Dia dos Namorados deve movimentar R$ 2,8 bilhões em vendas
Projeção da CNC aponta para receita 2,5% maior em relação ao ano passado; segmento de vestuário, calçados e acessórios lidera buscas


Dia dos Namorados deve movimentar R$ 2,8 bilhões em vendas | Reprodução
Considerada a sexta data mais importante para o comércio, o Dia dos Namorados, celebrado nesta sexta-feira (12), deve movimentar R$ 2,84 bilhões no varejo brasileiro. A cifra, projetada pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC), é 2,5% superior ao registrado no ano passado.
Segundo o levantamento, a expectativa é impulsionada pelo maior dinamismo do mercado de trabalho e pela inflação menor. Tais fatores compensam as dificuldades impostas pelas condições ainda desfavoráveis do crédito ao consumidor.
Para o presidente do Sistema CNC-Sesc-Senac, José Roberto Tadros, o cenário atual requer pesquisas. “Ao consumidor, que mesmo empregado ainda vive o aperto monetário por conta da alta taxa de juros, o indicado é pesquisar bem e inovar na hora de escolher o presente para esta celebração”, orienta.
Carro-chefe das vendas no período, o segmento de vestuário, calçados e acessórios deverá movimentar R$ 1,116 bilhão, o equivalente a quase 40% do total esperado. Apesar de, historicamente, este ser o segmento do varejo mais impactado pela data, há expectativa de retração de 1,4% ante o mesmo período de 2025.
Por outro lado, o volume de vendas nos segmentos de farmácias, perfumarias e cosméticos (+8,2%) e de artigos de uso pessoal e doméstico, especialmente eletroeletrônicos (+4,3%), tende a contribuir positivamente para a expansão das vendas nesta data. Juntos, esses dois ramos do varejo deverão responder por 43% da expectativa total de vendas, com movimentações de R$ 875 milhões e R$ 346 milhões, respectivamente.
Presentes mais caros
A cesta típica da data deverá registrar variação média de +5,8% neste ano, reajuste ligeiramente inferior àquele verificado no mesmo período do ano passado, segundo cálculos da CNC baseados nas variações de preços do IPCA-15. Destacam-se neste contexto as variações mais acentuadas nos preços dos chocolates (+22,7%), joias e bijuterias (+20,0%) e flores (+11,3%).
Em contrapartida, bebidas alcoólicas (-1,0%) e aparelhos telefônicos (-0,7%) tendem a apresentar ligeira queda em relação aos preços praticados na mesma data de 2025. Veja a tabela completa:
















