EUA investem US$ 750 milhões em terras raras de Goiás
Empresa USA Rare Earth diz que vai fechar compra da única mineradora de terras raras do Brasil na sexta (28), com financiamento do governo Trump
SBT News, Mariana Botta
A empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (24), ter recebido um investimento de US$ 750 milhões (mais de R$ 3,8 bilhões) do governo dos Estados Unidos, para concluir a aquisição da mineradora Serra Verde, em Goiás, a única em operação comercial de elementos de terras raras em larga escala no Brasil. O aporte faz parte de uma operação que totaliza US$ 1,55 bilhão e amplia em US$ 250 milhões o valor inicialmente previsto pela gestão de Donald Trump.
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Segundo comunicado publicado no site da companhia, a compra deve ser concluída após a realização da assembleia de acionistas, nesta sexta-feira (28).
O projeto é considerado estratégico, pois tem como foco a produção de quatro elementos de terras raras utilizados na fabricação de ímãs permanentes: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio.
Além do investimento do governo dos EUA, a estrutura financeira conta com uma linha de crédito rotativo de até US$ 500 milhões, concedida por um banco institucional de primeira linha.
O governo americano também assinou um contrato para comprar pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras ao longo de cinco anos.
Mina vale o investimento
A Serra Verde opera a mina Pela Ema, no município de Minaçu, em Goiás, considerada pela empresa americana a única mina de terras raras de argila iônica em produção comercial fora da Ásia.
Segundo a USA Rare Earth, mais de US$ 1 bilhão já foi investido no projeto, que é considerado um dos empreendimentos de terras raras mais avançados do mundo.
A empresa americana anunciou em abril um acordo definitivo para adquirir a Serra Verde. A operação prevê que a produção da primeira fase da mina seja destinada integralmente a uma estrutura de compra financiada por órgãos do governo americano e investidores privados.
O contrato de fornecimento tem duração de 15 anos e estabelece preços mínimos para os produtos.
Segundo a companhia, é a primeira vez que são estabelecidos preços mínimos para os elementos terras raras pesados disprósio e térbio, considerados importantes para a fabricação de ímãs de alto desempenho.
Disputa por terras raras
As terras raras são um conjunto de elementos químicos utilizados em produtos e tecnologias de alto valor agregado.
Eles são fundamentais para a fabricação de veículos elétricos, equipamentos de energia, robôs, data centers, equipamentos médicos e sistemas aeroespaciais e de defesa.
A produção e o processamento desses minerais são dominados pela China, o que tem levado Estados Unidos e outros países ocidentais a buscar novas fontes de fornecimento.
Com a aquisição da Serra Verde, a USA Rare Earth pretende integrar operações de mineração, processamento e fabricação de ímãs entre Brasil, Estados Unidos e Reino Unido.
A companhia afirma que o projeto brasileiro permitirá ampliar o fornecimento de terras raras para as cadeias industriais ocidentais e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos.
Aquisição depende de votação
A conclusão da aquisição ainda depende de algumas condições. A USA Rare Earth convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para 28 de agosto, às 10h (horário da costa leste dos EUA), para votar propostas relacionadas à fusão.
A empresa afirma esperar concluir a operação logo após a assembleia, caso as demais condições sejam cumpridas ou dispensadas.
Se a aquisição for concluída, a USA Rare Earth passará a controlar a mina Pela Ema, em Goiás, e incorporará o empreendimento à sua estratégia de construir uma cadeia integrada de terras raras, da mineração à produção de ímãs.
A companhia também possui ativos nos Estados Unidos e no Reino Unido e planeja expandir suas operações para França e Brasil.
EUA investem US$ 750 milhões em terras raras de GoiásEmpresa USA Rare Earth diz que vai fechar compra da única mineradora de terras raras do Brasil na sexta (28), com financiamento do governo TrumpEconomia2026-08-24T20:17:59.064ZA empresa norte-americana USA Rare Earth anunciou, nesta segunda-feira (24), ter recebido um investimento de US$ 750 milhões (mais de R$ 3,8 bilhões) do governo dos Estados Unidos, para concluir a aquisição da mineradora Serra Verde, em Goiás, a única em operação comercial de elementos de terras raras em larga escala no Brasil. O aporte faz parte de uma operação que totaliza US$ 1,55 bilhão e amplia em US$ 250 milhões o valor inicialmente previsto pela gestão de Donald Trump. 📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News. Segundo comunicado publicado no site da companhia, a compra deve ser concluída após a realização da assembleia de acionistas, nesta sexta-feira (28). O projeto é considerado estratégico, pois tem como foco a produção de quatro elementos de terras raras utilizados na fabricação de ímãs permanentes: neodímio, praseodímio, disprósio e térbio. Além do investimento do governo dos EUA, a estrutura financeira conta com uma linha de crédito rotativo de até US$ 500 milhões, concedida por um banco institucional de primeira linha. O governo americano também assinou um contrato para comprar pelo menos US$ 300 milhões em produtos de terras raras ao longo de cinco anos. Mina vale o investimento A Serra Verde opera a mina Pela Ema, no município de Minaçu, em Goiás, considerada pela empresa americana a única mina de terras raras de argila iônica em produção comercial fora da Ásia. Segundo a USA Rare Earth, mais de US$ 1 bilhão já foi investido no projeto, que é considerado um dos empreendimentos de terras raras mais avançados do mundo. A empresa americana anunciou em abril um acordo definitivo para adquirir a Serra Verde. A operação prevê que a produção da primeira fase da mina seja destinada integralmente a uma estrutura de compra financiada por órgãos do governo americano e investidores privados. O contrato de fornecimento tem duração de 15 anos e estabelece preços mínimos para os produtos. Segundo a companhia, é a primeira vez que são estabelecidos preços mínimos para os elementos terras raras pesados disprósio e térbio, considerados importantes para a fabricação de ímãs de alto desempenho. Disputa por terras raras As terras raras são um conjunto de elementos químicos utilizados em produtos e tecnologias de alto valor agregado. Eles são fundamentais para a fabricação de veículos elétricos, equipamentos de energia, robôs, data centers, equipamentos médicos e sistemas aeroespaciais e de defesa. A produção e o processamento desses minerais são dominados pela China, o que tem levado Estados Unidos e outros países ocidentais a buscar novas fontes de fornecimento. Com a aquisição da Serra Verde, a USA Rare Earth pretende integrar operações de mineração, processamento e fabricação de ímãs entre Brasil, Estados Unidos e Reino Unido. A companhia afirma que o projeto brasileiro permitirá ampliar o fornecimento de terras raras para as cadeias industriais ocidentais e reduzir a dependência de fornecedores asiáticos. Aquisição depende de votação A conclusão da aquisição ainda depende de algumas condições. A USA Rare Earth convocou uma assembleia extraordinária de acionistas para 28 de agosto, às 10h (horário da costa leste dos EUA), para votar propostas relacionadas à fusão. A empresa afirma esperar concluir a operação logo após a assembleia, caso as demais condições sejam cumpridas ou dispensadas. Se a aquisição for concluída, a USA Rare Earth passará a controlar a mina Pela Ema, em Goiás, e incorporará o empreendimento à sua estratégia de construir uma cadeia integrada de terras raras, da mineração à produção de ímãs. A companhia também possui ativos nos Estados Unidos e no Reino Unido e planeja expandir suas operações para França e Brasil.São PauloSPSudestehttps://sbtnews.sbt.com.br/noticia/economia/eua-investem-us-750-milhoes-em-terras-raras-de-goias
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