Febraban: bancos vão reforçar controles após decisão dos EUA
Federação afirma que instituições financeiras já dispõem de mecanismos para atuar contra o crime organizado
Victoria Abel
Federação diz que setor já monitora movimentações em espécie, remessas consideradas complexas e estruturas societárias de baixa transparência | Divulgação/José Cruz/Agência Brasil
A Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que as instituições financeiras do país já dispõem de mecanismos para identificar recursos de origem criminosa e encerrar contas usadas em atividades ilícitas.
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Segundo a federação, os bancos mantêm ações de monitoramento em parceria com a Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e impedir a circulação de recursos ligados ao crime organizado.
"Mantemos com a Polícia Federal o Projeto Tentáculos, que centraliza notícias e informações de fraudes bancárias, exatamente para apoiar as investigações. Na mais recente etapa da nossa autorregulação, bancos aprimoraram procedimentos para identificar, recusar operações e fechar contas com uso fraudulento, bem como para combater e desarticular contas usadas para escoamento de recursos provenientes do crime", afirmou a entidade em nota enviada ao SBT News.
A recente classificação das duas facções como terroristas passou a valer na última sexta-feira (5). A ação não impõe impedimentos comerciais imediatos ao Brasil, mas aumenta a pressão sobre instituições que operam em dólar ou mantêm relações com o sistema financeiro americano.
Na prática, empresas e instituições financeiras terão de reforçar mecanismos de controle e reportar operações consideradas suspeitas. Se forem identificadas transações com possível ligação às facções, a instituição poderá ser alvo de apurações conduzidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que inicialmente comunicará o governo brasileiro.
Eventuais sanções, como restrições ao acesso ao sistema financeiro americano, dependeriam da comprovação da relação com as facções.
A Febraban, que reúne 108 instituições financeiras, afirmou que o setor já monitora movimentações em espécie, remessas consideradas complexas e estruturas societárias de baixa transparência. A entidade também citou investimentos em tecnologia, programas de compliance, auditorias e capacitação de equipes para identificar operações associadas ao crime organizado, terrorismo e lavagem de dinheiro.
Febraban: bancos vão reforçar controles após decisão dos EUAFederação afirma que instituições financeiras já dispõem de mecanismos para atuar contra o crime organizadoEconomia2026-06-07T16:04:48.779ZA Febraban (Federação Brasileira de Bancos) afirmou que as instituições financeiras do país já dispõem de mecanismos para identificar recursos de origem criminosa e encerrar contas usadas em atividades ilícitas. A entidade diz, porém, que os bancos pretendem reforçar seus sistemas de controle e ampliar os treinamentos internos após os Estados Unidos classificarem o . Segundo a federação, os bancos mantêm ações de monitoramento em parceria com a Polícia Federal para identificar movimentações suspeitas e impedir a circulação de recursos ligados ao crime organizado. "Mantemos com a Polícia Federal o Projeto Tentáculos, que centraliza notícias e informações de fraudes bancárias, exatamente para apoiar as investigações. Na mais recente etapa da nossa autorregulação, bancos aprimoraram procedimentos para identificar, recusar operações e fechar contas com uso fraudulento, bem como para combater e desarticular contas usadas para escoamento de recursos provenientes do crime", afirmou a entidade em nota enviada ao SBT News. A recente classificação das duas facções como terroristas passou a valer na última sexta-feira (5). A ação não impõe impedimentos comerciais imediatos ao Brasil, mas aumenta a pressão sobre instituições que operam em dólar ou mantêm relações com o sistema financeiro americano. Na prática, empresas e instituições financeiras terão de reforçar mecanismos de controle e reportar operações consideradas suspeitas. Se forem identificadas transações com possível ligação às facções, a instituição poderá ser alvo de apurações conduzidas pelo Departamento do Tesouro dos EUA, que inicialmente comunicará o governo brasileiro. Eventuais sanções, como restrições ao acesso ao sistema financeiro americano, dependeriam da comprovação da relação com as facções. A Febraban, que reúne 108 instituições financeiras, afirmou que o setor já monitora movimentações em espécie, remessas consideradas complexas e estruturas societárias de baixa transparência. A entidade também citou investimentos em tecnologia, programas de compliance, auditorias e capacitação de equipes para identificar operações associadas ao crime organizado, terrorismo e lavagem de dinheiro. São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/febraban-bancos-vao-reforcar-controles-apos-decisao-dos-eua
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