Economia

Desenrola Adimplentes começa nesta segunda; veja como aderir

Programa permite renegociar dívidas de até R$ 15 mil por banco, com juros de até 1,99% ao mês; especialista dá dicas de como se planejar

Avatar de Naiara Ribeiro
Naiara Ribeiro

O Desenrola Adimplentes começa a funcionar nesta segunda-feira (10) para trabalhadores informais e autônomos. O programa do governo federal permite renegociar dívidas de até R$ 15 mil por instituição financeira, com juros de até 1,99% ao mês. A iniciativa é voltada a quem ainda está pagando empréstimos, mas enfrenta juros altos e não tem acesso ao crédito consignado.

SBT News Logo

Acompanhe o SBT News nas TVs por assinatura Claro (586), Vivo (576), Sky (580) e Oi (175), via streaming pelo +SBT, Site e YouTube, além dos canais nas Smart TVs Samsung e LG.

Siga no Google Discover

📲 Receba as principais notícias do Brasil e do mundo no seu WhatsApp! Clique aqui e siga o canal do SBT News.

O programa foi lançado há mais de um mês e teve as regras alteradas pelo governo para tentar atrair mais instituições financeiras. Pelas novas condições, 70% dos recursos usados nas renegociações virão do governo e 30% dos próprios bancos, o que reduz o valor que as instituições precisam colocar em cada operação.

Quem pode participar?

O Desenrola Adimplentes é voltado para quem trabalha por conta própria ou no mercado informal e não tem carteira assinada. Servidores públicos e quem recebe aposentadoria ou pensão do INSS não entram nessa modalidade. Estudantes com crédito do Fies Empreendedor também podem participar.

Para entrar no programa, o trabalhador precisa já ter pago pelo menos quatro parcelas do empréstimo. A dívida pode estar em dia ou ter um atraso de, no máximo, 90 dias.

Esse limite de atraso vale tanto para 29 de junho, quando foi publicada a medida provisória que criou o programa, quanto para o momento da renegociação. O valor que ainda falta pagar também não pode passar de R$ 15 mil em cada banco.

Como funciona?

A ideia é trocar a dívida atual por um novo empréstimo, com juros menores. O dinheiro do novo contrato será usado para quitar a dívida anterior e, a partir daí, o trabalhador passa a pagar as novas parcelas.

Os juros podem chegar a, no máximo, 1,99% ao mês. A nova parcela também precisa ser menor e não poderá passar de 90% do valor pago anteriormente.

O trabalhador ainda poderá ganhar um pouco mais de tempo para quitar a dívida. Se faltavam até seis meses para terminar de pagar, o prazo poderá aumentar em um mês. Se faltavam entre seis e 12 meses, serão até dois meses extras. Para quem tinha entre 12 e 24 meses pela frente, serão até quatro meses a mais. Já para dívidas com mais de dois anos restantes, o prazo poderá aumentar em até seis meses.

Também será possível pegar um valor extra de até 50% do que ainda falta pagar da dívida original. Mesmo nesse caso, a nova parcela não poderá passar de 90% do valor da anterior.

Governo mudou regras para atrair bancos privados

O governo também mudou as regras do Desenrola Adimplentes para tentar atrair mais instituições financeiras, principalmente bancos privados.

Em entrevista ao SBT News, Alexandre Chaia, economista e professor de finanças do Insper, explicou que a adesão dos bancos privados pode ser um dos desafios. Segundo ele, há uma diferença importante em relação a programas voltados para quem já deixou de pagar: no Desenrola Adimplentes, o público ainda está pagando a dívida ou tem atraso de até 90 dias.

“Esse programa é mais difícil de você conseguir emplacar nos bancos privados, porque qual é a grande vantagem do Desenrola tradicional para os bancos privados? São clientes que não estão pagando. O governo vai ajudar de alguma forma, dando garantia, e você consegue trazer de volta esse cliente que não está pagando.”

Para tentar atrair mais instituições, o governo mudou a divisão dos recursos usados nas renegociações. Pelas novas regras, 70% do dinheiro virá do governo e 30% dos próprios bancos. A ideia é reduzir o valor que as instituições precisam colocar em cada operação e, assim, aumentar o interesse pelo programa.

Antes de renegociar, faça as contas

Mesmo com juros menores, é importante conferir se a nova parcela realmente cabe no bolso. Para quem trabalha por conta própria, esse cuidado é ainda maior, já que a renda pode mudar bastante de um mês para outro.

Chaia recomenda olhar para o quanto entra e o quanto sai ao longo do ano, e não apenas para a renda de um único mês. Se for possível, a orientação é também guardar uma reserva para os períodos em que os ganhos diminuem.

“O primeiro ponto é fazer um planejamento de tudo que você gasta e tudo que você recebe em média por ano. Sei que as receitas oscilam durante o ano, mas planeje quanto você vai gastar e crie um fundo de reserva para suportar esses períodos em que a receita cai. Faça um planejamento para não consumir sua renda a ponto de ter que tomar novas dívidas para pagar dívidas antigas. Isso é uma bola de neve da qual dificilmente você vai conseguir sair.”

Leia mais

Ver tudo
Imagem da notícia: BTG/Nexus: Lula tem 47% contra 44% de Flávio no 2º turno

BTG/Nexus: Lula tem 47% contra 44% de Flávio no 2º turno

Imagem da notícia: Glossário Eleitoral: entenda o que é a cláusula de barreira

Glossário Eleitoral: entenda o que é a cláusula de barreira

Imagem da notícia: Unidade Popular quer Presidência e mira 17 governos

Unidade Popular quer Presidência e mira 17 governos

Imagem da notícia: O que pensa uma das únicas mulheres candidata à Presidência

O que pensa uma das únicas mulheres candidata à Presidência

Imagem da notícia: BTG/Nexus: Lula tem 47% contra 44% de Flávio no 2º turno

BTG/Nexus: Lula tem 47% contra 44% de Flávio no 2º turno

Imagem da notícia: Glossário Eleitoral: entenda o que é a cláusula de barreira

Glossário Eleitoral: entenda o que é a cláusula de barreira

Imagem da notícia: Unidade Popular quer Presidência e mira 17 governos

Unidade Popular quer Presidência e mira 17 governos

Imagem da notícia: O que pensa uma das únicas mulheres candidata à Presidência

O que pensa uma das únicas mulheres candidata à Presidência

Últimas notícias

Sul e Sudeste têm risco de ressaca e ondas de até 3 metros

Passagem de dois ciclones extratropicais deixam o mar agitado nos próximos dias, e ondas também aumentam no litoral do Nordeste

SP: Acidente na Anhanguera deixa dois mortos e cinco feridos

Colisão próxima ao Pico do Jaraguá, na madrugada desta segunda (10), envolveu dois carros, van, moto e caminhão em SP

Ex-parlamentar atira e mata uma pessoa na Tailândia

Ataque ocorreu em prédio do governo na província de Nonthaburi; suspeito se entregou à polícia

Tufão Dolphin inunda Xangai e interrompe transporte

Chuvas provocadas pelo tufão Dolphin alagaram ruas de Xangai, levando à suspensão de linhas do metrô e do serviço de balsas

Piauí lidera ranking de calor e baixa umidade no Brasil

Oeiras registrou altas temperaturas e ficou entre os municípios com menor umidade relativa do ar, segundo dados do Inmet

Barco vira em Nova York e deixa mulher e bebê mortos

Segundo a Guarda Costeira dos EUA, o barco virou na noite de sábado (8); o capitão foi preso e acusado de imprudência grave