes, a Índia continuará liderando o crescimento, com alta de 6,4% em 2026 e 6,7% em 2027. A China deve avançar 4,6% neste ano e 4,1% no próximo. Na América Latina e Caribe, a previsão é de expansão de 2,4% em 2026, acelerando para 2,7% em 2027.
O relatório também projeta crescimento de 3,5% para a Argentina em 2026 e de 4% em 2027. Já o México deve acelerar de 1,2% para 1,9% no período, impulsionado por políticas domésticas menos restritivas, embora o FMI ressalte que a incerteza econômica ainda limita a atividade no país.
Para o Fundo, a América Latina seguirá apresentando desempenhos distintos entre os países. No caso do Brasil, a combinação entre a resiliência da atividade econômica e os ganhos obtidos por exportadores de petróleo em meio à alta dos preços da commodity sustentou a revisão para cima das perspectivas de crescimento para os próximos dois anos.
Economista avalia projeção do FMI
Em entrevista ao SBT News, Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, disse que a revisão do FMI reflete sinais recentes de aquecimento da atividade econômica, mas a estimativa de crescimento de 2,4% ainda parece elevada.
"Estamos vendo sinal de crescimento da economia no crédito, no mercado de automóveis. Há um sinal de aceleração que está aparecendo agora. Mas, para justificar os 2,4%, significaria que a economia deveria estar crescendo 3% no fim do ano. Com a taxa de juros que temos agora e o investimento em desaceleração, essa reaceleração da economia que o FMI está vendo eu acho um pouco forte. Talvez um crescimento próximo de 2% seja até possível de acontecer", afirmou.
Na avaliação dele, independentemente de o PIB crescer 2% ou 2,4%, o cenário continuará desafiador para a política monetária. Segundo ele, fatores como a alta do petróleo e os efeitos climáticos mantêm a inflação sob pressão.
"O Banco Central tem uma vida difícil pela frente. Nesse cenário de inflação pressionada, o BC entra em uma situação cada vez mais difícil. Muito provavelmente, vamos ver o segundo semestre com a taxa de juros estável, em torno de 14%. Vai ser difícil ficar abaixo disso", avaliou.
FMI eleva projeção de crescimento do PIB para 2,4% em 2026Fundo Monetário Internacional revisa estimativa para a economia brasileira em 2026, mantém cenário global e aponta resiliência do paísEconomia2026-07-08T14:08:04.725ZO Fundo Monetário Internacional (FMI) revisou para cima a previsão de crescimento da economia brasileira em 2026. Em relatório divulgado nesta quarta-feira (8), , alta de 0,5 ponto percentual em relação ao relatório de abril, e para 2,2% em 2027, avanço de 0,2 p.p. Segundo o relatório World Economic Outlook (Panorama Econômico Mundial), o Brasil deverá manter um crescimento "resiliente" em 2026, embora a atividade econômica desacelere levemente no ano seguinte. O FMI atribui parte da revisão positiva ao fato de que exportadores de petróleo fora da zona de conflito no Oriente Médio, como o Brasil, têm sido beneficiados pela melhora dos termos de troca diante da alta dos preços da commodity. Focus A nova estimativa do Fundo está acima da estimativa do mercado financeiro. Segundo o Boletim Focus, divulgado pelo Banco Central na última segunda-feira (6), a mediana das projeções aponta expansão de 1,99% do PIB em 2026 e de 1,69% em 2027. A previsão do Fundo também supera a do Ministério da Fazenda, que manteve em maio a expectativa de crescimento de 2,3% para este ano, sustentada principalmente pelo desempenho da indústria e do setor de serviços. A diante dos sucessivos choques econômicos. Na ocasião, a instituição avaliou que, após a desaceleração observada em 2025, o país retomaria um ritmo de crescimento mais consistente, alcançando cerca de 2,5% no médio prazo. Qual o cenário global da economia? No . Entre as economias avançadas, os Estados Unidos devem crescer 2,3% neste ano e 2,2% no próximo, enquanto a Zona do Euro deve registrar expansão de 0,9% em 2026 e 1,2% em 2027. Entre os mercados emergentes, a Índia continuará liderando o crescimento, com alta de 6,4% em 2026 e 6,7% em 2027. A China deve avançar 4,6% neste ano e 4,1% no próximo. Na América Latina e Caribe, a previsão é de expansão de 2,4% em 2026, acelerando para 2,7% em 2027. O relatório também projeta crescimento de 3,5% para a Argentina em 2026 e de 4% em 2027. Já o México deve acelerar de 1,2% para 1,9% no período, impulsionado por políticas domésticas menos restritivas, embora o FMI ressalte que a incerteza econômica ainda limita a atividade no país. Para o Fundo, a América Latina seguirá apresentando desempenhos distintos entre os países. No caso do Brasil, a combinação entre a resiliência da atividade econômica e os ganhos obtidos por exportadores de petróleo em meio à alta dos preços da commodity sustentou a revisão para cima das perspectivas de crescimento para os próximos dois anos. Economista avalia projeção do FMI Em entrevista ao SBT News, Sergio Vale, economista-chefe da MB Associados, disse que a revisão do FMI reflete sinais recentes de aquecimento da atividade econômica, mas a estimativa de crescimento de 2,4% ainda parece elevada. "Estamos vendo sinal de crescimento da economia no crédito, no mercado de automóveis. Há um sinal de aceleração que está aparecendo agora. Mas, para justificar os 2,4%, significaria que a economia deveria estar crescendo 3% no fim do ano. Com a taxa de juros que temos agora e o investimento em desaceleração, essa reaceleração da economia que o FMI está vendo eu acho um pouco forte. Talvez um crescimento próximo de 2% seja até possível de acontecer", afirmou. Na avaliação dele, independentemente de o PIB crescer 2% ou 2,4%, o cenário continuará desafiador para a política monetária. Segundo ele, fatores como a alta do petróleo e os efeitos climáticos mantêm a inflação sob pressão. "O Banco Central tem uma vida difícil pela frente. Nesse cenário de inflação pressionada, o BC entra em uma situação cada vez mais difícil. Muito provavelmente, vamos ver o segundo semestre com a taxa de juros estável, em torno de 14%. Vai ser difícil ficar abaixo disso", avaliou. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/fmi-eleva-projecao-de-crescimento-do-PIB-brasil-para-2-4-2026
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